30/01/2011

Daniel (Dn)

Autor: Daniel
Data: Final do séc. VI AC
AutorDaniel foi deportado, enquanto adolescente, no ano de 605 aC, para a Babilônia, onde viveu mais de sessentas anos. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. Isaias e Ezequias (Is 39.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real. Inicialmente, Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. Mais tarde, tornou-se conselheiro de reis estrangeiros.
A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24.15.
O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel.
DataEmbora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos, os homens fortes e corajosos, os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24.14). A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida.
Contexto HistóricoJuntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia, entre 605 a 582 aC, os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio.
Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão, necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo. Por causa de sua sabedoria, conhecimento e boa aparência, quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1.4). Devido ao caráter excepcional de Daniel, Hananias, Misael e Azarias, estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6.1-3).
ConteúdoO propósito é mostrar que o Deus de Israel, o único Deus, mantém sob seu controle o destino de todas as nações.
Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1), os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12). Nesta parte final, Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24; 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11; 2Ts 2). Da mesma forma, Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse.
Embora a interpretação de Daniel, como também Apocalipse, seja feita de maneira bastante diversificada, para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo, a grande tribulação, a segunda vinda de Cristo, os Tempos dos Gentios, as ressurreições futuras e juízos. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém; 2) o destino futuro do povo de Daniel; judeus nacionais (9.24).
Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos, Babilônia e Medo– Persa, e quatro reis: Nabucodonosor (2.11-4.37); Belsazar (5.1-31); Dario (6.1-28) e Ciro (10.1-11.1).
Cristo ReveladoA primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3.25). Os três permaneceram fiéis ao seu Deus; agora, Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os, inclusive do “cheiro de fogo” (3.27).
Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7.13). Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”, referindo-se à segunda vinda de Cristo.
Outra visão de Cristo, se acha em 10.5-6, onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1.13-16.
O Espírito Santo em AçãoO Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel, mas ele está nitidamente em ação. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES. As profecias, tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro, indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES.
Esboço de Daniel
I. As convicções religiosas de Deus 1.1-21
O exílio de Judá 1.1-2
A decisão de Daniel de manter-se separado 1.3-21
II. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2.1-49
O sonho esquecido 2.1-28
A revelação e a interpretação de Daniel 2.29-45
Daniel é honrado através de promoção 2.46-49
III. A libertação da fornalha de fogo 3.1-30
Convocação para adorar a estátua de ouro 3.1-7
A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3.8-18
Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3.19-25
O rei confessa o Deus verdadeiro 3.26-30
IV. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.1-37
O sonho de Nabucodonosor 4.1-37
A Interpretação da Daniel 4.19-27
O cumprimento do sonho 4.28-33
A oração e restauração de Nabucodonosor 4.34-37
V. A festa blasfema de Belsazar 5.1-31
A escrita manual na parede 5.1-9
A interpretação de Daniel da escritura 5.10-31
VI. Daniel na cova dos leões 6.1-28
Complô contra Daniel 6.1-9
Daniel é lançado na cova dos leões 6.10-17
Daniel é liberado 6.18-28
VII. A primeira visão de Daniel 7.1-28
O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7.1-14
A Interpretação de Daniel 7.15-28
VIII. A segunda visão de Daniel 8.1-27
O sonho de Daniel sobre um carneiro, um bode e sobre os chifres 8.1-14
A interpretação de Gabriel 8.15-27
IX. A profecia das setentas semana 9.1-17
A oração de Daniel 9.1-19
A Visão da Daniel 9.20-27
X. A visão final de Daniel 10.1-12.13
A visão de Daniel de um ser glorioso 10.1-9
A visita de um anjo 10.10-21
Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.2-45
O tempo da tribulação 12.1-13

Isaías (Is)

Autor: Isaias
Data: Entre 700 - 690 aC
AutorO primeiro versículo deste livro coloca Isaías, o filho de Amoz, como o seu autor. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías; seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr.
O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías. Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro; 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto, de julgamento e súplica para consolo e segurança.
DataO profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1). Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu, que foi em cerca de 740 aC (6.1,8). Entretanto, é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria, Senaqueribe, que morreu em cerca de 680 aC (37.37,38), ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés, filho de Ezequias. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11.37 é uma referência à morte de Isaías. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías, e oca capítulos posteriores, após a sua retirada da vida pública.
Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC, o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel, bem como o de Miquéias em Judá.
Contexto HistóricoIsaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes. Israel, governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância, tinha sucumbido ao culto pagão; Judá, sob Uzias, Jotão e Ezequias, manteve uma conformidade exterior à ortodoxia, mas, gradualmente, caiu num sério declínio moral e espiritual (3.8-26). Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados; o rico oprimia o pobre; as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5.7-12,18-23; 22.12-14). Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC), estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30.11-20 havia sido tão inteiramente violada, que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá, assim como o era para Israel.
Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas, mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras. A Assíria, particularmente, estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. O profeta, que era um estudioso dos assuntos mundiais, podia ver que o conflito era iminente. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC.
Cristo ReveladoDepois de sua ressurreição, Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24.27). Para fazer isso, ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is, porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo.
Cristo é citado como o “Senhor, Renovo do Senhor, Emanuel, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Raiz de Jessé, Pedra Angular, Rei, Pastor, Servo do SENHOR, Eleito, Cordeiro de Deus, Líder e Comandante, Redentor e Ungido”
O Cap. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52.15 (Rm 15.21); 53.1 (Jo 12.38; Rm 10.16); 53.4 (Mt 8.17); 53.5 (Rm 4.25; 1Pe 2.24); 53.7-8 (At 8.32-33); 53.9 (1Pe 2.22); 53.10 (1Co 15.3-4); 53.12 (Lc 22.37). Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap. 53 em adição às citações diretas.
O Espírito Santo em AçãoO ES é mencionado especificamente quinze vezes, sem contar as referências ao poder, efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita:
A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo, para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11.1-12); como o Servo sofredor do Senhor, que irá fazer cura, libertação, iluminação e justiça às nações (42.1-9); como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61.1-3; Lc 4.17-21).
O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44.1-5; 63.1-5), para protegê-los de seus inimigos (59.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59.21). Entretanto, Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63.10; Ef 4.30)
A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40.30; ver também 48.16)
O Senhor Jesus, que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES, como Isaías havia profetizado, prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja, pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão.
Esboço de Isaías
I. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1.1-35.10
Mensagem de Julgamento e promessas 1.1-6.13
Mensagem concernentes ao Emanuel 7.1-12.6
Mensagem de Julgamento sobre as nações 13.1-24.23
Mensagem de Julgamento, louvor, promessa 25.1-27.13
Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28.1– 33.24
Resumo 34.1-35.10
II. O procedimento de Deus com Ezequias 36.1-39.8
Deus liberta Judá 36.1-37.38
Deus cura Ezequias 38.1-22
Deus censura Ezequias 39.1-8
III. Profecia de consolo e paz (parte II) 40.1-66.24
A garantia de consolo e paz 40.1-48.22
O Servo do Senhor, o Autor do consolo e da paz 49.1-57.21
A realização do consolo e da paz 58.1-66.24
Fonte: Bíblia Plenitude

Profeta Jeremias


Um dos profetas do Antigo Testamento.

I. Comissionado Como Profeta.
Jeremias foi chamado para ser profeta quando era rapaz, em 647 AEC, no 13.° ano do reinado do Rei Josias, de Judá (659-629 AEC). Deus lhe disse: “Antes de formar-te no ventre, eu te conheci, e antes de saíres da madre, eu te santifiquei. Eu te constituí profeta para as nações.” (Je 1:2-5) Assim sendo, era um dos poucos homens por cujo nascimento Yehowah assumiu a responsabilidade — intervindo por meio dum milagre ou por uma providência orientadora — para que fossem seus servos especiais. Entre tais homens acham-se Isaque, Sansão, Samuel, João, o Batizador, e Jesus.

Quando Deus lhe falou, Jeremias mostrou acanhamento. Replicou a Deus: “Ai! Soberano Senhor Yehowah! Eis que realmente nem sei falar, pois sou apenas rapaz.” (Je 1:6) Pode-se depreender, à base desta observação dele, e por se compará-la com a intrepidez e a firmeza dele durante seu ministério profético, que tal vigor incomum não era algo inerente a Jeremias, mas deveras provinha de ele se estribar plenamente em Deus. Deveras, o Senhor estava com ele, “como um poderoso terrível”, e foi Deus quem fez de Jeremias “uma cidade fortificada, e uma coluna de ferro, e muralhas de cobre contra toda a terra”. (Je 20:11; 1:18, 19) A reputação de coragem e intrepidez de Jeremias era tamanha que, durante o ministério terrestre de Jesus, alguns julgavam ser ele o Jeremias redivivo. — Mt 16:13, 14.

II. Escritos.

Jeremias era pesquisador e historiador, além de profeta. Escreveu o livro que leva seu nome e também se credita a ele, em geral, a escrita dos livros de Primeiro e Segundo Reis, abrangendo a história de ambos os reinos (Judá e Israel) desde o ponto em que os livros de Samuel a deixaram (isto é, na última parte do reinado de Davi sobre todo o Israel), até o fim de ambos os reinos. Sua cronologia do período dos reis, pelo método de comparação ou de confronto dos reinados dos reis de Israel e de Judá, ajuda-nos a estabelecer com exatidão as datas de certos eventos. Após a queda de Jerusalém, Jeremias escreveu o livro de Lamentações.

III. Forte Mensagem Denunciativa.

Jeremias não era queixoso crônico. Antes, mostrava ser amoroso, atencioso e compassivo. Exercia um excelente domínio e uma maravilhosa perseverança, e ficou muito triste com a conduta do seu povo e com os julgamentos que este sofreu. — Je 8:21.

Na realidade, era Yehowah quem se queixava de Judá, e justificadamente, e Jeremias tinha a obrigação de declarar isto de forma incessante, o que ele fez. Também, deve-se ter presente que Israel era a nação de Deus, vinculada a Ele por meio dum pacto e sujeita à sua Lei, o que eles violavam crassamente. Como base e sólido fundamento para as denúncias de Jeremias, Deus repetidas vezes apontava para a Lei, trazendo à atenção a responsabilidade dos príncipes e do povo, e relembrando em que haviam violado a Lei. Vez após vez, Deus trouxe à atenção as coisas que Ele, por meio de Moisés, seu profeta, avisara que lhes sobreviriam se recusassem escutar Suas palavras e violassem Seu pacto. — Le 26; De 28.

IV. Coragem, Perseverança, Amor.

A coragem e a perseverança de Jeremias eram igualadas pelo amor que ele sentia por seu povo. Cabia-lhe proclamar pungentes denúncias e temíveis julgamentos, em especial aos sacerdotes, aos profetas e aos governantes, e àqueles que seguiam o “proceder popular” e tinham cultivado “infidelidade duradoura”. (Je 8:5, 6) Todavia, ele reconhecia que sua comissão era também de ‘construir e plantar’. (Je 1:10) Chorou diante da calamidade que sobreviria a Jerusalém. (Je 8:21, 22; 9:1) O livro de Lamentações constitui evidência do seu amor e da sua preocupação com o nome e o povo de Deus. Apesar das traiçoeiras medidas tomadas pelo covarde e vacilante Rei Zedequias para com ele, Jeremias suplicou-lhe que obedecesse à voz de Yehowah e continuasse a viver. (Je 38:4, 5, 19-23) Ademais, Jeremias não se julgava justo aos seus próprios olhos, mas incluía a si mesmo ao admitir a iniqüidade daquela nação. (Je 14:20, 21) Depois de liberto por Nebuzaradã, hesitou em abandonar aqueles que estavam sendo levados para o exílio babilônico, talvez achando que devia compartilhar a sorte deles, ou desejando continuar servindo aos interesses espirituais deles. — Je 40:5.

Por vezes, em sua longa carreira, Jeremias ficou desanimado e necessitou a confirmação do apoio de Deus, mas, mesmo em adversidade, não deixou de invocar ao Senhor, pedindo-lhe ajuda. — Je 20.

V. Associações.

Em todos os seus mais de 40 anos de serviço profético, Jeremias não foi abandonado. Yehowah estava com ele para livrá-lo dos seus inimigos. (Je 1:19) Jeremias deleitava-se com a palavra de Deus. (Je 15:16) Evitava associar-se com aqueles que não tinham nenhuma consideração para com Deus. (Je 15:17) Encontrou bons companheiros, a saber, os recabitas, Ebede-Meleque e Baruque, entre os quais pôde fazer a obra de ‘edificar’. (Je 1:10) Por meio destes amigos, foi ajudado e livrado da morte, e mais de uma vez se manifestou o poder de Deus em protegê-lo. — Je 26:7-24; 35:1-19; 36:19-26; 38:7-13; 39:11-14; 40:1-5.

VI. Ilustrações Dramáticas.
Jeremias encenou para Jerusalém vários pequenos dramas como símbolos da condição dela e da calamidade que lhe sobreviria. Houve a visita à casa do oleiro (Je 18:1-11) e o incidente com o cinto estragado. (Je 13:1-11) Ordenou-se a Jeremias que não se casasse; isto servia de aviso das “mortes por enfermidades”, das crianças que nascessem naqueles últimos dias de Jerusalém. (Je 16:1-4) Ele quebrou uma botija diante dos anciãos de Jerusalém, qual símbolo do impendente destroçamento da cidade. (Je 19:1, 2, 10, 11) Comprou de volta um campo de Hanamel, filho de seu tio paterno, como figura da restauração que viria depois do exílio de 70 anos, quando se comprariam novamente campos em Judá. (Je 32:8-15, 44) Lá em Tafnes, no Egito, ele ocultou grandes pedras no terraço de tijolos da casa de Faraó, profetizando que Nabucodonosor fixaria seu trono sobre aquele exato ponto. — Je 43:8-10.

VII. Verdadeiro Profeta.

Jeremias foi reconhecido por Daniel como verdadeiro profeta de Deus, sendo que Daniel, pelo estudo das palavras de Jeremias a respeito do exílio de 70 anos, pôde fortalecer e encorajar os judeus a respeito da proximidade da sua libertação. (Da 9:1, 2; Je 29:10) Esdras trouxe à atenção o cumprimento das palavras dele. (Esd 1:1; veja também 2 Cr 36:20, 21.) O apóstolo Mateus apontou para o cumprimento de uma das profecias de Jeremias nos dias em que Jesus era criancinha. (Mt 2:17, 18; Je 31:15) O apóstolo Paulo mencionou os profetas, entre os quais se achava Jeremias, cujos escritos citou, em Hebreus 8:8-12. (Je 31:31-34) A respeito destes homens, o mesmo escritor disse que “o mundo não era digno deles”, e que ‘receberam testemunho por intermédio de sua fé’. — He 11:32, 38, 39.

Lamentações

Autor: Jeremias
Data: 587 AC

Como era o costumes, os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título, e isso originalmente ficou conhecido como “ekah, “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2.1; 4.1 Is 1.21. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”, e é assim que chegamos ao títulos que usamos.
O autor não é mencionado, mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias

Contexto HistóricoO povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus. Como tal, eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles, mas isto tudo era condicional. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes.
Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas), que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2.17). Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios, aos quais o povo de Judá ficou sujeito. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24.20). Enquanto ele estava sitiando a cidade, o povo que estava dentro da cidade estava faminto. Quanto eles romperam o muro, Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25.4). Mas eles logo foram levados cativos. Nubuzaradã, capitão da guarda de Nabucodonosor, destruiu a mairo parte de Jerusalém, queimou o templo e levou a todos, exceto as pessoas mais pobres, para o exílio (2Rs 25.8-12)
Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias, mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração.

TemasAs lamentações caracterizam seis temas principais, todos relacionados com o conceito de sofrimento:
O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1.5; 2.14; 3.42; 4.13; 5.16). No tempo em que foram escritos, isso era obviamente aceiro. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40.3). Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso. Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2.1). Ele estava lidando com a situação espiritual deles, e eles tinham de sentir isso de modo pessoal.
O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos.
O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. O profeta está constantemente consciente de Deus, dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles.
Sofrimento, lágrimas e oração devem andar juntos. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus, chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor, mágoa e frustração. Cada capítulo, exceto o 4, termina com uma oração.
A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição, nos primeiros dois capítulos e meio, uma nova compreensão parece surgir em 3.21-24. Aqui, fala acerca da esperança e, também, da misericórdia, compaixão e fidelidade de Deus. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor havia cessado. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito, as circunstâncias mudariam (3.31,32). Deus pode ter usado a Babilônia, mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3.34-36). O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.26.32)
A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência, com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3.26-32).

O Espírito Santo em AçãoA aflição divina sobre os pecados de Israel (2.1-6) no lembra que o ES é, freqüentemente, entristecido pelo nosso comportamento (Is 63.10). O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3.40-42; Jo 16.7-11)

EZEQUIEL O PROFETA

Ezequiel  cujo nome significa “Deus fortalece”. É identificado como “Ezequeil, filho de Buzi, o sacerdote” (1.3). Embora essa identificação tenho sido questionada, parece não haver razão válida para se duvidar disso. Ele era, provavelmente, um membro da família sacerdotal dos zadoqueus, que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC). Ele foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim, foi deportado para a Babilônia (1.1; 33.21; 40.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel– Abibe, situada no canal do rio Quebar, perto de Nipur (1.1). Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias.
O chamado de Ezequiel veio a ele em 593 aC, o quinto ano do reinado de Joaquim. A última data dada por oráculo (29.17) é, provavelmente, 571 aC, fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém, em 587 aC (24.1,15-17). Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém, por volta de sua iminente e completa destruição, incluído a partida da presença de Deus. Partes foram também, aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém.A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. A proximidade de seu contato com o Espírito, suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do ES no NT. A ele adequadamente pertence o título de “carismático”.
A mensagem de Ez foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18.24). Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel, e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio.
O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24), o julgamento das nações pagãs ( 25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48).
Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta. Na doutrina do homem em Ez, ele colocou a ênfase no dever pessoal (18.4: “a alma que pecar, essa morrerá”). Por outro lado, ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37.11-14). O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. Por essa ênfase no ES na regeneração, Ez antecipava a doutrina do NT do ES, especialmente no Evangelho de João.

Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões, sinais, ações de parábolas ou em fala humana, Ez reivindica por eles o poder e a autoridade do ES. Além disso, há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ez como “os Atos do ES” no AT. Várias dessas referências merecem uma tenção em especial.
Em 11.5, o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. O oráculo que segue é, desse modo, a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel, inspirado pelo ES. O mesmo (11.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois, o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia, para os do cativeiro.”
Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. 37, a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor; e o Senhor me levou em Espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos...”(v.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do povo que estava, até então, no exílio.

Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém, mas também a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro, tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.2). Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”, o qual seria dado pelo Espírito.

ELIAS O PROFETA

Ciclo de Elias, começa entre os anos 874 e 852 a . C. O grande profeta exerceu seu ministério no Reino do Norte, durante os reinados de Acabe e Acazias. Os capítulos relativos a Elias são1 Rs 17 – 19; 21 e 2Rs 1.1 – 17, mas também destacamos textos do NT que fazem menção ao profeta, tais como: ‘ E eis que apareceram Moisés e Elias com Jesus’. Em Mt 17.3‘‘E irá adiante do Senhor, no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes á prudência dos justos e habitar para o Senhor um povo preparado’. Em Lc 1.17‘Elias era um homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instancia, para que não chovesse e, por tres anos e seis meses, não choveu’. Em Tg. 5.17O nome Elias significa Javé é Deus ou Jeová é Deus, Elias era natural de Tisbe, cidade localizada na região de Gileade, situada a Leste do Jordão, uma área de poucos moradores. A Biblia nada relata a respeito de sua descendência.Elias era um homem extremamente obediente, conforme podemos observar nos textos de 1 Rs 17.10 e 1Rs 19.5-9 .Como um dos seus pontos fortes, podemos destacar a sua fé. Em 1 Rs 18.34-35, nota-se claramente a calma sustentada pela fé do profeta, um verdadeiro dom de Deus, ele deixa o Senhor agir em lugar da incapacidade humana 2 Co 12.9, se necessário poderia esperar horas sem temor e já sentido o júbilo da vitória.Sua confiança no Senhor era inabalável, nas coisas eternas, o esforço humano não tinha valor, mas sim a obra de Deus. Rm 4.5. A confiança que depositava no Senhor era tão grande que se permitia, de forma bem humorada, zombar dos profetas de Baal, pois tinha certeza que jamais conseguiriam realizar o milagre do fogo.1 Rs 18.27Vivia em constante oração.Apesar de ser um herói da fé, Elias também era um ‘vaso de barro’ e tinha suas fragilidades, num dado momento se viu desanimado, cansado, esgotado. 1 Rs19.3 mas, assim como Paulo em Gl 1.17-18, ele também precisava estar sozinho com Deus para meditar e ser ministrado por anjos.Muitos milagres foram mencionados, durante o ministério de Elias:Elias profetiza ao rei Acabe, uma seca de três anos.1 RS 17.1Foi alimentado por corvos, durante toda a sua permanência naquele local isolado.1 Rs 17.6Multiplicação da farinha e o azeite da viúva de Sarepta.1 Rs 17.15Ressuscitou o filho da viúva. 1 Rs 17.22Caiu fogo dos céus. 1 Rs 18.38Elias orou para que chovesse. 1 Rs 18.45Elias feriu as águas, as quais se dividiram em duas onde Elizeu passou. 2 Rs 2.8 Elias teve dois inimigos:Acabe – rei de Israel, filho de Onri, idólatra. 1 Rs 18.16-18Jezabel- filha de Etbaal, servia a Baal, destruiu profetas do Senhor.O confronto no Monte Carmelo:Elias pediu a Acabe que convocasse todo o povo de Israel, também os quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal e os quatrocentos profetas que comiam à mesa de Jezabel.Estando todo o povo reunido, Elias propôs um acordo, já que ele era o único profeta de Senhor que havia sobrado, contra quatrocentos e cinqüenta profetas de Baal, que eles oferecessem um novilho em sacrifício e invocassem o seu deus. Assim também ele o faria e invocaria o nome do Senhor. E aquele que respondesse por fogo, seria o Deus. Todos concordaram. Durante quase todo o dia, passaram os profetas de Baal clamando , sem resposta alguma. Elias se pôs a restaurar o altar do Senhor, que estava em ruínas. Tomou doze pedras, de acordo com o número das tribos dos filhos de Jacó, edificou o altar em nome do Senhor, molhou com bastante água todo o altar, inclusive a lenha e clamou o Senhor.Então o fogo caiu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a terra e ainda a água que estava na valeta.E todo o povo prostrou-se reconhecendo: O senhor é Deus! O senhor é Deus! 1 Rs 19-39Dados importantes a saber:Elias foge para escapar da vingança de Jezabel, esposa de Acabe. 1 Rs 19.14.Deus o anima no Monte Horebe lhe dá nova visão e novas instruções. 1 RS 19.5-18Elias consagra Elizeu, como seu sucessor. 1 Rs 19.16, 21Eliasanuncia o juízo de Deus sobre Acabe. 1 Rs 21Elias anuncia a morte de Acazias. 2 Rs 1Elias percorre a distancia de 25km correndo em alta velocidade para acompanhar o carro real. Trata-se de sustento sobrenatural, em sinal da presença de Deus com Elias. 1Rs 18.46ConclusãoEis que passava o Senhor’. 1 Rs 19-11Esta expressão é quase idêntica em Ex 34.6, que descreve a ocasião em que Deus falava a Moisés no mesmo monte a uns quatrocentos séculos passados.Há um paralelo entre a obra de Moisés e a de Elias.Moisés fundou a teocracia.Elias a restaurouAmbos tiveram um encontro especial com Deus;Moisés foi legislador .Elias foi fundador do verdadeiro movimento profético.Ambos nos seus ensinamentos, no seu ministério e nas suas vidas apontavam para a pessoa de Jesus Cristo ,como o total cumprimento dos seus mais altos ideais, o que ficou claramente provado, quando, séculos mais tarde, num outro monte, ambos apareceram num outro monte ao lado do Cristo transfigurado. Mt 17,3

LIVRO DE ESTER

Relato vívido de como Ester, com a orientação de seu primo mais velho, Mordecai, foi usada por Deus para livrar os judeus do extermínio.

Evidentemente, foi escrito por Mordecai, e parece abranger os anos 493-c. 475 AEC.
Ester torna-se rainha em Susã.

Quando o Rei Assuero (evidentemente Xerxes I) manda chamar a Rainha Vasti, durante um banquete real, para poder exibir a lindeza dela, ela persistentemente se nega a comparecer; o rei a destitui de ser rainha. (1:1-22)

Ester é escolhida dentre todas as outras belas virgens do domínio e é feita rainha; sob a orientação de Mordecai, ela não revela que é judia. (2:1-20)

Hamã conspira para exterminar todos os judeus, mas a situação se inverte.

Hamã, o agagita, é enaltecido pelo rei acima de todos os outros príncipes, mas Mordecai se recusa a se curvar diante dele. (3:1-4)

Enfurecido com a recusa de Mordecai, Hamã trama aniquilar todos os judeus no império; o rei é induzido a concordar, a data é fixada e o decreto é emitido. (3:5-15)

Mordecai instrui Ester a apelar pessoalmente para o rei, embora possa pôr em perigo a sua vida ao comparecer perante este sem ser convidada. (4:1-17)

Ester é acolhida favoravelmente pelo rei; ela convida o rei e Hamã a um banquete; daí, ela pede que retornem para outro banquete no dia seguinte. (5:1-8)

No entanto, a alegria de Hamã é estragada porque Mordecai se recusa novamente a se curvar diante dele, de modo que Hamã erige um madeiro muito alto e planeja instar com o rei para pendurar nele Mordecai, antes do banquete no dia seguinte. (5:9-14)

Naquela noite, quando o rei não consegue dormir, ele manda que se leiam para ele os registros, e fica sabendo que Mordecai não fora recompensado quando denunciou uma trama para assassinar o rei; de manhã, quando Hamã chega, o rei pergunta-lhe o que se deve fazer a um homem em quem o rei se agrada; pensando ser ele tal homem, Hamã faz pródigas sugestões; depois se manda que o próprio Hamã confira publicamente tal honra a Mordecai. (6:1-13; 2:21-23)

No banquete daquele dia, Ester faz o rei saber que Hamã vendeu tanto a ela como o seu povo para serem destruídos; furioso, o rei ordena que Hamã seja pendurado no madeiro erigido para Mordecai. (6:14-7:10)

Mordecai é promovido, e os judeus são libertos.

Mordecai recebe o anel de sinete tirado de Hamã. (8:1, 2)

Com a aprovação do rei, emite-se um decreto, permitindo que os judeus se defendam e que aniquilem seus inimigos no dia fixado para a sua própria destruição; muitos milhares de inimigos dos judeus são mortos. (8:3-9:19)

Decreta-se que esta libertação seja comemorada todo ano. (9:20-32)

Mordecai torna-se o segundo depois do rei e trabalha para o bem do seu povo. (10:1-3)

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