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01/11/2020

ESTUDO DO LIVRO DE LEVÍTICO

Conforme é indicado no seu nome, “Levítico”, esse terceiro livro de Moisés salienta a função dos sacerdotes de Israel, aqueles membros da tribo de Levi que Deus escolheu para servir em Seu santuário (Dt. 10.8). Muitos cristãos, por causa disso, imaginam que Levítico é uma espécie de Manual técnico que fornecia orientação aos sacerdotes antigos sobre os detalhes de cerimônias que não são mais observadas pelo povo de Deus; em resultado disso, o livro de Levítico é atualmente a porção menos apreciada do Pentateuco. Na realidade, porém, sua mensagem era originalmente dirigida a todos os crentes (Lv 1.2), e suas verdades continuam revestidas de significação primária para o povo de Deus. Pois o livro de Levítico constitui a primeira revelação detalhada acerca do vigoroso tema do Grande Livro como um todo, a saber, do modo pelo qual Deus restaura a Si mesmo homens perdidos. Tanto a atividade redentora de Deus como a resposta da apropriação que se espera da parte do homem são sumariadas no versículo chave, “Ser-me-eis santos, porque eu, o Senhor, sou santo, e separei-vos dos povos, para serdes meus”(20.26).
A primeira metade de Levítico (caps.1-16) apresenta uma série de ações religiosas que pinta o caminho através do qual Deus redime os perdidos, separando-os de seus pecados e das conseqüências destes. Os diversos sacrifícios (caps 1-7) eram antecipação da morte de Cristo no Calvário. Os sacerdotes Levítico (caps 8-10), portanto, prefiguravam o fiel serviço de Cristo ao fazer reconciliação no tocante aos pecados do povo (Hb 2.17). As leis sobre higiene (caps 11-15) serviam de lembretes constantes do arrependimento e da separação das impurezas que devem caracterizar os remidos (Lc 13.5); enquanto o grande dia do culto expiatório (Lv 16) proclamava o perdão de Deus àqueles que se humilhassem em confiante entrega ao Cristo, que ainda haveria de prover acesso ao próprio céu (Hb 9.14).
Porém, a salvação não consiste meramente na separação do que é errado; envolve uma união positiva com aquilo que é correto. Por isso é que a segunda metade de Levítico (caps 17-27) apresenta uma série de padrões práticos aos quais os homens precisam moldar-se vivendo em santidade. Isso inclui expressões de devoção em questões cerimoniais (cap 17) e de adoração (caps 23-25), porém, centraliza sua atenção em questões que envolvem a conduta diária (caps 18-22). O próprio Cristo sintetizou a lei divina (Mt 22.37-40), ao falar de um amor de todo o coração, a Deus, e ao citar um trecho dessa seção de Levítico, “... amarás o teu próximo como a ti mesmo...” (19.18).
Assim sendo, o livro de Levítico existe primariamente como uma legislação proferida por Deus: “Chamou o Senhor a Moisés e... lhe disse: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes...” (1.1.2). As duas narrativas históricas (caps 8-10 e 24.10-23) servem de pano de fundo para as questões legislativas; e a única outra variação quanto à forma, o sermão,
final e exortativo de Moisés (cap 26), ainda é seguida por um apêndice de lei que regulam
questões que em si mesmas não são obrigatórias (cap 27).
Em mais de 50 pontos, em seus 27 capítulos, o livro de Levítico afirma compor-se das palavras que Deus dirigiu a Moisés. O Novo testamento, igualmente, introduz uma citação tirada do livro quando diz: “ora.Moisés escreveu...”(M 10.5). Os críticos que relegam o livro de Levítico a um milênio depois de Moisés, fazem-no às expensas da integridade da evidência bíblica. As Escrituras descrevem o livro de Levítico como obra que foi transmitida a Israel logo depois que os israelitas foram adotados como povo com quem Deus fez aliança (Ex 19.5). Foram-lhes dada a lei moral básica, o Decálogo (Ex 20), e a presença de Deus havia prometido (Ex. 25.22), para servir de guia para a vida e adoração perante Ele. Sua legislação e acontecimentos relatados cobrem algumas poucas semanas vividas pelo povo, desde a construção do tabernáculo por Moisés (Ex 20.17) até à partida de Israel do monte Sinai, menos de dois meses mais tarde (Nm 10.11), em maio de 1445 aC.; conforme a data atribuída pela maioria dos eruditos evangélicos.
Esboço
O CAMINHO DE ACESSO A DEUS, 1.1-16.34
A Propiciação da Ira de Deus: Sacrifício, 1.1-7.38
Com Devoção de Todo o coração: Ofertas Queimadas, 1.1-17;6.8-13
Com Labor Consagrado: Ofertas de Manjares, 2.1-16; 6.14-23
Com Comunhão Reconciliada: Oferta Pacífica, 3.1-17;7.11-34
Com Castigo Vicário: Oferta pelo Pecado, 4.1-5.13; 6.24-30
Com Reparação Justa: Oferta pela Transgressão, 5.14 – 6.7; 71-10
A Intercessão pelo Ministério de Deus: Sacerdócio 8.1 – 10.20
Preparando os Ministros: Ordenação Araônica 8.1 -36
Inaugurando o Ministério: Dedicação do Tabernáculo, 9.1-24
Disciplinando contra o Sacrilégio: Nada a Abiu, 10.1 20
A Purificação do Povo de Deus: Higiene, 11.1 – 15.33
Do que é Repulsivo na Natureza: Animais, 11.1 – 47
De Depravação Congênita: Nascimento, 12. 1-8
Da Corrupção Corporal: Lepra, 13.1 – 14 57
Da Poluição Sexual: Emissões, 15.1 -33
A Realização da Reconciliação: Dia da Expiação, 16.1 -24
O MODO DE VIVER PARA DEUS: Santidade, 17.1 -27.34
O Padrão Cerimonial: Reverência pelo sangue, 17.1-16
O Padrão Moral: Conduta Ética, 18.1-36
Pureza na família: oral sexual, 18.1-36
A Conduta Agradável ao Senhor; Ética Geral, 19.1-37
Punição contra Violação Sanções, 20 1-2
O Ministério sem Repreensão: Padrão Sacerdotal, 21.1 – 23.33
O Padrão Devocional: Adoração Regular, 23.1 – 25.55
Tempo Disciplinado para Deus: Festas 23.1-44
A Ordem no Santuário: adoração no Tabernáculo, 24.1-9
A Reverência pelo Nome de Deus: Blasfêmia, 24.10-23
Extensão do Sábado: Ano Sabático, 25. 1-55
O Apelo Final: Exortação, 26.1-46
Apêndice sobre Votos Voluntários Devocional, 27.1-34

Fonte para pesquisa Teólogo Dilmar Pereira

IMPORTANTE PARA VOCÊ QUE ESTÁ COMEÇANDO:

Algumas atitudes lhe ajudarão a crescer como novo convertido:

Leia a Bíblia diariamente

A Bíblia é a Palavra de Deus inspirada. Além de anunciar as Boas Novas de perdão e vida eterna, ela também responderá às várias dúvidas que você terá à medida que tentar viver de maneira a agradar a Deus. Ela capacitará você a estar "perfeitamente preparado para toda a boa obra". (2 Timóteo 3:17)

Veja algumas sugestões para sua leitura diária da Bíblia:

1. Leia o Novo Testamento nessa ordem:

Primeiro, leia todo o Evangelho de Lucas, um capítulo por dia. Ele o ajudará a entender os princípios básicos do Evangelho.
Depois o livro de Atos. Você vai ler a incrível história de como os primeiros discípulos de Jesus espalharam as Boas Novas da Sua morte e ressurreição.
A seguir, leia algumas cartas que os apóstolos de Jesus escreveram para os seus primeiros discípulos, aqueles que eram novos na fé, assim como você. Essas cartas vão do livro de Romanos até a terceira Carta de João.
Depois, volte para os evangelhos e leia um destes: Mateus, Marcos ou João.
Depois comece a ler a Bíblia toda começando de Gênesis; pois esta é a carta de DEUS para você e deve ser lida toda.

2. Pense sobre o que está lendo, estude e analise. Peça para o seu pastor ou um amigo evangélico mais maduro uma sugestão de um bom estudo bíblico. Além de nos revelar a pessoa de Deus, a Bíblia contém mais princípios de sabedoria do que qualquer outro livro no mundo.

3. Leia o Livro de Salmos, que é o livro de adoração do Velho Testamento, para enriquecer a sua devoção a Deus.

4. Leia o Livro de Provérbios para adquirir sabedoria e bom senso e para fortalecer o seu relacionamento com outras pessoas.

5. Ore pedindo entendimento. O Espírito Santo ajudará você a ver a vida com a perspectiva de Deus. (Salmos 119:18)

6. Sempre que puder, converse com outras pessoas sobre o que você está aprendendo.

Ore Diariamente

Fale sempre com Deus. Conte os seus problemas a Ele. Deixe-O carregar o peso dos seus problemas. (Leia Mateus 11:28; 1 Pedro 5:7).

Louve e agradeça a Deus pelo que Ele é e pelo que fez por você. Reconheça sua fraqueza. Confesse seus pecados de maneira específica. Ore pedindo por outras pessoas para que elas também venham a receber Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador.

Sugestões para a sua hora devocional diária:

Defina um horário, de preferência pela manhã, quando você está descansado e sua mente mais tranqüila. Faça disso um hábito.
Escolha um lugar tranqüilo, onde você possa ficar sozinho com Deus.
Faça uma lista dos pedidos de oração; ore por você e por outras pessoas.
Primeiro leia e medite sobre um texto das Escrituras e depois gaste alguns momentos em oração.
Depois que este momento com Deus se encerrar, entregue o dia que está começando e a sua vida a Ele.

Aprenda a Depender do Espírito Santo

Deus, na verdade, é três pessoas em uma: Deus Pai, Deus Filho (Jesus Cristo) e Deus Espírito Santo. A Bíblia ensina que o Espírito Santo vive dentro daquele que realmente crê em Cristo e sequi a Ele. (João 14: 16-17) A Bíblia diz o Espírito Santo, por habitar em você, é o seu consolador e ajuda-lhe a entender a verdade revelada na Palavra de Deus: "O Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito".(João 14:25)

O Espírito Santo:

Ensinará
Guiará
Fortalecerá quando você precisar
Consolará
Edificará
Exortará

Freqüente uma Igreja Regularmente

Quando você recebeu a Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal, você iniciou um relacionamento não só com Jesus Cristo, mas também com outros, que tomaram este passo de fé, crentes. Não importa qual era a sua opinião antes, mas ir a igreja hoje é uma experiência rica e recompensadora.

Através do ensino e da pregação da Palavra de Deus a sua compreensão d'Ela será cada vez maior.
Você terá oportunidade de fazer perguntas e discutir sobre as Escrituras com outras pessoas.
Você aprenderá a adorar a Deus, isto é, louva-Lo por tudo que Ele é, e agradecer por tudo que Ele tem feito por você.
Adorando, aprendendo e servindo com outros cristãos, você descobrirá outras pessoas com quem pode ter uma amizade duradoura, uma amizade, que será para toda a eternidade!
Frequente a Escola Bíblica Dominical para que possa aprender melhor a Palavra de DEUS.

Esteja a Serviço dos Outros
Você descobrirá que quanto mais se der servindo ao próximo, mais prazer você terá na sua vida cristã. Pergunte ao seu pastor de que maneira você pode servir a Cristo e ser Sua testemunha. "Pois somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para andássemos nelas" (Efésios 2:20).

Aprenda a Livrar-se de Suas Dúvidas

Às vezes, você poderá duvidar de que seja realmente filho de Deus:

Poderá haver algumas grandes falhas na sua vida cristã.
Você poderá se pegar pensando em coisas que um crente não deveria pensar.
Poderá ser perturbado por pecados não confessados.

Quando isso acontecer, será bom que você se lembrar que não foi salvo por causa das coisas boas que fez, mas pelo que Cristo fez por você. Releia as primeiras páginas desse texto. Fique certo de que se você já recebeu Jesus Cristo pela fé, e agora é um filho de Deus.

Lembre-se de 1Jo 1.9 = Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.

Aprenda a Viver Um Dia de Cada Vez

Ficamos ansiosos com muita freqüência! Ficamos doentes de preocupação com o que pode acontecer amanhã. Tentamos atravessar pontes às quais ainda não chegamos!

A Bíblia nos ensina a não ficarmos ansiosos sobre o que pode acontecer amanhã (Veja Mateus 6:33-34).
A Bíblia também promete que "Dure a sua força como os seus dias" (Deuteronômio 33:25 - versão NVI). Em outras palavras, a graça de Deus será suficiente para o desafio de cada novo dia.

Aprenda Sobre a Benção do Sofrimento

Dificuldades, enfermidades e todos os tipos de sofrimentos ganham outro sentido quando você tem Cristo em sua vida: Você passa a ver as dificuldades, as enfermidades e todos os tipos de sofrimento com outros olhos quando tem Jesus Cristo no coração: Difficulties, ill health and all kinds of suffering have a new perspective when you have Christ in your life:

Ao invés de ficar em despedaçado, você pode ser fortalecido.
Ao invés de ser um peso para outras pessoas, você pode ser uma bênção. Quando você perceber qual é a dimensão, o consolo e a força de Deus através das experiências da vida, crescerá na fé.

Aprenda a Lidar Com a Tentação
A tentação é parte da vida. Ela já existia antes de você receber a Jesus e ainda existe. Não é pecado ter maus pensamentos de vez em quando. No entanto, é pecado escolher abrigar tais pensamentos na sua mente constantemente. A Bíblia diz "Vigia e orai, para que não entreis em tentação. Na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca". (Mateus 26:41). Quando Jesus foi tentado no deserto, Ele respondeu ao diabo usando a Escritura. Três vezes Ele disse "Está escrito ..." (Mateus 4:4, 7 e 10). Esteja preparado para a tentação orando e usando o seu conhecimento da Palavra de Deus.

A Bíblia diz
"Não veio sobre vós tentação, senão humana. E fiel é Deus , que não vos deixará tentar acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar". (I Corintios 10:13)

Esteja preparado para tirar vantagem da "saída" de Deus para a tentação, quer seja "fugindo" do local de tentação (I Timóteo 6:11) ou ficando no local e "resistindo" a ela (Tiago 4:7).

Fale aos outros sobre Jesus
Deixar que outros saibam sobre a sua nova vida com Cristo, através das suas palavras ou de atitudes, é uma das experiências mais compensadoras que você pode ter. O apóstolo Pedro nos incentiva dizendo "estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós". (I Pedro 3:15)




Issacar do desprezo paterno ao reconhecimento Real

Issacar.JPG  Issacar (em hebraico: יִשָּׂשכָר, hebraico modernoYisakhartiberianoYiśśâḵār; ("Prêmio; recompensa") de acordo com o Livro de Gênesis, um filho de Jacó e Lia (o quinto filho de Lia, e o nono filho de Jacó), e o fundador da Tribo Israelita de Issacar. O texto da Torá dá duas etimologias diferentes para o nome de Issacar que atribuem a fontes diferentes - um para o Yahwist e o outro ao Elohist. O primeiro ser que deriva de sakar de ish, que significa acordo, ou contrato, em referência para o acordo de Lea para coabitar com Jacó pelo preço de algumas mandágoras e o segundo ser que deriva de sakar de yesh, significando que há uma recompensa, em referência que a opinião de Lea quanto ao nascimento de Issacar, era uma recompensa divina por emprestar a sua criada Zilpa a Jacó. A explicação anterior é a mais provável para o nome de uma tribo, entretanto há uma terceira etimologia - que deriva de ish Sokar, significando o homem de Sokar, em referência à tribo que originalmente adorava Sokar, uma deidade egípcia.• Antes de morrer, Jacó chama seus filhos para abençoá-los. No 
momento de abençoar Issacar, assim lhe profetiza: 
“Issacar é jumento de fortes ossos, de repouso entre os 
rebanhos de ovelhas. Viu que o repouso era bom e que a terra 
era deliciosa; baixou os ombros à carga e sujeitou-se ao trabalho 
servil” (Gn 49.14). 
• Jacó profetizara que seu filho e seus descendentes seriam pessoas 
que teriam grande força mas que, como muitos cristãos nos dias 
atuais, preferem ceder ao jugo cananeu e servi-los, com isso vivendo 
uma vida confortável numa terra confortável (como foi o caso daquela 
tribo) que lutar pela sua liberdade mesmo que isso significasse o risco 
de perder “vantagens”. 
  
Filho da mulher “menos” amada , ressentida e  ,  enciumada   
• Issacar foi o quinto filho de Jacó e Lia. 
• Jacó, após trabalhar 7 anos para se casar com Raquel, na noite de 
núpcias não percebeu que recebera por esposa Lia, irmã mais velha 
de Raquel. Jacó só percebeu na manhã seguinte e, indignado pela 
armação de seu sogro, teve que trabalhar mais sete anos para se 
casar com a “mulher que amava”, o que viria acontecer uma semana 
depois. 
 Uma das doze tribos de Israel; os descendentes de Jacó por meio de seu filho Issacar.
Quando se fez o primeiro censo depois da saída do Egito, o número de varões vigorosos aptos para a guerra, de 20 anos ou mais, dessa tribo, era de 54.400. (Núm 1:17-19, 28, 29) Um censo similar feito uns 39 anos depois mostrava que a tribo elevara seu número de registrados para 64.300, e, nos dias de Davi, sua força combatente somava 87.000. (Núm 26:23-25; 1Cr 7:5) Houve 200 cabeças dessa tribo que se dirigiram para Hébron, em 1070 AEC, quando Davi foi coroado “rei sobre todo o Israel”. — 1Cr 12:23, 32, 38.
No esquema do grande acampamento no ermo, as famílias de Issacar, junto com as da tribo de seu irmão germano, Zebulão, ficavam nos flancos de Judá, do lado L do tabernáculo (Núm 2:3-8); quando em marcha, esta divisão de três tribos foi designada para partir primeiro. (Núm 10:14-16) As bênçãos de despedida de Moisés sobre as tribos agrupavam Issacar e Zebulão (De 33:18), porém, alguns anos depois, foram separadas, quando as tribos foram divididas em dois grupos para ouvir a leitura das bênçãos e das maldições da Lei entre as montanhas de Gerizim e Ebal. — De 27:11-13; Jos 8:33-35.
Quando foi repartida a Terra Prometida, Issacar foi a quarta tribo escolhida por sorte para receber sua herança, que resultou ser mormente situada no fértil vale de Jezreel. Limitavam-se com Issacar, ao N, os territórios tribais de Zebulão e de Naftali, a L, o rio Jordão, ao S, o território de Manassés, e, ao O, parte da área consignada a Aser. O monte Tabor situava-se ao longo de sua fronteira N, com Zebulão, ao passo que a cidade de Megido situava-se perto de seu limites SO, e Bete-Seã estava na direção de seus limites SE. Neste território situavam-se várias cidades cananéias e seus povoados dependentes. (Jos 17:10; 19:17-23) Foi aqui, neste seleto vale, que a tribo de Issacar, segundo a bênção de Moisés, ‘alegrou-se nas suas tendas’. — De 33:18.
Assemelhar Issacar, filho de Jacó, a um “jumento de ossos fortes” evidentemente indicava uma qualidade também refletida na tribo que dele descendia. (Gên 49:14, 15) A terra que lhes fora consignada era deveras “agradável”, uma parte fértil da Palestina, boa para a agricultura. Issacar parece ter recebido de bom grado o trabalho árduo envolvido nessa tarefa. Seu ‘encurvar o ombro para levar fardos’ revela boa disposição. Assim, embora a tribo não se notabilizasse de forma especial, pelo que parece podia ser elogiada por assumir seu quinhão da carga de responsabilidade.
Certas cidades incluídas na possessão de Issacar foram designadas como cidades encravadas que pertenciam à tribo vizinha de Manassés, inclusive as destacadas cidades de Megido e Bete-Seã. (Jos 17:11) Várias cidades menores em seu território, junto com seus pastios circunvizinhos, também foram reservadas para a tribo de Levi. (Jos 21:6, 28, 29; 1Cr 6:62, 71-73) Mais tarde, Issacar forneceu seu quinhão (uma duodécima parte das necessidades anuais) para sustentar a corte de Salomão. — 1Rs 4:1, 7, 17.
Dentre os indivíduos preeminentes de Issacar havia Igal, o espia selecionado da tribo que juntou-se a outros em aconselhar Israel a não entrar na Terra Prometida. (Núm 13:1-3, 7, 31-33) Como maiorais da tribo, Netanel serviu depois do Êxodo (Núm 1:4, 8; 7:18; 10:15), Paltiel quando Israel entrou na Terra Prometida (Núm 34:17, 18, 26), e Onri durante o reinado de Davi. — 1Cr 27:18, 22.
Issacar foi alistado entre os que apoiaram o juiz Baraque na derrota das forças de Jabim, sob Sísera. (Jz 4:2; 5:15) Mais tarde, por 23 anos, Tola, da tribo de Issacar, foi um dos juízes de Israel. (Jz 10:1, 2) Após a divisão do reino unido, Baasa, de Issacar, foi o terceiro governante do reino setentrional. Iníquo que era, Baasa assassinou seu predecessor para ganhar o trono, e o deteve por 24 anos. (1Rs 15:27, 28, 33, 34) Cerca de 200 anos depois, Ezequias, rei de Judá, convidou os do reino setentrional para participarem na observância da Páscoa, e muitos de Issacar, aceitando o convite, viajaram a Jerusalém para a celebração. — 2Cr 30:1, 13, 18-20.
Nos livros de Ezequiel e de Apocalipse, Issacar é alistado com as demais tribos e, em vista da natureza profética dessas visões, a tribo obviamente tem significado simbólico. — Ez 48:25, 26, 33; Re 7:7.
Porteiro levita; sétimo filho do coraíta Obede-Edom. Issacar, junto com seus parentes, foi designado para montar guarda no lado S do santuário em Jerusalém. — 1Cr 26:1-5, 13, 15.




10/05/2011

AS QUATRO LEIS ESPIRITUAIS


AS QUATRO LEIS ESPIRITUAIS

Assim como há leis físicas que governam o universo, da mesma maneira, há também leis espirituais que governam nosso relacionamento com Deus.

Você Já Ouviu Falar Das Quatro Leis Espirituais, E Quais São Elas?

As Quatro Leis Espirituais são uma forma de compartilhar as boas novas da salvação disponíveis através da fé em Jesus Cristo. Trata-se de uma forma simples de organizar a informação importante do Evangelho em quatro pontos.

A Primeira Das Quatro Leis Espirituais É:
“Deus ama você e tem um plano maravilhoso para a sua vida.”
João 3:16 nos diz:
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 10:10 nos dá a razão pela qual Jesus veio ao mundo:
“Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.”
O que está nos bloqueando do amor de Deus? O que está nos impedindo de ter uma vida abundante?

A Segunda Das Quatro Leis Espirituais É:
“A humanidade está corrompida pelo pecado e portanto está separada de Deus. Como resultado, o homem não pode conhecer o maravilhoso plano de Deus para sua vida.”
Romanos 3:23 afirma:
“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Em sua carta aos Romanos, o apóstolo Paulo nos dá as conseqüências do pecado:
“Porque o salário do pecado é a morte.” (Romanos 6:23)
Deus nos criou para termos comunhão com Ele. No entanto, a humanidade trouxe o pecado para o mundo, e portanto está separada de Deus. Nós arruinamos nosso relacionamento com Ele, relacionamento este que Deus tinha a intenção de que nós tivéssemos. Qual é a solução?

A Terceira Das Quatro Leis Espirituais É:
“Jesus Cristo é a única provisão de Deus para o nosso pecado. Através de Jesus Cristo, nós podemos ter os nossos pecados perdoados e restaurar uma relação correta com Deus.”
Romanos 5:8 nos diz:
“Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores.”
O Apóstolo Paulo nos informa do que nós precisamos saber e acreditar para sermos salvos:
“...que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.” (1 Cor. 15:3-4)
No Evangelho de João o próprio Senhor Jesus declara que Ele é o único caminho para a nossa salvação:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim.” (João 14:6)
Como posso receber este maravilhoso dom da salvação?

A Quarta Das Quatro Leis Espirituais É:
“Nós devemos depositar a nossa fé em Jesus Cristo como Salvador para que possamos receber o dom da salvação e conhecer o maravilhoso plano de Deus para as nossas vidas.”
João 1:12 descreve isto para nós:
“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome.”
Atos nos diz claramente que:
“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa.” (Atos 16:31)
Nós podemos ser salvos unicamente através da graça, unicamente através da fé, e unicamente através de Jesus Cristo.
“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. (Efésios 2:8-9)

Se você quer aceitar ao Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, diga as seguintes palavras a Deus:
“Deus, sei que pequei contra Ti e mereço punição. Mas Jesus Cristo tomou a punição que eu mereço para que através da fé Nele eu pudesse ser perdoado. Com a Tua ajuda, eu me volto contra os meus pecados e deposito a minha confiança em Ti para salvação. Obrigado pela Tua maravilhosa graça e perdão – o dom da vida eterna! Amém!”

Dizer estas palavras não irá salvá-lo, mas confiar no Senhor Jesus Cristo irá! Esta oração é simplesmente uma forma de expressar a Deus a sua fé Nele e agradecê-Lo por prover a sua salvação.

Se você tomou uma decisão por Cristo por causa do que você leu aqui, por favor faça-nos uma visita ou envie-nos uma carta falando da sua importante decisão por Jesus Cristo.
Deus o abençoe ricamente.

29/04/2011

DOUTRINA E TEOLOGIA

TEOLOGIA - Estudo das questões referentes ao conhecimento da divindade, de seus atributos e relações com o mundo e com os homens, e à verdade religiosa, expressa na doutrina de Cristo, que como já dissemos, ensina as verdades fundamentais da Bíblia,organizadamente.

Teologia é o estudo racional dos textos sagrados, dos dogmas e das tradições do cristianismo, geralmente ministrados em cursos ou faculdades, formando os teólogos. É a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus e das relações com o homem; ciência, pois organiza em seqüência lógica,fatos comprovados, podendo aplicar na religião.

Visa entender a revelação,fé e tradição na atual prosperidade,exorcismo e curas.



8) ÁREAS DE ESTUDO DA TEOLOGIA:



a) Teologia Fundamental - Analisa a realidade cristã da auto-manifestação de Deus, sua plenitude e o plano da Salvação por Jesus Cristo. Explica a razão do mistério, a liberdade e a necessidade que temos de conhecer esse plano, querendo ou não termos compromisso com Deus.

Fala sobre o que é teologia e sobre as condições básicas que possibilitam a fé num contexto sócio-histórico e cultural.



b)Teologia Bíblica - Estuda a introdução a geral da Bíblia, com estudo dos livros do Antigo e Novo testamento, falando sobre a história do povo de Deus e reflete temas gerais, familiarizando os alunos com termos bíblicos e as línguas bíblicas, como hebraico e grego.

Usa a “exegese”-que analisa criticamente o texto, desde a seleção do texto, sua estrutura gramatical, sua mensagem e tema central para hoje “hermenêutica”, aplicando a mensagem para hoje.



c)TeoIogia Moral - Visa refletir sobre a resposta concreta que o cristão dá a Deus nos diversos âmbitos de sua existência seja pessoal, interpessoal, comunitária, social, familiar e política., analisando as bases e os critérios de como o cristão deve agir e sobre temas globais como sexualidade, ética e ecologia, política, globalização, etc.



d)Teologia Sistemática ou Dogmática - Compreende uma série de disciplinas estudadas pela igreja, como cristologia (Jesus), eclesiologia (igreja), trindade, antropologia teológica (vendo o homem quanto à criação, pecado, graça e salvação), escatologia (últimas coisas) e Heresiologias (Seitas e Heresias).

Ademais, não se ocupa em repetir dogmas, que são declarações de fé do que as pessoas crêem., tenta entender a vida, e refletir a real e pura fé cristã.



e) História da Igreja - Visa conhecer uma visão panorâmica das grandes fases da história universal, as relações da igreja cristã com o mundo, os conflitos de mentalidades, idéias e movimentos sociais e as idéias e eventos do passado que repercutem hoje em dia.

Compreende desde a história antiga, medieval, moderna, contemporânea e atual.



f) Espiritualidade - Envolve não apenas disciplinas teológicas, mas dimensões da vida cristã como fé, louvor, reino de Deus, o seguimento a Jesus e outros temas, como cruz, esperança, caridade, piedade, liberdade cristã.



g)Outros - (Patrologia:Estudo dos pensadores cristãos até o século V; Teologia Pastoral, Teologia das Religiões, Homilética (Arte de pregar).

Religiosidade Popular (tradições culturais),Aconselhamento Pessoal e Missões.

09/03/2011

A Blasfêmia contra o Espírito Santo


"Portanto, eu vos digo: Toda forma de pecado e blasfêmia se perdoará aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada aos homens"
E, se qualquer disser alguma palavra contra o Filho do homem, ser-lhe-á perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será perdoado, nem neste século nem no futuro. (Mateus 12.31-32)

Do grego (blasphemia) blasphemía, pelo latim blasphemia:
1- palavras que ultrajam divindade ou a religião.
2- Ultraje dirigido contra pessoa ou coisa respeitável[1].

A declaração apresentada por Jesus neste episódio distingue a blasfêmia contra o Espírito Santo de todos os outros tipos de pecados que um ser humano pode cometer.

É preciso, no entanto, apresentar ao leitor um dado a muito conhecido pelos teóricos do Novo Testamento com relação as expressão usadas neste período. A tradução Versão Autorizada Inglesa (King James) acertadamente traduz a expressão passa hamartia por “toda forma de pecado”. É evidente, no entanto, que o sentido da expressão é “toda outra espécie de pecado”. Portanto, a blasfêmia contra o Espírito Santo não está inclusa nesta expressão. As traduções de João Ferreira de Almeida, Edição Revista e Atualizada no Brasil (sociedade Bíblica do Brasil) e revista e corrigida, traduzindo literalmente do grego, todo pecado, obscurecem o sentido mais amplo.

Existem, portanto, várias interpretações sobre o que realmente é blasfemar contra o Espírito Santo. Todos parecem saber que esse delito é imperdoável, porém as opiniões se divergem amplamente quanto ao que ele realmente pode ser. Alguns afirmam ser o suicídio, outros o adultério. Também há quem diga ser a rejeição do evangelho depois da vinda do Espírito Santo no dia de Pentecostes. Poucos se detêm a examinar o contexto das referências à blasfêmia contra o Espírito Santo, como acontece na maioria dos casos dos assuntos aparentemente divergentes na Bíblia. A análise cuidadosa do texto elucida alguns pontos aos quais devemos atentar. Os textos relevantes são encontrados nos três primeiros evangelhos chamados evangelhos sinóticos (que devem ser vistos em conjunto). Em Mateus 12, as afirmações de Jesus sobre blasfemar contra o Espírito Santo ocorreram quando ele curou um homem cuja possessão demoníaca o havia feito cego e mudo. Em Marcos 3, a cura não é mencionada, Lucas registra a cura no capítulo 11 e menciona a blasfêmia contra o Espírito Santo em 12.10.

Afirmar que o mal é o bem e que luz é trevas, era pratica comum entre os fariseus. Esta prática traz em si mesma um alerta anunciado pelo profeta Isaias (Is 5.20) e agora reinterpretado por Jesus como Blasfêmia contra o Espírito Santo.

Na história da Igreja, muitos estudiosos emitiram sua opinião sobre o assunto:

Para Irineu, Blasfêmia contra o Espírito Santo seria a rejeição do evangelho;

Atanásio – a negação da divindade de Cristo, a qual teve sua evidencia ao homem pela concepção do Espírito Santo;

Orígenes – toda a quebra da lei após o batismo, Agostinho – a dureza do coração humano rejeitando a obra de Cristo[2].

Vemos que a acusação feita contra Jesus em Mateus 12.24 “Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios”[3] de que ele não passa de um curandeiro, cujos exorcismos são feitos pelo poder maligno, acusação que se repete nos evangelhos. Contesta-se, o verdadeiro significado do poder e das obras do Messias. Não vemos no texto a negação da realidade do milagre, mas a acusação de que são diabólicos, nega-os como sinais do poder soberano de Deus. A reação de Jesus acontece em meio a uma série de parábolas rápidas que demonstram ser ilógico pensar que Satanás daria poderes a Jesus a fim de destruir a si próprio. A última parábola (Mat.12:29), acerca de apoderar-se dos bens do valente, pode ser uma alusão a Isaías 49:24-25, em que Deus descreve a salvação futura com o mesmo tipo de figura de linguagem.

A existência de um pecado imperdoável tem mexido com a mente dos cristãos em todo mundo em todos os séculos do cristianismo. Podemos observar no contexto apresentado pelo evangelista, que a advertência de Jesus dirige-se contra os que rejeitam sua mensagem ao chamá-la de satânica. No entanto, vemos que, se há preocupação, pelo fato de que algo possa eliminar o ato do perdão de Cristo é, ironicamente, evidência de que o homem crê em Cristo e que o mesmo foi enviado por Deus, e constitui, assim, prova de que tal pessoa não cometeu o pecado contra o qual o Senhor adverte.

Para compreendermos melhor esse assunto é preciso termos em mente o que de fato é a graça dispensada por Deus aos homens.

Dietrich Bonhoeffer, em sua obra intitulada Nachfolge, traduzida em português com título “Discipulado”, traz uma das melhores definições para este tópico, ao dizer que a graça barata é a maior inimiga de nossas igrejas, quando na verdade deveríamos defender a graça preciosa.

Graça barata é graça como refugo, perdão malbaratado, consolo malbaratado, sacramento malbaratado – é graça como inesgotável tesouro da Igreja, distribuído diariamente com mãos prontas, sem pensar e sem limites; a graça sem preço, sem custo. A essência da graça seria, ao que pensamos, a conta ter sido liquidada antecipadamente e para todos os tempos. Estando a conta paga, pode-se obter tudo gratuitamente. Por ser infinitamente grande o preço pago, são também infinitamente grandes as possibilidades de uso e dissipação. Que seria graça se não fosse barata? [...]

A graça preciosa é o tesouro oculto no campo, por amor do qual o homem sai e vende com alegria tudo quanto tem; a pérola preciosa, para adquirir a qual o comerciante se desfaz de todos os seus bens; o governo régio de Cristo, por amor do qual o homem arranca o olho que o escandaliza; o chamado de Jesus Cristo, ao ouvir do qual o discípulo larga as suas redes e o segue. A graça preciosa é o Evangelho que há que se procurar sempre de novo, o dom pelo qual se tem que orar, a porta à qual se tem que bater. Essa graça é preciosa porque chama ao discipulado, e é graça por chamar ao discipulado de Jesus Cristo; é preciosa por custar a vida ao homem, e é graça por, assim, lhe dar a vida,- é preciosa por condenar o pecado, e é graça por justificar o pecador. Essa graça é sobretudo preciosa por tê-lo sido para Deus, por ter custado a Deus a vida de seu Filho fostes comprados por preço" - e porque não pode ser barato para nós aquilo que para Deus custou caro. A graça é graça sobretudo por Deus não ter achado que seu Filho fosse preço demasiado caro a pagar pela nossa vida, antes o deu por nós. [...]

A maneira como Bonhoeffer descreve o significado de “graça”, nos tranqüiliza no sentido de que, uma vez participantes dessa graça preciosa, temos instintivamente maior zelo em relação ao Sagrado. Logo somos guardados de blasfemar contra o Espírito Santo, no entanto continuamos sujeitos, como não poderia ser diferente, ao cometimento dos demais pecados.

Atribuir as obras de Deus ao Diabo foi, no período patrístico e na idade média, o pressuposto usado para condenar à inquisição aqueles que de alguma forma não concordavam com o pensamento teológico da igreja vigente em sua totalidade nos assuntos doutrinários, como a Trindade e a divindade de Cristo. Desta maneira, declarava-se maldito, partindo do pressuposto que blasfemaram e, por conseguinte, não haveria perdão para os tais, nem de Deus nem da Igreja.

Na sociedade pós-moderna este fato poderia se repetir, atribuindo o mesmo adjetivo ao mesmo tipo de comportamento, como por exemplo, os adeptos da confissão positiva, que acreditam que podem “determinar” que Deus cumpra isso ou aquilo, excluem deliberadamente os que não aderem esse tipo de comportamento como prática litúrgica, esquecem, no entanto que, o próprio Deus, criador dos céus e da terra, não se submete aos nossos anseios. Outro tipo comum em nossos tempos poderíamos assim dizer, são aqueles que impedem que as mulheres tenham seu papel no ofício religioso, tolhendo-as no meio eclesiástico de realizar algo além do que o ideal machista permite.

Semelhante a estes, podemos ressaltar, são aqueles ensoberbecidos que ousam descrever o Ser de Deus e os seus atributos, como se O Criador eterno fosse um objeto, passível de análise, excluindo séculos de pesquisas e teorias daqueles que buscaram entender, não o inimaginável do Eterno, mas os aspectos tangíveis manifestos na vida e no comportamento do ser humano.

Esse tipo de ultraje ao Sagrado, embora não seja uma blasfêmia contra o Espírito Santo no sentido mais estrito do termo, certamente se constitui em um outro pecado; a idolatria, tão condenável quanto, porém perdoável, uma vez que Deus deu o seu único filho para que todo aquele que nele crê não se perca mas tenha a vida eterna -(Jo 3.16).

A blasfêmia contra o Espírito Santo é rejeitar a graça preciosa para a salvação em Jesus Cristo. Desta forma podemos concluir que apenas aqueles que se declaram apáticos as boas novas do Cristo, poderiam blasfemar contra o Espírito Santo, e não os cristãos, conforme recomendação do apóstolo Paulo em Efésios 4:17-22ss “E digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade da sua mente. Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração; os quais, havendo perdido todo o sentimento, se entregaram à dissolução, para com avidez cometerem toda a impureza. Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o tendes ouvido, e nele fostes ensinados, como está a verdade em Jesus; que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano” [...]
EXPOSIÇÃO DO TEXTO DE MATEUS 12.22-37

O contexto de Mc 3.20-30 deixa claro que a blasfêmia não é:

a) uma grave falha moral;

b) uma persistência no pecado;

c) um ato de ofender ou rejeitar a Jesus devido à ignorância ou rebelião.
MAS É: a rejeição deliberada e consciente da atividade de Deus pelo Espírito Santo e a atribuição desta atividade ao diabo.
Exemplo: Os fariseus viram o milagre e atribuíram a obra de Deus ao diabo. A pessoa não está na ignorância. Ela escolhe rejeitar a Deus e a chamar Deus de diabo. Não há nada mais que se possa fazer por tal pessoa - I Jo 5.16.

Este pecado fala do profundo perigo de atribuir as coisas boas de Deus a um ato de Satanás.

Este pecado é cometido quando uma pessoa reconhece a missão de Jesus pelo Espírito Santo, mas a desafia, a amaldiçoa e a resiste.

Os fariseus cometeram este pecado quando afirmaram contra todas as evidências que Cristo era um agente de Satanás. Era uma declaração perversa de que as obras de Cristo eram do diabo. Eles pecaram contra a luz na forma mais determinada. Amaram mais as trevas (Jo 3.19). Chamaram a luz de trevas (Is 5.20).

É impossível porque se alguém não pode reconhecer o bem quando o vê, não pode desejar o bem. Se alguém não reconhece que o mal é mal, não pode arredepender-se dele e abandoná-lo. E se não pode arrepender-se não pode ser perdoado, porque o arrependimento é a única condição necessária para o perdão.

Para responder a acusação dos fariseus, Jesus usa 5 argumentos:

1. A acusação é absurda - Mt 12.25,26 = Satanás estaria se opondo a Satanás? Satanás estaria destruindo a sua própria obra? Estaria ele sendo suicida? Estaria derrubado o seu próprio império? Nenhum reino, cidade ou família dividida se mantém.

2. A acusação é contraditória - Mt 12.27 = Os filhos dos fariseus, seus descendentes também exorcizavam - Mt 7.22. Então, se Satanás impulsiona Jesus para fazer a mesma obra, quem impulsiona seus filhos? Então seus filhos seriam seus juízes. EXEMPLO: a) Mt 21.23-27 - Batismo de João era do céu ou dos homens? B) Mt 22.15-22 - Daí a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus.

3. A acusação obscurece a verdadeira situação - v. 28 = O reino de Satanás é vulnerável, porque seus mensageiros estão sendo expulsos da vidas dos homens. O Reino já chegou. Vai alargar suas fronteiras. Os cegos, os doentes, os possessos são libertos, a verdade é pregada. Em vez de opor-se ou combater o Reino os homens devem entrar nele - Mt 7.13,14; 11.28-30; Jo 7.38. Mateus 12.29 = Jesus está amarrando o diabo e libertando seus súditos. Pela vitória no deserto, expulsão dos demônios Jesus começou a amarrar Belzebu. Esse atamento foi mais reforçado pela sua vitória sobre Satanás na cruz - Cl 2.15 e na ressurreição, ascensão e coroação - Ap 12.5,9-12. Ele está fazendo isto não pelo poder de Belzebu, mas pelo poder do Espírito Santo. Nesta luta entre Cristo e Satanás é impossível a neutralidade (Mt 12.30) Isto porque só há dois impérios. O DE DEUS E O DE SATANÁS. Uma pessoa pertence a um ou a outro.

4. A blasfêmia contra o Espírito Santo é imperdoável - v. 31,32 = Todo pecado será perdoado Mc 3.28; I Jo 1.9. Porém as conseqüências dessa blasfêmia são trágicas. Não haverá perdão.

a) Hb 6.4-6 = É impossível que sejam outra vez renovados...

b) Mt 12.32 = Não lhes será perdoado nem neste século nem no vindouro.

c) Mc 3.29 = Não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno.

d) Hb 10.26-31 = Resta expectativa horrível de juízo

e) II Tm 3.8; Judas 4,12,13


IV - POR QUE NÃO PODEM SER PERDOADOS?

1) Porque eles dizem que Jesus é ministro de Satanás

2) Porque eles dizem que a força de Jesus não é o Espírito Santo, mas o diabo

3) Porque eles pecam deliberadamente e progressivamente em vez de se arrependerem - Mt 9.11; 12.2; 12.14.

4) É imperdoável porque rejeitam o Espírito Santo e a Cristo dizendo que são instrumentos do diabo.

5. Esta acusação revela quem são - v. 33-37 = Árvore má. Fruto mau - v. 33. Raça de víboras - v. 34. Vão dar conta no dia do juízo - v. 35-36.


CONCLUSÃO
Devemos ter 2 cuidados:

1. Esse assunto não deve interpor-se no caminho das plenas implicações da graça de Deus em Cristo = O pecado imperdoável é uma apostasia total (Calvino). Toda pessoa que arrependida procura a Jesus encontra abrigo. AQUELE QUE VEM A MIM DE MANEIRA NENHUMA EU O LANÇAREI FORA.

2. Se uma pessoa está aflita com medo de ter cometido este pecado é porque não o cometeu = Essa blasfêmia é uma hostilidade declarada contra Deus depois da pessoa ter sido exposta ao conhecimento da verdade.

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