05/08/2019

Como Pregar Sermões Expositivos a Ouvintes que não Foram Educados para Ouvi-los?

Toda pregação cristã verdadeira é expositiva”, escreveu John Stott. Embora algumas pessoas considerem a pregação expositiva um método antiquado, sua capacidade de tornar-se um porta-voz do texto bíblico assegura relevância constante. Desde que a responsabilidade do pastor é pregar a palavra, ele deve se esforçar para compreender o texto bíblico e comunicá-lo eficaz e apaixonadamente a sua congregação (2Tm 4.2). A abordagem expositiva almeja deixar que o texto bíblico trate das diversas necessidades de uma congregação, independente do nível educacional da igreja. J. W. Alexander expressou bem isso: “O método expositivo é apropriado para assegurar ao pregador e aos seus ouvintes a maior quantidade de conhecimento sobre as Escrituras”.
Tanto o pregador quanto os ouvintes podem ser auxiliados na pregação expositiva ao lembrar sempre de algumas coisas.
Tanto o pregador quanto os ouvintes podem ser auxiliados na pregação expositiva ao lembrar sempre de algumas coisas.
O pregador e a pregação expositiva:
1. Reconheça que o método expositivo pode ser estranho aos seus ouvintes, então, faça todos os anos uma pregação sobre o motivo de você pregar expositivamente. Nessa mensagem você precisa explicar por que o método expositivo é necessário, o que você procura realizar, e a forma como o sermão deve ser ouvido.
2. Ao preparar o sermão, certifique-se de trabalhar o seu vocabulário de forma que este se iguale à compreensão dos ouvintes. Além disso, nunca presuma que seus ouvintes entendem termos que, para você, são comuns. Por exemplo: justificação santificação e eclesiologia. Uma simples explicação dos termos oferecendo exemplos pode incrementar o entendimento da congregação.
3. Ofereça resumos dos sermões para ajudar as pessoas no momento de ouvi-los. Você também pode pensar na possibilidade de imprimir a mensagem que você escreveu e disponibilizá-la antes do culto, para ajudar os ouvintes a ouvir e compreender. Isso acaba tornando-se uma boa ferramenta para seu povo lembrar do sermão e seguir com o estudo do tema.
4. Encoraje sua congregação a desenvolver a capacidade de pensar e compreender oferecendo um material de leitura adicional para complementar a sua pregação. Para começar, esse material pode composto por artigos ou sermões curtos, livretes e, depois, vocês podem prosseguir com a leitura de livros maiores. Providencie guias de leitura da Bíblia inteira a fim de desafiar a congregação nessa disciplina espiritual. Comece aos poucos para não sobrecarregar aqueles que não estão acostumados a ler com regularidade.
5. Tenha momentos de diálogo a fim de que as pessoas possam fazer perguntas relacionadas ao sermão sem medo de embaraços. É importante que você evite uma postura defensiva com relação a perguntas ou comentários. Isso pode ser feito após o culto da noite ou durante os cultos semanais. Cuidadosa e humildemente responda as perguntas direcionando as pessoas ao texto bíblico e usando a oportunidade para fazer algumas sugestões sobre ser feito após o culto da noite ou durante os cultos semanais. Cuidadosa e humildemente responda as perguntas direcionando as pessoas ao texto bíblico e usando a oportunidade para fazer algumas sugestões sobre como interpretar as Escrituras.
6. Pense numa “pessoa-alvo” quando estiver preparando o sermão. Essa pessoa seria um representante do nível comum de compreensão na igreja. Visualize a comunicação com essa pessoa conforme você desenvolve seu esboço, suas explicações, ilustrações e aplicações do texto. Busque ocasiões para conversar sobre o sermão com a “pessoa-alvo”. Pergunte francamente quão bem ele ou ela está compreendendo os sermões; pergunte como você pode ser mais claro, o que foi mais proveitoso no sermão, e identifique qualquer coisa que possa ter impedido a compreensão.
Os ouvintes e a pregação expositiva:
Regularmente desafie seus ouvintes a tirar o máximo de proveito de cada sermão considerando o seguinte:
1. Reconheça a autoridade das Escrituras Sagradas e sua primazia na adoração pública. Durante a semana prepare-se para ouvir a Palavra lendo as Escrituras regular e sistematicamente.
. Peça que o Senhor lhe dê ouvidos que ouçam a Palavra e um coração obediente – lembre a congregação que eles têm a responsabilidade de se preparar para ouvir tanto quanto você tem a responsabilidade de se preparar para pregar.
3. Examine as Escrituras como os bereanos para ver se as coisas expostas são fiéis à Palavra de Deus (At 17).
. Faça perguntas no sentido de oferecer uma resposta à exposição das Escrituras:
• Agora estou convicto, por meio da Palavra, de que existe uma área de minha vida, de meus pensamentos, de minhas ações e do meu comportamento que precisa ser mudada?
• Existe um pecado, uma desobediência, uma atitude errada ou alguma desculpa que foi repreendida pela verdade das Escrituras e que agora preciso confessar e dos quais preciso me arrepender


Sinais da Volta de Cristo


Sinais da Volta de Cristo


Estando com os discípulos no monte das Oliveiras, Jesus ouviu deles a seguinte pergunta: 
“Que sinal, haverá da Tua vinda e da consumação do século?” (Mt 24:3). 

O Mestre, então, enumerou vários sinais indicadores do Seu retorno à Terra. Alguns dos sinais apresentados tiveram cumprimento inicialmente em Jerusalém, e serviram como “maquete” ilustrativa dos acontecimentos do fim.

Você conhece a relação entre a árvore, a grávida e o ladrão? 

Bíblia explica facilmente:


• A figueira: Aponta para a proximidade da volta de Cristo: “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas” (Mateus 24:32, 33).

• Mulher grávida: Indica que os sinais se intensificam, ficam mais frequentes e garantem a certeza do acontecimento: “como as dores de parto àquela que está grávida; de modo nenhum escaparão” (1 Tessalonicenses 5:2-4).

• O ladrão: Aos despreparados, Jesus virá de modo repentino: “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição” (1 Tessalonicenses 5:2-4).

Quais são os sinais da volta de Cristo? Eles se apresentam nas seguintes áreas:


POLÍTICA


• Guerras e terrorismo (Mateus 24:6, 7).
• Corrupção e ganância (Tiago 5:1-4).

NATUREZA


• Terremotos (Mateus 24:7).
• Escurecimento do Sol e Lua “em sangue” - 19/05/1780 (Mateus 24:29; Apocalipse 6:12).
• Queda das estrelas - 13/11/1833 (Mateus 24:29; Apocalipse 6:13).
• Grandes calamidades (Lucas 21:10, 11).

SOCIEDADE


• Fome e epidemias (Lucas 21:11).
• Maldade no coração e nas ações do ser humano (2 Timóteo 3:1-4).

TERREMOTOS


Fazendo um breve comparativo: no século 19 ocorreram 41 grandes terremotos, diferentemente do século 20, quando houve mais de 100 grandes terremotos. Em janeiro de 2010, um terremoto no Haiti matou cerca de 200 mil pessoas, mesmo número estimado pelo tsunami causado por um terremoto nas redondezas da Indonésia em dezembro de 2004.

GUERRAS 


Calcula-se que cerca de 60 milhões de pessoas
entre militares e civis, morreram nas duas grandes guerras mundiais, número absurdamente maior que no século anterior, o século XIX.

FOME 


Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), existe hoje quase um bilhão de pessoas cronicamente desnutridas no mundo.

CRISE DA “FÉ” 


Embora a Bíblia ensine sobre a existência de apenas dois caminhos - o certo e o errado, hoje existem cerca de 35.000 religiões cristãs pregam coisas discrepantes da Palavra de Deus.

6 Enganos fim do mundo

MALDADE


Segundo um estudo, no Brasil, nos últimos 25 anos, ocorreram 794 mil homicídios, o que representa um crescimento de 5,6% nesse mesmo período. A tendência é que esses números aumentem a cada dia.

PERGUNTAS PRÁTICAS


1. Que sinais seriam vistos no MUNDO SOCIAL antes da volta de Cristo?


Mateus 24:6, 7, 10; 2 Timóteo 3:1-4

Ouvireis falar de _____________________ e ____________________ de__________, nação contra , e haverá _______________________ em vários lugares.

2. Que três grandes sinais no MUNDO NATURAL indicam a proximidade da volta de Jesus? Mateus 24:7, 29 

Terremotos,
2) escurecimento do Sol e da Lua (19/05/1780),
3) queda de ____________________ (13/11/1833). 

Os sinais que matam pessoas indicam que Satanás está agindo na natureza.

3. Que sinais seriam vistos no MUNDO RELIGIOSO antes da volta de Cristo? Mateus 24:4, 5, 11, 24


Haverá falsos ____________________ e falsos_________. O engano será baseado em sinais e___________. A iniquidade será multiplicada (Mt 24:11; 1J0 3:4).
falsos_________. O engano será baseado em sinais e___________. A iniquidade será multiplicada (Mt 24:11; 1J0 3:4).

a) Qual é a motivação dos falsos profetas, ao pregarem a Bíblia? 2Pe 2:1-3


( ) Amor ao próximo. ( ) Avareza. ( ) Amor a Deus.


 Além desses, que importante sinal foi mencionado por Cristo? Mateus 24:14



A pregação do evangelho verdadeiro em ______________ o

5. Paulo fala de “outro evangelho” que está sendo pregado (Gálatas 1:6). O que fazer para não ser enganado? 2 João 4:1


Devo ___________________ se o ensino está de acordo com a Palavra de

6 Tempos dificeis

Como elaborar esboços de sermões

Como elaborar esboços de sermões
 Os esboços de pregação não têm uma forma rígida. Podem variar muito, mas aqui vão algumas dicas que podem servir como base para sua elaboração. A estrutura do esboço é a mesma da pregação. O esboço será então um roteiro para o pregador não se perder durante a pregação, ou mesmo para não se esquecer dos pontos mais importantes da mensagem. Em outras palavras, é um mapa com alguns pontos de referência. Em resumo, o esboço PODERÁ ter: 1- Tema da mensagem 2- Texto base 3- Introdução 4- Tópico 1 5- Tópico 2 6- Tópico 3 - Ilustração (?) 7- Conclusão Vamos analisar cada parte. Tema da mensagem - É o titulo do assunto a ser tratado, ou o “nome da mensagem”. Em alguns casos pode-se falar o titulo na hora da pregação, outras vezes não é necessário. Mas, no esboço a gente coloca. É bom para se ter um rumo determinado na mensagem e também facilitar depois a escolha de um esboço entre muitos que se tem guardado. Quem vai pregar deve ter claro o assunto que vai ser tratado. Não basta escolher um versículo e subir ao púlpito. Isso pode até acontecer, e Deus pode usar, mas não deve ser a regra. Pode ser que o pregador comece a falar sobre um assunto e dali mude para outro e para outro, e, no fim, não passou nada de consistente. Então, vamos escolher um tema definido. Por exemplo: "A vinda de Cristo ao mundo" é o titulo de uma mensagem evangelística. Texto base: Toda pregação precisa ter um texto bíblico como base. Este é o fundamento que vai dar autoridade a toda a mensagem. Normalmente, o texto é pequeno: 1 versículo ou 2, ou 3. Raramente se deve utilizar um capitulo todo. Só quando o capitulo estiver todo relacionado ao mesmo assunto. Se eu for falar sobre a oração do Pai Nosso, não preciso ler todo o capitulo 6 de Mateus. No caso do nosso exemplo (A vinda de Cristo ao mundo), usaremos o texto de I Timóteo 1.15: "Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." A Introdução: É o início da pregação. Existem inúmeras maneiras de se começar uma pregação. Por exemplo: "Nesta noite, eu gostaria de compartilhar com os irmãos a respeito do assunto tal..." ou "No texto que acabamos de ler, temos as palavras de Paulo a respeito da vinda de Cristo ao mundo." Para muitas pessoas, a primeira frase é a mais difícil. Apesar de muitas alternativas, o ideal é que a introdução seja algo que prenda logo a atenção dos ouvintes, despertando-lhes o interesse para todo o restante da mensagem. Pode-se então começar com uma ilustração, um relato interessante sobre algo que esteja relacionado com o assunto da pregação. Um outro recurso muito bom é começar com uma pergunta para o auditório, cuja resposta será dada pelo pregador durante a mensagem. Se for uma pergunta interessante, a atenção do povo estará garantida até o final da palestra. Voltando ao nosso exemplo, poderíamos começar a mensagem perguntando: "Você sabe para quê Jesus veio ao mundo? Nossa mensagem desta noite pretende responder a essa pergunta tão importante para todos nós." Tópicos - Os tópicos são as divisões lógicas do assunto, ou a divisão mais lógica possível. Por exemplo, se o titulo da minha mensagem for "O Maior Problema da Humanidade", eu poderia ter os seguintes tópicos: 1- a corrupção da humanidade; 2 - as conseqüências do pecado; 3 - a solução divina para o homem. A divisão em três tópicos é aconselhável por ser um número pequeno, de modo que o povo tenha facilidade de acompanhar o raciocínio do pregador, sem perder o “fio da meada”. Podemos até mudar esse número, mas o resultado pode ser uma mensagem complexa. Os tópicos devem ser organizados numa ordem que demonstre o desenvolvimento natural do tema, de modo que os ouvintes vão sendo levados a compreender gradualmente o assunto até a conclusão. Em algumas mensagens, os tópicos podem ser argumentos a favor de uma idéia que se quer defender com o sermão. Será bom se eles estiverem organizados de maneira que os mais interessantes ou mais importantes sejam deixados por último, de modo que, a mensagem vai se tornando cada vez mais significativa, mais consistente e mais interessante a cada momento até chegar à conclusão. Se você usar seu melhor argumento logo no início, sua mensagem ficará fraca no final. Em alguns casos, o próprio texto bíblico já tem sua própria divisão, que usaremos para formar nossos tópicos. O texto de I Timóteo 1.15 é assim. Dele tiramos os seguintes tópicos: 1 - Jesus veio ao mundo - Falar sobre a aceitação geral da vinda de Jesus. Todos crêem que ele veio. 2 - Para salvar os pecadores - Falar sobre diversas idéias que as pessoas têm sobre o objetivo da vinda de Cristo, e qual foi sua real missão. 3 - Dos quais eu sou o principal - Falar sobre a importância do reconhecimento do pecador para que a obra de Cristo tenha eficácia em sua vida. Um outro exemplo de divisão natural é João 3.16: 1 - Deus amou o mundo. Falar sobre o amor de forma geral e sobre o amor de Deus. 2 - Deu o seu Filho Unigênito - O amor de Deus em ação. Deus não ficou na teoria. 3 - Para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna - O objetivo da ação de Deus. Esse versículo é riquíssimo. Podemos elaborar várias mensagens dentro dele. É importante prestarmos atenção a esse detalhe. Se tivermos um entendimento muito profundo a respeito de um versículo, é melhor elaborar mais de um sermão do que tentar colocar tudo em um só, fazendo uma mensagem muito longa ou complexa, principalmente quando o texto permitir vários ângulos de abordagem, ou contiver mais de um assunto. Só para termos alguns parâmetros, sugerimos a duração de trinta ou quarenta minutos para um sermão. Já um estudo bíblico pode durar uma hora aproximadamente. É claro que o Espírito Santo pode quebrar esses limites, mas precisamos ter certeza de que é ele mesmo quem está fazendo isso. Ilustrações - Ilustrações são ditados, provérbios (não necessariamente os de Salomão) ou pequenas histórias que exemplificam o assunto da mensagem ou reforçam sua importância. Como alguém já disse, as ilustrações são as "janelas" do sermão. Por elas entra a luz, que faz com que a mensagem se torne mais clara, mais compreensível. Muitas vezes, os argumentos que usamos podem ser difíceis, ou obscuros, mas, quando colocamos uma ilustração, tudo se torna mais fácil para o ouvinte. Existem muitas “historinhas” por aí que não aconteceram de fato e são usadas para ilustrar mensagens. Não há problema em usá-las. Podem ser comparadas às parábolas bíblicas. Entretanto, é importante que o pregador diga que aquilo é apenas uma ilustração. As ilustrações são muito importantes, porque despertam o interesse dos ouvintes, eliminam as distrações e ficam gravadas na memória. Pode ser que, na segunda-feira, os irmãos não se lembrem de muita coisa do sermão de domingo, mas será bem mais fácil lembrar das ilustrações, dos casos contados como exemplo, e, juntamente com essa lembrança, será também lembrado um importante ensinamento. No exemplo da mensagem de I Timóteo, poderíamos usar uma ilustração no tópico 3, mencionando que um doente precisa reconhecer sua doença para ser curado, ou contando um curta história sobre um doente que reconheceu ou não sua doença. Não é obrigatório o uso de ilustrações no sermão. Se não tiver nenhuma, paciência. Normalmente, os próprios relatos bíblicos já ilustram muito bem os assuntos que abordamos. Outro detalhe a se observar: não é bom usar muitas ilustrações na mesma mensagem, pois a mesma perderia sua consistência e seria mais uma coleção de contos. Como dissemos, ilustração é luz, e luz demais pode ofuscar a visão. Conclusão - A conclusão será o ápice da mensagem, o fechamento. Não basta fazer como aquele pregador que disse: "Pronto! Terminei." A conclusão é a idéia ou conjunto de idéias construídas a partir dos argumentos apresentados no decorrer da mensagem. Nesse momento pode-se fazer uma rápida citação dos tópicos, dando-lhes uma "amarração" final. Nessa parte, normalmente se convida para o posicionamento dos ouvintes em relação ao tema. Ainda não é o apelo. O pregador incentiva as pessoas a tomarem determinada decisão em relação ao assunto pregado. Depois desse incentivo, dessa proposta, o assunto está encerrado e pode-se fazer o apelo, se for o caso, e/ou uma oração final. No caso do nosso exemplo (A vinda de Cristo ao mundo), poderíamos concluir convidando os ouvintes a reconhecerem sua condição de pecadores, para que o objetivo da primeira vinda de Cristo se concretize na vida de cada um. Para fechar bem podemos encerrar dizendo que Cristo virá outra vez a este mundo para buscar aqueles que tiverem se rendido ao evangelho. O esboço deve ser o menor possível. Pode-se, por exemplo, usar uma frase para cada parte. Pode haver determinado tópico representado por uma única palavra. O esboço é o "esqueleto" da mensagem. Coloca-se o que for suficiente para lembrar ao pregador o conteúdo de cada divisão. Se uma palavra ou uma frase não forem suficientes, pode-se colocar mais, mas com o cuidado de não se elaborar um esboço muito grande, de modo que o pregador poderia ficar perdido no próprio esboço na hora de pregar. Então, o recurso que deveria ser útil torna-se um problema. Opcionalmente, o pregador pode fazer o esboço, bem pequeno e, em outro papel, fazer um resumo da mensagem. No púlpito, só o esboço será usado. O destino do resumo será o arquivamento. Em outra ocasião, quando o pregador for usar o mesmo sermão, o resumo será muito útil. Se ele tiver guardado apenas um esboço muito curto, este poderá não ser suficiente para lembrá-lo de todo o conteúdo de sua mensagem. Eis aqui o esboço que construímos durante essa explicação: Introdução : Você sabe para quê Jesus Cristo veio ao mundo? Tópico 1 - "Jesus veio ao mundo" - Falar sobre a aceitação geral da vinda de Jesus. Todos crêem que ele veio (até os ímpios). Tópico 2 - "Para salvar os pecadores" - Falar sobre diversas idéias que as pessoas têm sobre o objetivo da vinda de Cristo. Fundar uma religião? Dar um golpe de estado? Ensinar uma nova filosofia de vida? Qual foi sua real missão? Salvar os pecadores. Tópico 3 - "Dos quais eu sou o principal" - Falar sobre a importância do reconhecimento do pecador para que a obra de Cristo tenha eficácia em sua vida. Ilustração: O doente precisa reconhecer sua doença. Conclusão : Uma idéia clara sobre o objetivo da vinda de Cristo. Um reconhecimento pessoal da condição de pecado. Aceitação de Cristo como Salvador. Bons estudos e boas mensagens! APÊNDICE A PREGAÇÃO É aconselhável que o pregador faça um curso de oratória. Entretanto, mesmo não se podendo fazê-lo, o talento e a prática podem desenvolver bastante as habilidades de quem fala em público. A observação de outros pregadores, as críticas construtivas dos ouvintes e algumas dicas de pessoas experientes no assunto poderão ser muito úteis. Vão aqui algumas considerações sobre a pregação: 1 - O domínio do assunto a ser falado é o princípio da segurança do orador. Portanto, estude bem o assunto com antecedência. 2 - Ao falar, evite ficar andando de um lado para outro. Isso cansa as pessoas. O orador pode andar mas não o tempo todo. 3 - Evite repetições excessivas de frases ou palavras. Por exemplo, algumas pessoas falam o "né" no fim de cada frase. Isso cansa e desvia a atenção de quem ouve. 4 - Para não se perder, use um esboço com algumas frases ou palavras que vão ajudá-lo na seqüência da palestra ou pregação. Porém, não é aconselhável que se escreva toda a mensagem para se ler na hora. Isso torna a palestra monótona. Escreva apenas algumas frases norteadoras. 5 - Ao falar não fique olhando apenas em uma direção ou apenas para uma pessoa. Procure ir dirigindo seu olhar para as várias pessoas no auditório. 6 - Falar corretamente é fundamental. Se houver algum problema nesse caso, procure fazer um curso de língua portuguesa. Os termos chulos e as gírias não são admitidos na pregação. 7 - O outro extremo também é problemático. Procure não utilizar palavras muito difíceis, a não ser que esteja disposto a também explicar o significado. O uso de termos complexos ou estrangeiros demonstra erudição do orador mas pode inutilizar a mensagem se os ouvintes não forem capazes de compreendê-la. 8 - O uso de gestos é bom mas deve ser praticado com moderação e cuidado. Não use gestos ofensivos. Não use gestos que não combinem com o assunto. Imagine que alguém esteja falando sobre a ceia do Senhor e ao mesmo tempo pulando ou batendo palmas. Não combina. 9 - O tom de voz também é importante. É bom que seja variado. Se você falar o tempo todo com voz suave, o povo poderá dormir. Se você gritar o tempo todo, talvez as pessoas não vão querer ouvi-lo novamente. O tom de voz deve acompanhar o desenvolvimento do assunto, apresentando ênfase e volume nos pontos mais importantes, nos apelos ou nas conclusões que se quer destacar. O falar suave e o falar alto e enfático devem ocorrer alternadamente para não cansar o ouvido do público. 10 - Em se tratando de sermões sobre temas bíblicos, é fundamental que o pregador tenha orado antes de falar e que também esteja se consagrando ao Senhor para falar com unção e autoridade. 11 - O nervosismo e a timidez devem ser tratados com a prática. O início é mesmo difícil, mas com o tempo e a perseverança, a segurança vem. Algumas pessoas aconselham a começar falando sozinho diante do espelho para treinar. Não sei se isso resolve. O certo é que começar com uma platéia pequena é mais aconselhável. O nervosismo será menor. Antes de falar no templo, será melhor começar nos cultos domésticos. É certo que o Espírito Santo pode dar ao prgador uma ousadia que não lhe seja característica, mas é nosso dever trabalhar para resolver nossas dificuldades para falar em público. 12 - Outro detalhe importante é a duração da palestra. Sugerimos um tempo de 30 a 40 minutos para os sermões. Estudos bíblicos podem durar 1 hora aproximadamente. Em acampamentos esse tempo pode até se estender um pouco mais. Não existem regras para isso, mas apenas percepções práticas. Esses limites podem variar dependendo do lugar, do propósito, do auditório, e de muitos outros fatores. Mas, de forma geral, esses tempos sugeridos são razoáveis. Se quisermos ir muito além, poderemos cansar muito o auditório e o que passar do limite não será mais captado nem aproveitado pelos ouvintes. 

03/08/2019

Homem moderno ética e religião



O HOMEM PÓS-MODERNO, RELIGIÃO E ÉTICA


 


            Barth enfatiza, com base em estudos já feitos, o problema do homem pós-moderno. Um homem imbuído de um movimento exacerbado, envolvido por um sentimento de querer mudar a todo instante: mudar valores, costumes, cultura, conduta, leis... Mudar tudo que não lhe é mais útil, prático, novo. Um ser movido pela necessidade de está na moda; pelo fluxo exagerado do ter e usar aquilo que é novidade. E esse ter e usar a novidade vai muito além do simples objeto tecnológico como, por exemplo, o aparelho celular iphone. Esse sentimento se estende para o campo da religião, da política, dos relacionamentos conjugais e familiares, dos modos de vida... Das relações ético-sócio-culturais. Isso resulta das grandes transformações econômicas e tecnológicas que apresentará para uma sociedade, que já foi antiga, medieval, moderna, um modelo novo de sociedade no qual reina aquilo que é neo.


            Nós temos nesse modelo de sociedade o homem que se civilizou, isso já há muito tempo, mas voltou a primitividade. Age por instinto: um instinto chamado energia de querer o prazer. É um homem que cultua a mudança, o fugaz, o oscilante, o fútil, o superficial, o volúvel e odeia o fixo, o equilíbrio. Mesmo que, uma das suas procuras seja o próprio equilíbrio, mas um equilíbrio que não está no fixado e sim no trelante. Temos aqui, desse modo, uma sociedade na qual impera aqueles que proporcionam a esse tipo de homem todos estes sentimentos de mudanças, de novidades, de gozo, de “liberdade e equilíbrio”


            Para Rojas o homem moderno é a imagem e semelhança dos produtos “light”. Uma sociedade que vive sem compromisso, “sem gosto ou interesse. Há uma desvalorização de tudo e de todos. É um homem leviano e negligente que não se importa mais com nada. Apesar de querer “abraçar o mundo com as mãos” é um homem que não consegue cumprir suas tarefas e compromissos por completo, mas sempre dar seu jeitinho, como diz o senso comum: “o homem tem sempre um gambiarra” ou “o jeitinho brasileiro de ser”. Ou seja, o homem “light”, seja ele europeu ou brasileiro, está sempre preocupado em dar um jeito nas coisas e não trabalhá-las de forma sistemática e complexa.


            É uma pessoa vazia e sem meta, sem compromisso, sem objetivos.  A única coisa que lhe interessa é ter, possuir cada vez mais. Consome desesperadamente, como diz o conhecimento popular, “é como urubu em carniça”. Consome porque é novidade, porque está na moda, porque lhe torna “parte da sociedade”. É acima de tudo, um homem que consome porque é solitário e vazio e, por isso mesmo, consome para suprir essa necessidade de relacionar-se, de ter um estilo e um objetivo de vida. Consome porque pensa que tais produtos podem lhe trazer felicidade, mas traz-lhe apenas um gozo e/ou uma satisfação momentânea. Resultado, tristeza e arrependimento, pois tal produto já não lhe satisfaz mais, mesmo que ainda esteja novo. Ele adota para si a cultura do descartável na qual tudo é descartável inclusive o próprio homem, os relacionamentos conjugais, a ideologia, a justiça, etc. É alguém que quer ter cada vez mais não importando o que tenha que fazer para se chegar a tal fim.


            Carrega o sexual como “fora suprema de prazer”. Além do sexo, busca nas drogas o orgasmo inebriante. É um homem “pornográfico”. Comercializa e consome sexo de variadas formas e maneiras que a pós-modernidade lhes proporciona. É infeliz porque suas buscas são fúteis, sórdidas, mórbidas, e de efeito imediato e passageiro. A solidão melancólica é sua companheira habitual. É um homem paradoxal: feliz e infeliz. Feliz porque vive uma ficção disso e a sustenta com os ingredientes, oferecidos pela indústria mercadológica, com prazo de validade já no limite; e, infeliz porque, ao perceber que, todo esse universo de possibilidades oferecido pela pós-modernidade não é suficiente para proporcionar, não é mais novidade, uma certa felicidade cai num vazio existencial que o leva a um estado de vida que nós denominamos, por meio de convenções, de depressão.


            Apresenta seis ideologias que circundam a vida desse homem pós-moderno: 1° materialismo; 2° hedonismo; 3° permissivismo; 4° relativismo; 5° consumismo; 6° niilismo.


            No materialismo o homem é reconhecido por aquilo que possui que tem. Você é a sua conta bancária, o seu carro importado, o seu salário exagerado. Nesse tipo de ideologia você é reduzido à simples números. Para ser é preciso ter.


            O hedonismo traz como marca o prazer, o inebriante, o deleite, como bem supremo. É a busca demasiado pela adrenalina. Sensações diferentes que nos leve ao orgasmo. E os instrumentos possíveis para se ter essas sensações novas vai deste o sexo animal (por instinto), do uso de drogas naturais e misturas com produtos químicos, até a violência com o outro ou com o seu próprio corpo. É o gozo pelo gozo. Sexo pelo sexo. Prazer pelo prazer.


            Constrói-se também uma cultura do permissivismo na qual tudo é passável de ação, até as mais ilícitas e extravagantes atitudes, conquanto que ela me traga um bem está. As regras éticas e morais foram destronadas pelo “tudo vale”.


            O relativismo é uma das características bem evidente nesse homem atual. Na há pontos fixos, mas apenas incertezas. O que hoje é para ele amanhã pode e, provavelmente, deve não ser mais. É um homem que não norteia regras, vela a opinião da maioria o que está na moda.


            O consumismo é a carteira de identidade da sociedade pós-moderna. A lei é comprar sempre mais. É consumir determinado objeto e imediatamente substituí-lo por um mais nono, “lançamento”, mais sofisticado, não importando se o outro ainda está em perfeito estado de uso e utilidade. Dessa forma, cria-se aqui a “sociedade do desperdício”. O consumismo leva o ser humano ao individualismo e à competição. Porém, nessa competição todos são vencedores, todos podem consumar a vontade. Essa generalização é correta, pois até aquele que o seu estado financeiro não lhe permite estão imbuídos dessa ideologia e o seu maior sonho é fazer parte dessa massa de zumbis modernos.


            No niilismo o homem se direciona para uma cultura do maleável na qual não existe uma verdade absoluta e indissolúvel. A tendência, então, aqui é reduzir tudo ao simples nada. Tudo é e não é simultaneamente. Isso será regido pelos ditames individualistas, de gosto e bem-estar, de cada um.


            Salienta que o homem pós-moderno é marcado pela pluralidade, pela novidade, pela secularização, pela racionalidade e pela imersão no universo.


            O homem pluralista ele é fragmentado, não tem um padrão de vida e/ou ideologia fixa. É um que varia conforme a tendência, o momento, a moda; o homem secular é aquele que procura ser a resposta e o principio de todas as coisas que o rodeia inclusive o próprio ser humano. Desse modo, procura diminuir o protagonismo de Deus e se auto-intitula centro de tudo; o homem racional dos tempos moderno é “pragmático”: o conhecimento construído e acumulado, só tem valor de verdade se poder ser experienciado, se for inerente a práxis; o homem imerso no universo se ver como intimo dele e procura aproveitá-lo o Maximo que poder. Percebe que esse universo que o rodeia oferece N’s possibilidades de ser e existir. Desse modo, se lança nele de corpo e alma.


            A sociedade pós-moderna, apesar de todas as críticas a ela dirigidas, é positiva também. O homem desse período dispõe de grande variedade de inovações e de transformações nos campos da ciência, tecnologia, relações humanas, etc. É um individuo que usufrui de liberdade de pensamento, expressão e pratica como nenhum outro em toda a história da humanidade. Tudo isso garantido pelo que chamamos de lei. É um homem que planeja, que busca sempre mais melhorar de vida, que é visionário: vive o presente em função de um futuro. É capaz de dizer não a ideologias alheias e emancipar sua subjetividade.


            O homem secular não está preso a ideologias e dogmas religiosos. Não acredita que seja necessário um deus que dita as regras e se faz principio de tudo para que o homem exista e viva bem. Não pretende destruir Deus como um ser metafísico existente, somente não aceita mais o valor de Deus como centro de todas as coisas. Para esse homem ele mesmo é o centro: o homem em primeiro lugar, o centro das atenções; Teos e o Cosmos perdem seu espaço.


            O homem pós-moderno quer ser o primeiro, quer dominar, quer ditar as regras por ele próprio e não a partir de uma instituição metafísica. Em lugar das experiências transcendentes opta pela experiência, pelo pragmatismo. Só tem valor de verdade aquilo que eu experimentei, aquilo que provei. É um animal racional que busca conhecer-se a partir da própria experiência de si mesmo. E nessa busca não cabe mais as explicações vindas de um Absoluto que dita regras absolutas. O homem pós-moderno é relativista está em um constante movimento de “vir-a-ser”. É um homem que constrói e desconstrói, pois ele é quem dita as regras agora.


            Atual o que vemos não é um homem desprovido de moral e ética, mas sim o nascimento de novos valores e princípios. Essa sociedade não permite mais regras e leis absolutas que não se apresenta como produtora de um bem-estar humano. A moral agora é fragmentada. Cada um, a partir da sua subjetividade, constrói seus valores e princípios morais. Não existe somente mais somente uma verdade, mas uma gama variada de verdades que o leva a uma vida boa. Isso não quer dizer que homem não segue leis e princípios morais. Pelo contrario, segue sim, mas, somente aquilo que por ele foi construído e está documentada em uma constituição por ele próprio elaborada. É um homem que quer ser ético, que quer viver a ética, mas não tendo-a como uma forma de deveres difíceis e árduos. Ele proclama uma moral autônoma e subjetiva.


            Aspectos religiosos também tomaram novos rumos na agitação do mundo pós-moderno. Algumas crenças e seguimentos religiosos se apresentam novamente com uma nova roupagem. Nós vemos atualmente vários tipos de religiosos, mas queremos salientar dois desses tipos que são bem visíveis para nós: aqueles que retornaram ao um conservadorismo religioso e dogmático e aqueles que aqui iremos chamar de ecléticos. Os primeiros compreende que para que o resto do mundo possa ter salvação, assim como eles já são, é preciso voltar as antigas regras e mandamentos; já os segundos procuram a religião como um remédio, uma solução para o seu problema presente. E, não importa qual oferece tal remédio, o importante é se livrar de tal mazela e/ou melancolia.


            O homem religioso da pós-modernidade é escasso de sentido. Busca uma sentido para sua vida. E um dos meios é procurar o modelo de Deus que mais identifica com a sua necessidade. Como nos apresenta o texto há um verdadeiro “self-servece religioso”. Ele procura um deus que o console e que ao mesmo tempo possa ser o seu servo. Ou seja, o homem não quer somente conhecer-se, mas também descobrir um novo modelo de deus e mandar nesse deus. Portanto, esse é o homem pós-moderno: rico em recursos tecnológicos e cientifico, mas preso num mundo sem sentido construído por ele mesmo.



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