30/01/2011

DANIEL E A COVA DOS LEÕES

Daniel, o profeta, é muito conhecido por ter sido jogado na cova dos leões e de lá ter saído ileso. No entanto, há alguns detalhes nessa história que revela o comportamento de um home de fé num mundo Deus. 
Daniel tinha aproximadamente 90 anos. Desde o começo sua história é cheia de provações onde sua fé foi provada e aprovada. No entanto, em nenhum momento de sua vida ele atravessou um momento tão difícil aos olhos dos homens do que no final de sua vida. O que nos chama a atenção é justamente seu comportamento em meio as dificuldades. Mostrou com suas atitudes que era um homem de fé, e um homem de fé tem plena confiança em Deus. 

I. A vida de um homem de fé está em contraste com o espírito deste mundo:
A. É dito que em Daniel se achava um espírito excelente:
1. Alguém pode dizer que isso foi uma inferência apenas do Espírito Santo, para distingui-los dos demais;
2. Mas vejamos, que mesmo uma pessoa mais velha como a mãe de Belsazar, ao se referir a ele, vê nele este espírito excelente (5:11);
3. Mesmo o velho Nabucodonozor podia ver em Daniel um espírito excelente, o qual ele denominou, o !espírito dos deuses santos? (4:9).
B. Já os homens de seu tempo tinha um outro espírito, o espírito deste mundo: 1Co 2:12
? Ora, nós não temos recebido o espírito deste mundo, e sim o Espírito que vem de Deus para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente?
1. O espírito deste mundo é revelado no comportamento dos homens carnais;
2. Podemos dizer que as obras da carne revelam as características deste espírito, mas destacamos algumas coisas aqui: Tais como: Competições, materialismo, ódio, inveja, guerras, prostituições, etc
C. Se o espírito que os move é diferente, podemos afirmar que a visão dos dois sobre o mundo é diferente também:
1. O homem sem Deus vê o mundo como um grande palco onde ele deve mostrar toda sua força, todo seu talento, toda sua beleza, e toda sua astúcia para ser o mais importante entre os homens;
2. O servo de Deus vê o mundo como uma oportunidade de servir e agradar seu Deus;
D. A vida em si se contrasta entre estes dois tipos de homens: 

1. Nos homens do tempo de Daniel percebemos as obras infrutuosas da carne, e sua PREOCUPAÇÃO ANGUSTIANTE por Daniel ser cotado para estar acima deles;
2. Em Daniel o que vemos é uma paz, e uma segurança no que diz respeito a soberania de Deus;
E. Já pensou se Daniel fosse viver de acordo com as paixões dos homens e concorrer com eles no excesso da devassidão?
1. Ele está aqui com mais ou menos 90 anos de idade, e ainda era uma referência de sabedoria e dedicação no seu trabalho, e sem usar os artifícios humanos;
2. Se fosse entrar na concorrência do excesso da devassidão dos homens do seu tempo, com certeza, jamais teria vivido uma vida tão em paz quanto ele viveu;
F. Lembremos: Daniel teve muitos motivos para agir segundo o espírito deste mundo!
G. Daniel nos ensina a não nos envolver no espírito de competição mundano dos carnais:
?No tempo que vos resta na carne, já não vivais de acordo com as paixões dos homens, mas segundo a vontade de Deus. Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, barracharias, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias. Por isso, difamando-vos, estranham que não concorrais com eles ao mesmo excesso de devassidão? 1Pe 4:2-4 
II. A vida de um homem de fé em Deus não é a isenção da maldade e perseguições deste mundo: 
A. O homem de Deus não precisa fazer nada para ser perseguido, pois o simples fato de não concordar com a vida dos mundanos já lhe acarreta retaliações; 
B. Daniel foi pego por causa da sua integridade: 
1. Veja o ardil dos inimigos: ! Nunca acharemos nele ocasião alguma para acusar este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu Deus? (v.5); 
2. Atingiram Daniel quando redigiram uma lei que o fazia estar contra o seu Deus; 
C. Pensemos nesta lei e seu efeito nos dias de hoje! 
1. Causaria pouco impacto numa cristandade idólatra e nominal; 
2. Mas em Daniel lhe roubava todo o consolo e prazer deste humilde servo; 
D. Que alerta para o verdadeiro crente! Será ele perseguido pelo crê, e pelo seu grau de comunhão com Deus? 2Pe 2:19-21; 
E. Se um dia você se sentir perseguido por causa de sua comunhão com Deus, lembre-se da oração de Jesus; !Assim como me perseguiram a mim, perseguirão a vós?. 

III. O homem de fé sabe o que fazer diante de uma situação angustiante: v. 10 
A. Ele poderia ter uma atitude normal para o mundo: 
1. Fugir e sair correndo de medo como os israelitas; 
2. Apelar para as obras da carne como fez Saul; 
3. Ficar se queixando ou afrontar uma lei tão injusta; 
B. Mas o que fez? 
?Daniel, pois, quando soube que escritura estava assinada, entrou em sua casa e, em cima, no seu quarto, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, três vezes por dia, se punha de joelhos, e orava, e dava graças a Deus, como costumava fazer? 
A vida de Daniel era uma vida de oração; 
Ele ensinava seus amigos a necessidade da oração; 
Deus era capaz de enviar anjos para responder suas orações; 
C. Daniel manteve seus hábitos religiosos: 
1. Sua fé foi corajosa e sem exibicionismo público; 
2. Não houve ostentação da religião; 
3. Humildemente colocou-se de joelhos e dava graças a Deus; 
4. Se não pudermos evitar o efeito da maldade devemos evitar que os mesmos nos afastem de Deus e nos leve a desacreditar do poder de oração; 
D. O homem do mundo jamais faria isto: 
1. Certamente se conformaria com as leis; 
2. Talvez se revoltaria: !Que é o Todo Poderoso para que nós o sirvamos? E que nos aproveitará que lhe façamos orações?? 
E. Daniel tinha prazer em falar com Deus e Deus tinha prazer em ouvi-lo: 
? Agrada-se o SENHOR dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia? (Sl 147:11) 

IV. O homem de fé sente-se em paz nas piores circunstâncias: 
A. É dito que apesar de suas orações ele foi lançado na cova dos leões; v.16; 
B. Em todo o relato não vemos, em nenhum momento, Daniel orando para que Deus o livrasse da cova: 
1. Em paz ele permitiu que o lançassem aos leões; 
2. Se alguém se empenhou foi o rei (v.14); 
C. Uma nota importante: Na atitude do rei ponderemos em quantas vezes por falta de raciocínio ou teimosia praticamos ou falamos coisas que não tem volta; 
D. O contraste da paz do crente e do tormento do descrente pode ser visto nas atitudes de Daniel na cova e do rei em seu leito de dormir: 
1. Daniel ficou em paz, mesmo na companhia dos leões; 
2. O rei ficou sem dormir, porque não conhecia Deus, apesar de seu zelo por Daniel; 
3. Daniel estava em paz porque estava com ele; 

V. O homem de Fé encontrou no momento mais crítico de sua vida as mais belas experiências: 
A. Vemos nas experiências de Daniel como Deus sempre o colava numa situação inédita, e sempre, num maior grau de dificuldade; 
B. O menino que começou sendo provado com um prato de comida terminou suas provações sendo o prato de comida dos leões. Venceu na primeira e saiu vitorioso na última; 
C. Foi na cova dos leões que Daniel: 
1. Encontrou com o anjo do Senhor; 
2. Experimentou mais uma vez o prazer de confiar nele; 
3. Teve que ser totalmente dependente de Deus; 
D. Se Deus não quer nos salvar da cova, quer que, estando lá, confiemos nEle; 

II PROFECIAS DE DANIEL

Nabucodonosor havia falecido há nove anos. Seus sucessores no trono não haviam sido pessoas de grande valor, e Belsazar tampouco prometia muito. Tratava-se de um período de incerteza política para todos, inclusive para os judeus que viviam em Babilônia. O Próprio Daniel achava-se por volta dos setenta anos. A queda de Babilônia(capítulo 5) e sua experiência na cova dos leões(capítulo 6) ainda se encontravam no futuro, pois os capítulos de Daniel não estavam em ordem cronológica. Entretanto, 50 anos haviam decorrido desde a visão do capítulo 2.
Daniel estava dormindo e então  Águas encheram a vista que tinha diante de si - águas em movimento, agitadas e envolvidas em tumulto pelos ventos que provinham de todas as direções. Repentinamente, enquanto seus olhos tentavam acompanhar a agitação incessante das ondas, sua admiração foi despertada para o aparecimento de um enorme leão, semelhante ao qual ele jamais havia visto outro antes. O leão possuía asas! Enquanto Daniel observava, as asas foram "arrancadas" e "lhe foi dada mente de homem", e foi colocado em pé, "como homem". Daniel 7:4.


O leão não abandonou a cena, mas a atenção de Daniel foi a seguir desviada para um urso que aparecia; este se mostrava estranhamente mais alto de um lado que do outro. O urso "se levantou sobre um dos seus lados", observou Daniel. Além disso, ele trazia três costelas na boca. Verso 5. O urso saliente de um dos lados foi logo ladeado por um leopardo possuidor de quatro cabeças e quatro asas(verso 6), aos quais se seguiu um monstro aterrador que desafiava qualquer classificação zoológica. Daniel jamais havia visto qualquer coisa a que pudesse comparar esse animal. Ele o descreve como "terrível, espantoso, sobremodo forte", "diferente de todos os animais que apareceram antes dele". Daniel acrescenta, então, que o animal possuía "dez chifres". Este animal extremamente feio, postado evidentemente num pedaço de solo, apareceu na visão com aspecto ameaçador e assassino, com enormes unhas de bronze e dentes de ferro. Ele "devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava". Versos 7 e 19.


Enquanto contemplava maravilhado o estranho e selvagem animal, Daniel - embora assustado - pôde discernir o décimo primeiro chifre, "pequeno", tentando fazer espaço para si entre os outros dez; em seguida percebeu que, daqueles 10 chifres, três se tornavam frouxos, caíam, e cediam o seu espaço para o chifre pequeno. "E eis que neste chifre haviam olhos, como os de homem, e uma boca que falava insolência." Verso 8. Neste ponto a atenção de Daniel foi desviada misericordiosamente da horrível cena que tinha diante de si, sendo conduzida para uma grande e gloriosa cena no Céu. Lá ele pôde ver o Ancião de Dias em sua obra de julgamento, próximo ao fim dos dias. O profeta viu ainda a Quarta besta morta, enquanto "domínio, e glória, e o reino" foram dados a "um como o Filho do homem". Versos 9 a 14.
Ele tinha razão em sentir-se grandemente aliviado. Por certo assim aconteceu. Mas ele também continuou profundamente impressionado com a Quarta besta e seus 10 chifres, a ainda mais especialmente com o "chifre pequeno". Percebendo que se aproximava uma pessoa útil e agradável, alegrou-se logo muitíssimo ao descobrir que se tratava de um personagem celestial, o qual podemos imaginar como sendo um anjo. Este se colocou ao lado do profeta. Daniel pediu ao anjo que lhe contasse "a verdade acerca de tudo isto". Verso 16. O anjo respondeu simplesmente: "Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da Terra." Imediatamente o ser celestial chamou a atenção do profeta para o final feliz da visão: "Os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo sempre, de eternidade em eternidade." Versos 17 e 18. Mas Daniel não ficou satisfeito com esse resumo! Ele suplicou ao anjo(Verso 19 a 22) que lhe concedesse detalhes acerca do quarto animal e seus chifres. Graciosamente, o anjo acedeu(Versos 23 a 27). Depois que o anjo terminou a primeira parte da explanação, disse ele a Daniel- e, através do profeta a todos nós- "O quarto animal será um quarto reino da Terra". Verso 23.


A partir do momento em que sabemos que o quarto animal, A partir do momento em que sabemos que o quarto animal, reconhecemos estar tratando da mesma série de potências mundiais que encontramos pela primeira vez no sonho da estátua de Nabucodonosor, apresentado no capítulo 2: Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma, seguidos na seqüência de eventos pelo reino de Deus. Babilônia, representada na grande estátua pela cabeça de ouro, é apropriadamente representada por um leão, o rei dos animais. As pessoas que visitam Babilônia podem ainda hoje ver as figuras de leões em baixo-relevo nos muros e paredes construídos com tijolos queimados; podem ver também o enorme leão de pedra que, depois de 2400 anos, ainda está agachado sobre uma mulher de pedra, caída. O Império Medo-Persa, simbolizado na grande estátua pelo peito e braços de prata, é facilmente distinguível como o urso com um dos seus lados mais alto, em Daniel 7. Nossa identificação será plenamente confirmada mais tarde, quando chegarmos em Daniel 8, onde os dois chifres desiguais de um carneiro são explicitamente identificados como os reis da Média e da Persa. O ventre e coxas da estátua representam a Grécia. O mesmo ocorre com o leopardo do presente capítulo.Em Daniel 8, o bode que ataca o carneiro medo-persa será interpretado como o "rei da Grécia". Por fim, as pernas de ferro que representavam Roma em Daniel 2, são aqui substituídas pelo animal terrível e espantoso, para o qual não parece haver classificação zoológica. Assim, não pode haver dúvida quanto a identificação das quatro bestas; quanto às águas, também é fácil identificá-las segundo a Bíblia. Apocalipse 17 :15 afirma que águas simbólicas são: "povos, multidões, nações e línguas".


I PROFECIA DE DANIEL


Nabucodonosor, rei da Babilônia, estando preocupado acerca do futuro, teve um sonho impressionante que esqueceu e por isso ficou muito perturbado. Chamou os magos, os encantadores, os feiticeiros do seu reino para que adivinhassem o sonho e dessem a sua interpretação, mas eles não conseguiram. Muito irado, mandou matar todos os sábios de Babilônia.

O profeta Daniel foi incluido entre os condenados. Pediu, porém, um prazo para dar uma solução ao assunto do rei. Conseguido o prazo, foi para casa, e, com seus companheiros, rogou a Deus misericórdia a fim de que não perecessem. Deus os atendeu revelando a Daniel o que o rei sonhara e também o significado do sonho. (Ler Daniel 2:1-23.)

E assim ele falou ao rei: "Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua.... A cabeça era de fino ouro, o peito e os braços de prata, o ventre e os quadris de bronze, as pernas de ferro, os pés em parte de ferro, e em parte de barro".

"Quando estavas olhando, uma pedra foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata, o ouro, os quais se fizeram como a palha das eiras no estio, e vento os levou e deles não se viram vestígios. Mas a pedra que feriu a estátua, se tornou em grande montanha que encheu toda a terra". Daniel 2:31 a 35.

Nabucodonosor teve esse sonho no ano 603 antes de Cristo. Mas que significa o sonho? O profeta Daniel também deu ao rei a interpretação do sonho:

I."Tu, ó rei, ... és a cabeça de ouro". Versículo 37 e 38.
Esta declaração torna evidente que a cabeça de ouro simboliza o poderoso e magnificiente império babilônico; mas, a despeito da sua glória, Babilônia devia passar ... Versículo 39.

II."Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu".
Esse reino seria a Medo-Pérsia, representada pelo peito e braços de prata da estátua. Em 539 antes de Cristo, Ciro, o general persa, derrotou o império babilônico e estabeleceu a segunda potência universal.

III."E um terceiro reino de bronze, o qual terá dominio sobre a terra". Versículo 39.
Duzentos anos mais tarde, em 331 antes de Cristo, a Medo-Pérsia caía diante das forças da Grécia comandadas por Alexandre o Grande. Foi o domínio mais extenso que existiu até então. Este império é representado pelo ventre e quadris de bronze. Este também daria lugar a um quarto reino universal.

IV."O quarto reino será feito como ferro". Versículo 40.
As pernas de ferro simbolizavam o quarto império. Em três campanhas militares que culminaram com a vitória de Pidna, em 168 antes de Cristo. Roma dominou o reino da Grécia e se tornou a quarta potência mundial. Esta foi a que mais duro, a mais extensa e a mais poderosa. O imperador romano, César Augusto, era o soberano desse império quando Jesus nasceu. Cristo e os apóstolos viveram durante o período representado pelas pernas de ferro.

Daniel (Dn)

Autor: Daniel
Data: Final do séc. VI AC
AutorDaniel foi deportado, enquanto adolescente, no ano de 605 aC, para a Babilônia, onde viveu mais de sessentas anos. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. Isaias e Ezequias (Is 39.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real. Inicialmente, Daniel serviu como estagiário na corte de Nabucodonosor. Mais tarde, tornou-se conselheiro de reis estrangeiros.
A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mt 24.15.
O nome Daniel significa “Deus é meu juiz” Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel.
DataEmbora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos, os homens fortes e corajosos, os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Rs 24.14). A data do cativeiro de Daniel costumeiramente aceita é de 605 aC. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida.
Contexto HistóricoJuntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia, entre 605 a 582 aC, os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio.
Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão, necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo. Por causa de sua sabedoria, conhecimento e boa aparência, quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1.4). Devido ao caráter excepcional de Daniel, Hananias, Misael e Azarias, estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6.1-3).
ConteúdoO propósito é mostrar que o Deus de Israel, o único Deus, mantém sob seu controle o destino de todas as nações.
Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1), os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12). Nesta parte final, Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mt 24; 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Dn (ver Rm 11; 2Ts 2). Da mesma forma, Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse.
Embora a interpretação de Daniel, como também Apocalipse, seja feita de maneira bastante diversificada, para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. Esse enfoque na interpretação encontra em Dn as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o Anticristo, a grande tribulação, a segunda vinda de Cristo, os Tempos dos Gentios, as ressurreições futuras e juízos. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais: 1) o destino futuro da cidade de Jerusalém; 2) o destino futuro do povo de Daniel; judeus nacionais (9.24).
Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos, Babilônia e Medo– Persa, e quatro reis: Nabucodonosor (2.11-4.37); Belsazar (5.1-31); Dario (6.1-28) e Ciro (10.1-11.1).
Cristo ReveladoA primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” (homem) ao lado de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3.25). Os três permaneceram fiéis ao seu Deus; agora, Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os, inclusive do “cheiro de fogo” (3.27).
Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7.13). Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”, referindo-se à segunda vinda de Cristo.
Outra visão de Cristo, se acha em 10.5-6, onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Ap 1.13-16.
O Espírito Santo em AçãoO Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel, mas ele está nitidamente em ação. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do ES. As profecias, tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro, indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo ES.
Esboço de Daniel
I. As convicções religiosas de Deus 1.1-21
O exílio de Judá 1.1-2
A decisão de Daniel de manter-se separado 1.3-21
II. O primeiro sonho de Nabucodonosor 2.1-49
O sonho esquecido 2.1-28
A revelação e a interpretação de Daniel 2.29-45
Daniel é honrado através de promoção 2.46-49
III. A libertação da fornalha de fogo 3.1-30
Convocação para adorar a estátua de ouro 3.1-7
A recusa dos três hebreus de se prostrarem perante a estátua 3.8-18
Os três hebreus são miraculosamente protegidos 3.19-25
O rei confessa o Deus verdadeiro 3.26-30
IV. O segundo sonho de Nabucodonosor 4.1-37
O sonho de Nabucodonosor 4.1-37
A Interpretação da Daniel 4.19-27
O cumprimento do sonho 4.28-33
A oração e restauração de Nabucodonosor 4.34-37
V. A festa blasfema de Belsazar 5.1-31
A escrita manual na parede 5.1-9
A interpretação de Daniel da escritura 5.10-31
VI. Daniel na cova dos leões 6.1-28
Complô contra Daniel 6.1-9
Daniel é lançado na cova dos leões 6.10-17
Daniel é liberado 6.18-28
VII. A primeira visão de Daniel 7.1-28
O sonho da Daniel sobre os quatro animais 7.1-14
A Interpretação de Daniel 7.15-28
VIII. A segunda visão de Daniel 8.1-27
O sonho de Daniel sobre um carneiro, um bode e sobre os chifres 8.1-14
A interpretação de Gabriel 8.15-27
IX. A profecia das setentas semana 9.1-17
A oração de Daniel 9.1-19
A Visão da Daniel 9.20-27
X. A visão final de Daniel 10.1-12.13
A visão de Daniel de um ser glorioso 10.1-9
A visita de um anjo 10.10-21
Guerra entre reis do Norte e do Sul 11.2-45
O tempo da tribulação 12.1-13

Isaías (Is)

Autor: Isaias
Data: Entre 700 - 690 aC
AutorO primeiro versículo deste livro coloca Isaías, o filho de Amoz, como o seu autor. O nome “Isaias” significa “O SENHOR é salvação”. A visão e a profecia são reivindicadas quaro vezes por Isaías; seu nome é mencionado mais doze vezes no livro. Seu nome também aparece doze vezes em 2Rs e quatro vezes em 2Cr.
O Livro de Is é citado diretamente no NT vinte e uma vezes sendo atribuído em cada caso ao profeta Isaías. Argumentos diversos favorecem a autoria única: 1) palavras– chave e frases-chave estão igualmente distribuídas através de todo o livro; 2) referências à paisagem e as cores locais são uniformes. A beleza de estilo superior na poesia hebraica nos últimos capítulos de Is pode ser explicada pela mudança de assunto, de julgamento e súplica para consolo e segurança.
DataO profeta coloca que ele profetizou durante os reinados de “Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá” (1.1). Alguns aceitam que o seu chamado para o ofício profético tenha sido feito no ano que o rei Uzias morreu, que foi em cerca de 740 aC (6.1,8). Entretanto, é provável que ele tenha começado durante a ultima década do reinado de Uzias. Por Isaías mencionar a morte do rei da Assíria, Senaqueribe, que morreu em cerca de 680 aC (37.37,38), ele deve ter sobrevivido a Ezequias por alguns anos. A tradição diz que Isaías foi martirizado durante o reinado de Manassés, filho de Ezequias. Muitos acreditam que a forma “serrados” em Hb 11.37 é uma referência à morte de Isaías. A primeira parte do livro pode ter sido escrita nos primeiros anos de Isaías, e oca capítulos posteriores, após a sua retirada da vida pública.
Se Isaías começa profetizando em cerca de 750 aC, o seu ministério pode ter se sobreposto aos ministérios de Amós e Oséias em Israel, bem como o de Miquéias em Judá.
Contexto HistóricoIsaias profetizou no período mais crucial da história de Judá e Israel. Ambos os reinos do Norte e do Sul haviam experimentado cerca de meio século de poder e prosperidade crescentes. Israel, governado por Jeroboão e outros seis reis de menor importância, tinha sucumbido ao culto pagão; Judá, sob Uzias, Jotão e Ezequias, manteve uma conformidade exterior à ortodoxia, mas, gradualmente, caiu num sério declínio moral e espiritual (3.8-26). Lugares secretos de culto pagãos eram tolerados; o rico oprimia o pobre; as mulheres negligenciavam suas famílias na busca do prazer carnal; muitos dos sacerdotes e profetas tornaram-se bêbados que queriam agradar os homens (5.7-12,18-23; 22.12-14). Embora estivesse para vir mais uma avivamento a Judá sob o rei Josias (640-609 aC), estava claro para Isaías que a aliança registrada por Moisés em Dt 30.11-20 havia sido tão inteiramente violada, que o cativeiro e o julgamento eram inevitáveis para Judá, assim como o era para Israel.
Isaías entrou em seu ministério aproximadamente na época da fundação de Roma e dos primeiros Jogos Olímpicos dos gregos. As forças européia ainda não estavam preparada para grandes conquistas, mas diversas potências asiáticas estavam olhando para além de sua fronteiras. A Assíria, particularmente, estava inclinada a conquistas ao sul e ao oeste. O profeta, que era um estudioso dos assuntos mundiais, podia ver que o conflito era iminente. A Assíria conquistou Samaria em 721 aC.
Cristo ReveladoDepois de sua ressurreição, Jesus caminhava com dois de seus discípulos e “explicava-lhes o que dele se achava em todas a Escrituras” (Lc 24.27). Para fazer isso, ele deve ter extraído muita coisa do Livro de Is, porque dezessete capítulos contém referências proféticas a Cristo.
Cristo é citado como o “Senhor, Renovo do Senhor, Emanuel, Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz, Raiz de Jessé, Pedra Angular, Rei, Pastor, Servo do SENHOR, Eleito, Cordeiro de Deus, Líder e Comandante, Redentor e Ungido”
O Cap. 53 é o grande capítulo do AT que profetiza a obra expiatória do Messias. Nenhum texto em ambos os testamentos expõe de um modo tão completo o propósito da morte vicária de Cristo na cruz. Ele é citado diretamente nove ou dez vezes por escritores do NT: 52.15 (Rm 15.21); 53.1 (Jo 12.38; Rm 10.16); 53.4 (Mt 8.17); 53.5 (Rm 4.25; 1Pe 2.24); 53.7-8 (At 8.32-33); 53.9 (1Pe 2.22); 53.10 (1Co 15.3-4); 53.12 (Lc 22.37). Também existem muitos cumprimentos de detalhes no cap. 53 em adição às citações diretas.
O Espírito Santo em AçãoO ES é mencionado especificamente quinze vezes, sem contar as referências ao poder, efeito ou influência do Espírito que não citam seu nome. Há três categorias gerais sob as quais a obra do ES pode ser descrita:
A unção do Espírito sobre o Messias pra fortalece-lo, para seu domínio e governo como Rei no trono de Davi (11.1-12); como o Servo sofredor do Senhor, que irá fazer cura, libertação, iluminação e justiça às nações (42.1-9); como o Ungido (Messias) em seus dois adventos (61.1-3; Lc 4.17-21).
O derramamento do Espírito sobre Israel para lhes dar triunfo em sua reabilitação conforme o padrão do Êxodo (44.1-5; 63.1-5), para protegê-los de seus inimigos (59.19) e para preservar Israel em relacionamento de concerto com o SENHOR (59.21). Entretanto, Israel deve ser cuidadoso para não se rebelar e contristar o ES (63.10; Ef 4.30)
A operação do ES na criação e na preservação da natureza (40.30; ver também 48.16)
O Senhor Jesus, que teve seu ministério terreno realizado no poder e unção do ES, como Isaías havia profetizado, prometeu derramar seu Espírito sobre a Igreja, pra fortalecê-la para o ministério no cumprimento da Grande Comissão.
Esboço de Isaías
I. Profecia de denúncia e convite ( parte I) 1.1-35.10
Mensagem de Julgamento e promessas 1.1-6.13
Mensagem concernentes ao Emanuel 7.1-12.6
Mensagem de Julgamento sobre as nações 13.1-24.23
Mensagem de Julgamento, louvor, promessa 25.1-27.13
Os infortúnios dos descrentes imorais em Israel 28.1– 33.24
Resumo 34.1-35.10
II. O procedimento de Deus com Ezequias 36.1-39.8
Deus liberta Judá 36.1-37.38
Deus cura Ezequias 38.1-22
Deus censura Ezequias 39.1-8
III. Profecia de consolo e paz (parte II) 40.1-66.24
A garantia de consolo e paz 40.1-48.22
O Servo do Senhor, o Autor do consolo e da paz 49.1-57.21
A realização do consolo e da paz 58.1-66.24
Fonte: Bíblia Plenitude

Profeta Jeremias


Um dos profetas do Antigo Testamento.

I. Comissionado Como Profeta.
Jeremias foi chamado para ser profeta quando era rapaz, em 647 AEC, no 13.° ano do reinado do Rei Josias, de Judá (659-629 AEC). Deus lhe disse: “Antes de formar-te no ventre, eu te conheci, e antes de saíres da madre, eu te santifiquei. Eu te constituí profeta para as nações.” (Je 1:2-5) Assim sendo, era um dos poucos homens por cujo nascimento Yehowah assumiu a responsabilidade — intervindo por meio dum milagre ou por uma providência orientadora — para que fossem seus servos especiais. Entre tais homens acham-se Isaque, Sansão, Samuel, João, o Batizador, e Jesus.

Quando Deus lhe falou, Jeremias mostrou acanhamento. Replicou a Deus: “Ai! Soberano Senhor Yehowah! Eis que realmente nem sei falar, pois sou apenas rapaz.” (Je 1:6) Pode-se depreender, à base desta observação dele, e por se compará-la com a intrepidez e a firmeza dele durante seu ministério profético, que tal vigor incomum não era algo inerente a Jeremias, mas deveras provinha de ele se estribar plenamente em Deus. Deveras, o Senhor estava com ele, “como um poderoso terrível”, e foi Deus quem fez de Jeremias “uma cidade fortificada, e uma coluna de ferro, e muralhas de cobre contra toda a terra”. (Je 20:11; 1:18, 19) A reputação de coragem e intrepidez de Jeremias era tamanha que, durante o ministério terrestre de Jesus, alguns julgavam ser ele o Jeremias redivivo. — Mt 16:13, 14.

II. Escritos.

Jeremias era pesquisador e historiador, além de profeta. Escreveu o livro que leva seu nome e também se credita a ele, em geral, a escrita dos livros de Primeiro e Segundo Reis, abrangendo a história de ambos os reinos (Judá e Israel) desde o ponto em que os livros de Samuel a deixaram (isto é, na última parte do reinado de Davi sobre todo o Israel), até o fim de ambos os reinos. Sua cronologia do período dos reis, pelo método de comparação ou de confronto dos reinados dos reis de Israel e de Judá, ajuda-nos a estabelecer com exatidão as datas de certos eventos. Após a queda de Jerusalém, Jeremias escreveu o livro de Lamentações.

III. Forte Mensagem Denunciativa.

Jeremias não era queixoso crônico. Antes, mostrava ser amoroso, atencioso e compassivo. Exercia um excelente domínio e uma maravilhosa perseverança, e ficou muito triste com a conduta do seu povo e com os julgamentos que este sofreu. — Je 8:21.

Na realidade, era Yehowah quem se queixava de Judá, e justificadamente, e Jeremias tinha a obrigação de declarar isto de forma incessante, o que ele fez. Também, deve-se ter presente que Israel era a nação de Deus, vinculada a Ele por meio dum pacto e sujeita à sua Lei, o que eles violavam crassamente. Como base e sólido fundamento para as denúncias de Jeremias, Deus repetidas vezes apontava para a Lei, trazendo à atenção a responsabilidade dos príncipes e do povo, e relembrando em que haviam violado a Lei. Vez após vez, Deus trouxe à atenção as coisas que Ele, por meio de Moisés, seu profeta, avisara que lhes sobreviriam se recusassem escutar Suas palavras e violassem Seu pacto. — Le 26; De 28.

IV. Coragem, Perseverança, Amor.

A coragem e a perseverança de Jeremias eram igualadas pelo amor que ele sentia por seu povo. Cabia-lhe proclamar pungentes denúncias e temíveis julgamentos, em especial aos sacerdotes, aos profetas e aos governantes, e àqueles que seguiam o “proceder popular” e tinham cultivado “infidelidade duradoura”. (Je 8:5, 6) Todavia, ele reconhecia que sua comissão era também de ‘construir e plantar’. (Je 1:10) Chorou diante da calamidade que sobreviria a Jerusalém. (Je 8:21, 22; 9:1) O livro de Lamentações constitui evidência do seu amor e da sua preocupação com o nome e o povo de Deus. Apesar das traiçoeiras medidas tomadas pelo covarde e vacilante Rei Zedequias para com ele, Jeremias suplicou-lhe que obedecesse à voz de Yehowah e continuasse a viver. (Je 38:4, 5, 19-23) Ademais, Jeremias não se julgava justo aos seus próprios olhos, mas incluía a si mesmo ao admitir a iniqüidade daquela nação. (Je 14:20, 21) Depois de liberto por Nebuzaradã, hesitou em abandonar aqueles que estavam sendo levados para o exílio babilônico, talvez achando que devia compartilhar a sorte deles, ou desejando continuar servindo aos interesses espirituais deles. — Je 40:5.

Por vezes, em sua longa carreira, Jeremias ficou desanimado e necessitou a confirmação do apoio de Deus, mas, mesmo em adversidade, não deixou de invocar ao Senhor, pedindo-lhe ajuda. — Je 20.

V. Associações.

Em todos os seus mais de 40 anos de serviço profético, Jeremias não foi abandonado. Yehowah estava com ele para livrá-lo dos seus inimigos. (Je 1:19) Jeremias deleitava-se com a palavra de Deus. (Je 15:16) Evitava associar-se com aqueles que não tinham nenhuma consideração para com Deus. (Je 15:17) Encontrou bons companheiros, a saber, os recabitas, Ebede-Meleque e Baruque, entre os quais pôde fazer a obra de ‘edificar’. (Je 1:10) Por meio destes amigos, foi ajudado e livrado da morte, e mais de uma vez se manifestou o poder de Deus em protegê-lo. — Je 26:7-24; 35:1-19; 36:19-26; 38:7-13; 39:11-14; 40:1-5.

VI. Ilustrações Dramáticas.
Jeremias encenou para Jerusalém vários pequenos dramas como símbolos da condição dela e da calamidade que lhe sobreviria. Houve a visita à casa do oleiro (Je 18:1-11) e o incidente com o cinto estragado. (Je 13:1-11) Ordenou-se a Jeremias que não se casasse; isto servia de aviso das “mortes por enfermidades”, das crianças que nascessem naqueles últimos dias de Jerusalém. (Je 16:1-4) Ele quebrou uma botija diante dos anciãos de Jerusalém, qual símbolo do impendente destroçamento da cidade. (Je 19:1, 2, 10, 11) Comprou de volta um campo de Hanamel, filho de seu tio paterno, como figura da restauração que viria depois do exílio de 70 anos, quando se comprariam novamente campos em Judá. (Je 32:8-15, 44) Lá em Tafnes, no Egito, ele ocultou grandes pedras no terraço de tijolos da casa de Faraó, profetizando que Nabucodonosor fixaria seu trono sobre aquele exato ponto. — Je 43:8-10.

VII. Verdadeiro Profeta.

Jeremias foi reconhecido por Daniel como verdadeiro profeta de Deus, sendo que Daniel, pelo estudo das palavras de Jeremias a respeito do exílio de 70 anos, pôde fortalecer e encorajar os judeus a respeito da proximidade da sua libertação. (Da 9:1, 2; Je 29:10) Esdras trouxe à atenção o cumprimento das palavras dele. (Esd 1:1; veja também 2 Cr 36:20, 21.) O apóstolo Mateus apontou para o cumprimento de uma das profecias de Jeremias nos dias em que Jesus era criancinha. (Mt 2:17, 18; Je 31:15) O apóstolo Paulo mencionou os profetas, entre os quais se achava Jeremias, cujos escritos citou, em Hebreus 8:8-12. (Je 31:31-34) A respeito destes homens, o mesmo escritor disse que “o mundo não era digno deles”, e que ‘receberam testemunho por intermédio de sua fé’. — He 11:32, 38, 39.

Lamentações

Autor: Jeremias
Data: 587 AC

Como era o costumes, os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título, e isso originalmente ficou conhecido como “ekah, “como!” Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!” compara com seu uso em 2.1; 4.1 Is 1.21. Alguns também de referiam ao livro como qinot ou “lamentações”, e é assim que chegamos ao títulos que usamos.
O autor não é mencionado, mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lm e Jeremias

Contexto HistóricoO povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus. Como tal, eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles, mas isto tudo era condicional. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes.
Os Livros de 2Rs e 2Cr descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas), que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2.17). Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios, aos quais o povo de Judá ficou sujeito. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Rs 24.20). Enquanto ele estava sitiando a cidade, o povo que estava dentro da cidade estava faminto. Quanto eles romperam o muro, Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Rs 25.4). Mas eles logo foram levados cativos. Nubuzaradã, capitão da guarda de Nabucodonosor, destruiu a mairo parte de Jerusalém, queimou o templo e levou a todos, exceto as pessoas mais pobres, para o exílio (2Rs 25.8-12)
Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seus pecados haviam levado sobre si. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. Mas os poemas também descreve o ministério de Jeremias, mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstância modificadas do povo de Deus. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração.

TemasAs lamentações caracterizam seis temas principais, todos relacionados com o conceito de sofrimento:
O sofrimento deles era o resultado dos seus pecados. Esse forte tema é visto em cada capítulo ( como em 1.5; 2.14; 3.42; 4.13; 5.16). No tempo em que foram escritos, isso era obviamente aceiro. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jr 40.3). Eles sabiam que o seu sofrimento não havia v indo sobre eles por acaso. Ele foi devido à ira de Deus provocada por seus pecados (2.1). Ele estava lidando com a situação espiritual deles, e eles tinham de sentir isso de modo pessoal.
O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos.
O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. O profeta está constantemente consciente de Deus, dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles.
Sofrimento, lágrimas e oração devem andar juntos. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus, chorar diante dele e contar a ela todos dos detalhes de sua dor, mágoa e frustração. Cada capítulo, exceto o 4, termina com uma oração.
A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição, nos primeiros dois capítulos e meio, uma nova compreensão parece surgir em 3.21-24. Aqui, fala acerca da esperança e, também, da misericórdia, compaixão e fidelidade de Deus. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor havia cessado. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito, as circunstâncias mudariam (3.31,32). Deus pode ter usado a Babilônia, mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que ele era a favor de seus métodos cruéis (3.34-36). O futuro continha um vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.26.32)
A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos. As sua aflições tinha de ser aceitas com paciência, com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3.26-32).

O Espírito Santo em AçãoA aflição divina sobre os pecados de Israel (2.1-6) no lembra que o ES é, freqüentemente, entristecido pelo nosso comportamento (Is 63.10). O arrependimento é também uma manifestação da obra do ES entre o povo de Deus (3.40-42; Jo 16.7-11)

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