28/01/2011

QUAIS OS DESEJOS DO SEU CORAÇÃO?


Uma das forças que estimula o homem a desobedecer a Deus é a carne. Não estamos falando do corpo em si, mas referindo-nos à natureza humana decaída com a qual nascemos, que intenta controlar o corpo e a mente e induzir-nos ao pecado. Só que a graça e a misericórdia divinas habitam sobre este mundo. O Senhor nos resgatou das mãos de Satanás com o sangue de Seu Filho e capacitou-nos a fugir dos desejos mundanos por intermédio de Sua Palavra e do Espírito Santo.

Deus sabe o que é melhor para os seus filhos. E o maior desejo do coração dele é ser obedecido, por isso, estabeleceu princípios e regras que nos ajudam a ter uma vida reta, justa e abençoada durante a caminhada cristã. Sendo assim, cabe ao cristão em Jesus perceber que valores têm norteado sua vida, ou melhor, descobrir os desejos que têm alimentado seu coração — são desejos da carne ou anseios inspirados pelo Espírito Santo?

É certo que o mundo tem feito muita pressão para que sejamos dominados pelo sistema mundano. Esta armadilha do inimigo tenta preencher-nos com os desejos da imoralidade sexual, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, do ódio, da discórdia, dos ciúmes, da ira, do egoísmo, das dissensões, facções, da inveja, embriaguez, das orgias e coisas semelhantes — são as obras da carne (Gálatas 5.19-21 NVI).

No entanto, Paulo chamou a atenção para o modo de vida íntegro e honesto daqueles que dão prioridade ao fruto do Espírito, que é amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gálatas 5.21,22 NVI). Estes valores são de atuação divina e permitem ao cristão ter uma vida vitoriosa e de comunhão com Deus.

Pena que muitos não seguem esta recomendação. Há pessoas que se dizem cristãs convertidas, mas têm sido negligentes no seu dia-a-dia, abrindo mão dos valores ensinados, pelo Senhor, para seguir aqueles que lhe proporcionam prazeres momentâneos, que são os desejos da carne. Por causa de tal decisão, têm enfrentado situações adversas que geram o desgaste espiritual e emocional.



Onde está o seu tesouro?

A Bíblia diz: onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração (Mateus 6.21). Podemos aprender com esta verdade que é impossível servir a dois senhores — ao inimigo e ao Pai celestial —, pois todo o seu ser (força, ânimo e vontade) se voltará para aquilo que o seu coração deseja. Mesmo que o homem seja possuidor de livre-arbítrio, é necessário dar preferência ao bem, e não ao mal, ao fruto do Espírito, e não às obras da carne. Somente uma criatura assim é digna de ser transformada e abençoada por Deus. Declare, então, sua preferência e escolha.



Não cobice o que é dos outros

Cobiçar os bens ou a posição de status de outra pessoa pode acarretar em uma grande adversidade. Veja a história de Geazi, servo do profeta Eliseu. O livro de 2 Reis 5 conta que o chefe do exército da Síria, Naamã, foi curado de lepra após visitar o profeta. Este havia mandado aquele homem de guerra mergulhar nas águas turvas do rio Jordão como uma simples demonstração de humildade e obediência, o que seria o remédio para aquela doença.

Para agradecer ao profeta Eliseu por ser um canal de bênção para a cura dele, Naamã lhe ofereceu ouro, prata e roupas. Entretanto, o profeta recusou os presentes, uma vez que não queria tirar proveito daquela situação, daquilo que o Todo-poderoso fez por intermédio dele.

Geazi achou a atitude do seu senhor um desperdício. Com aqueles presentes, ele poderia até conquistar sua independência financeira. Foi, então, que traçou um plano para conseguir parte daquela recompensa — que deveria ser do profeta. Sem perda de tempo, Geazi correu atrás da comiti¬va de Naamã e disse que Eliseu havia mudado de idéia, pedindo presentes para dois discípulos dos profetas de Betel e Gilgal, que ficavam em escolas da região do monte Efraim.

Sendo assim, o general não apenas deu mais do que aquele servo havia pedido como também ordenou que dois homens o ajudassem a carregar os presentes. No meio do caminho, porém, Geazi dispensou aqueles ajudantes para que o profeta Eliseu não desconfiasse de sua mentira.

Só que nada está encoberto aos olhos daquele com quem temos de tratar (Hebreus 4.13). Deus revelou ao profeta Eliseu sobre a atitude de seu servo, ferindo-o com lepra. Ao ler esta história, atente que não há nada de errado em querer ser rico, mas Geazi deixou a ganância falar mais alto e desejou aquilo que não lhe pertencia, sofrendo grave conseqüência.

Não seja ganancioso

A vida do homem depende de Deus, e não dos seus bens. Então, acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui (Lucas 12.15). Esta advertência tem fundamento, uma vez que o materialismo fincou suas raízes na vida de muitos cristãos. Com isso, a vaidade e as riquezas tornaram-se o propósito de vida das pessoas, em vez de as necessidades serem o principal alvo a ser satisfeito.

A posse de bens não contribui para o desenvolvimento espiritual e, muito menos, garante paz e longevidade a alguém; apenas Deus tem esse poder. Claro que as riquezas não são más em si mesmas, mas tornaram-se parâmetro para que as pessoas julguem e sejam julgadas, numa completa inversão de valores morais e éticos.

O coração materialista costuma ser egoísta e nunca consegue desfrutar todas as benevolências e riquezas que se originam de uma vida de comu¬nhão com o Senhor.



Não deseje o mal de ninguém

O alvo supremo de toda a instrução da Palavra de Deus não é o conhecimento bíblico em si mesmo, mas uma transformação interior do indivíduo, que se expressa no amor, na pureza de coração, numa consciência pura e numa fé sem hipocrisia. Quando o cristão compreende este princípio, fica mais fácil de aplicar em sua vida este mandamento: tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós (Mateus 7.12).

Há momentos em que passamos por de¬cepções ao sermos surpreendidos e atingidos por atitudes desagradáveis de alguém. Nesta hora, a raiva assalta nosso coração quase que de imediato. Não há tempo nem para refletir sobre a situação. Questionamos por que tal pessoa fez aquilo; alegamos que não merecíamos aquele constrangimento. Chegamos até a chamá-la de traidora. E a primeira reação é maldizer ou desejar o mal daquele indivíduo.

Somente um amor puro e genuíno pode ajudar-nos a lidar com essas situações delicadas, a acalmar o coração e, sobretudo, a desejar sempre o bem, mesmo para o nosso inimigo. Por isso, devemos ter uma vida subordinada, controlada e dirigida pelo amor e pela devoção a Deus. Desta maneira é que conseguiremos apartar-nos do pecado e de tudo aquilo que causa dano e tristeza ao próximo e, conseqüentemente, a nós mesmos.



Deseje a presença de Deus

Confira o texto de Salmo 42.1,2: Como o cervo brama pelas correntes das águas, assim suspira a minha alma por ti, ó Deus! A minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo; quando entrarei e me apresentarei ante a face de Deus? Um homem pode viver bastante tempo sem ali¬mento, mas sem água ele morre, pois esta é um elemento vital para a vida. E a única fonte que nunca cessa de jorrar água é Jesus (João 4.14; Apocalipse 21.6).

Por isso, podemos ver nos versículos acima o ardente desejo do salmista de experimentar a presença de Deus e, assim, ter uma completa co¬munhão com Ele. O autor não se contentava em ler, orar e aprender. Para ele, isto não era suficiente à vida espiritual.

O salmista queria mais; desejava a presença do Senhor imediatamente, ter comunhão com o Pai, relacionar-se com Ele, dialogar, ouvir Sua voz. Siga este exemplo. Não reduza a pre¬sença de Deus à adoração no templo. Busque experiências pessoais com Ele. Tenha cautela quanto às coisas terrenas e com os prazeres que tiram a fome e a sede do Senhor. Deseje buscar, constantemente, a face do Altíssimo em oração (Marcos 4.19).



Busque a vontade do Senhor

Note o que está escrito em 1 João 2.17: o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre. Ao ler esta passagem, podemos constatar que a única certeza a respeito do sistema deste mundo é que ele não vai durar para sempre. Um dia tudo vai acabar. As pessoas morrem, as nações são domi-nadas, as riquezas se deterioram, as filosofias de vida do homem são esquecidas.

Somente o que faz parte da vontade do Senhor permanecerá. É nesta verdade que se firmam os cristãos consagrados. Eles não mantêm uma ligação com as coisas deste mundo nem se deixam influen¬ciar pelos princípios da modernidade, pois têm consciência de que são estrangeiros e peregrinos na terra (Hebreus 11.13). Vivem em prol da eternidade e buscam a vontade de Deus para a sua vida.

Um dos benefícios da salvação é o privilégio de saber a vontade de Deus. No entanto, o Senhor não quer que a vontade dele seja apenas conheci¬da, e sim, compreendida (Efésios 5.17). Por isso, ela é revelada por meio de Sua Palavra. O cristão maduro, por sua vez, que separa um momento du¬rante o dia para ler e refletir sobre a Bíblia encontra o desejo do coração do Pai e consegue aplicá-lo no seu cotidiano.

Aquele que firma sua fé e esperança nos va¬lores deste mundo sofre com as ilusões desta vida temporária. Por outro lado, o que busca conhecer e seguir a vontade do Senhor constrói um castelo forte sobre as fiéis promessas do Todo-poderoso e permanece para sempre. Ele não só poderá vi¬ver no lar celestial junto com os demais irmãos em Cristo, como também terá a garantia de ser guardado e abençoado por Deus enquanto estiver nesta terra.



Queira estar na Casa de Deus

Dentre os muitos poemas que Davi escreveu, o Salmo 27 nos traz uma preciosa lição para o que queremos falar neste tópico. Intitulado Confiança em Deus e anelo pela sua presença, este registro bíblico foi escrito na época em que o poeta estava no exílio, sendo perseguido pelo rei Saul e seu exército. O texto revela que Davi corria sério perigo. Acima de tudo, ensina-nos que, quando conhecemos o Senhor e confiamos nele, recebemos Sua ajuda para superar os medos e prosseguir nos propósitos divinos.

E onde é que Davi buscava segurança, refúgio e orientação para os seus problemas? No templo do Senhor, que era considerado uma fortaleza onde os homens se refugiavam muito acima dos vales e longe das grandes matanças. Lá, ele ficava protegido de seu inimigo e encontrava alívio tanto para a vida espiritual como para a física.



Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo. Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; pôr-me-á sobre uma rocha. Salmo 27.4,5



Deus conclama todos nós para esse mesmo propósito, pois a igreja é um refúgio para os cris¬tãos nos dias de hoje. Lá ouvimos uma mensagem inspirada pelo Espírito Santo que edifica nossa vida; recebemos orações e apoio dos irmãos para enfrentar as dificuldades; renovamos nossa força e avivamos nossa fé por meio da adoração e das pregações; sentimos a presença do Senhor de uma forma tremenda, além de sermos lembrados que não estamos sozinhos. Aquele que procura habitar na Casa do Senhor tem a firme garantia de que não importam quais as provações venham a enfrentar, o Todo-poderoso nunca os abandonará (Salmo 27.8-10).

Ame estar na Casa de Deus. Aproveite todas as oportunidades para estar na igreja, relembrando as graciosas promessas e a inabalável fidelidade do nosso Salvador. Una-se fervorosamente aos seus companheiros de oração e adoração. E esteja pronto para receber as bênçãos e o poder de avivamento do Senhor sobre sua vida. Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará (Salmo 91.1).

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