04/05/2011

DAVI: UM REI SEGUNDO O CORAÇÃO DE DEUS ( 2 PARTE )


“As experiências de Davi forçaram-no a ir às profundezas da natureza humana – e a descobrir que em todos os extremos Deus era o único refúgio” (Lawrence Richards).
A história do homem que Deus escolheu
Os capítulos 13—15 de 1Samuel descrevem as razões porque Deus rejeitou definitivamente Saul, escolhendo “um homem segundo o seu coração” para substituí-lo (1Sm 13.13,14). A partir do capítulo 16, a Bíblia passa a narrar a trajetória de Davi, um dos principais personagens do Antigo Testamento, ao lado de Abraão e Moisés.

Davi foi o maior rei de Israel e o ancestral humano mais importante do Senhor Jesus. Sua história, suas realizações e seus fracassos são narrados em 1Sm 16—2Rs 1 e em 1Cr 2—29.
Vejamos a seqüência dos eventos que conduziram Davi do campo, onde cuidava das ovelhas do pai, até o trono da nação escolhida por Deus para representar o Seu reino entre os homens.
1. Davi entra para o serviço de Saul (1Sm 16.1—18.5).
  • Davi é ungido por Samuel (1Sm 16.1-13). Deus repreendeu Samuel, porque ele lamentou o fracasso de Saul, como se o plano divino tivesse falhado. Em seguida, o profeta foi enviado à casa de Jessé, para ungir um de seus filhos como futuro rei de Israel. Quando todos os filhos de Jessé se apresentaram perante Samuel, Deus indicou quem Ele havia escolhido para ocupar o lugar de Saul – Davi, o filho caçula, incumbido de apascentar as ovelhas do pai.

  • Davi na corte real (1Sm 16.14-23). Deus castigou a desobediência de Davi, permitindo que um espírito mal (um demônio) o perturbasse. A consciência de que ele havia sido rejeitado por Deus como rei, abandonado por Samuel e que outra pessoa já tinha sido escolhida para subir ao trono, tornou Saul um homem irritado, vingativo e melancólico. Para afugentar a perturbação espiritual de Saul, Davi foi levado para o palácio, onde passou a tocar harpa e servir na corte do rei.

  • Davi mata Golias (1Sm 17.1—18.5). Algum tempo depois, quando os exércitos filisteu e israelita se enfrentaram, em um território próximo de Jerusalém, Davi teve o ímpeto de enfrentar o soldado mais poderoso dos filisteus – Golias, um homem de 2,90m de altura (17.4-7). O jovem filho de Jessé se ofereceu ao rei para representar o exército de Israel em uma batalha que determinaria o resultado da guerra entre as duas nações. Deus usou as habilidades que Davi tinha desenvolvido durante o pastoreio das ovelhas do pai, e este venceu o Golias em um só golpe com a sua funda – um instrumento usado pelos pastores para guiar o rebanho e afugentar as feras do campo (17.48-50).O resultado imediato da impressionante vitória de Davi sobre Golias foi a derrota dos filisteus. Porém, de mais importância ainda é o fato de Davi repentinamente ter se tornado o herói mais popular de Israel e ter sido promovido a chefe da guarda pessoal do rei.
    2. Davi passa a ser perseguido por Saul (1Sm 18.6—28.2; 29.1—30.31).

  • A amizade entre Davi e Jônatas, o filho do rei (1Sm 18.1—20.42). As ações de Davi atraíram a amizade e o amor leal de Jônatas (1Sm 18.1-4). Essa amizade perdurou mesmo quando ficou claro que Davi o substituiria como sucessor ao trono de seu pai, Saul. Os gestos de Jônatas, oferecendo seu manto, sua túnica, sua espada, seu arco e seu cinturão a Davi, dão a entender que ele já compreendia que Davi assumiria o trono em seu lugar. A partir daí, Jônatas passou a proteger a vida de Davi, contra os planos do seu próprio pai para assassiná-lo (1Sm 19.1-3).

  • Davi se torna um fugitivo (1Sm 21.1—23.29). Por causa do ódio de Saul e das suas tentativas de assassinar Davi, este teve de passar um longo período como fugitivo (talvez de 5 a 8 anos). Durante esse período Davi foi perseguido implacavelmente por Saul e, em algumas ocasiões, esteve a um passo de ser morto. Muitos dos salmos de Davi são atribuídos a essa época da sua vida (os salmos 7, 10, 13, 21, 27, 34, 52, 54, 56, 57 e 142 provavelmente foram inspirados nesse período).

  • As viagens de Davi (1Sm 21—30). Durante os anos em que Davi foi fugitivo, antes de ser ungido rei em Judá (2Sm 2), ele reuniu em volta de si um exército de 400 proscritos (22.2) que logo aumentou para 600 homens (25.13). Nesse período, Davi esteve em Nobe (por causa disso Saul mandou matar os 85 sacerdotes e todos os habitantes da cidade, cf. 22.19 – cumprindo a profecia de julgamento contra a casa de Eli, cf. 2.31), depois fugiu para Gate (onde se fingiu de louco, cf. 21.13), depois para a caverna de Adulão (22.1), Mispá (22.3), Queila, onde venceu os filisteus (23.5) e, em seguida, para o deserto (23.14). Davi também viveu um tempo entre os filisteus (cap. 27—29) e depois em Ziclague, onde derrotou os amalequitas (cap. 30).

  • Davi poupa a vida de Saul (1Sm 24 e 26). A magnanimidade de Davi contrasta com o ódio implacável de Saul. Em duas ocasiões vemos Davi poupando a vida de Saul, mesmo quando a sua própria vida corria risco. Em uma das ocasiões (cap. 24), Saul foi obrigado a louvar a benevolência de Davi e reconheceu que a este havia sido dado o trono de Israel (24.20,21). Na segunda ocasião (cap. 26), Davi expressou sua confiança na providência divina, que tiraria Saul do caminho sem que Davi precisasse erguer sua mão contra ele (26.10).

  • Davi casa-se com Abigail (1Sm 25). A passagem de Davi pelo deserto de Naom revela quão difícil era subsistir com 600 homens em uma região desértica e inóspita. Essa passagem também nos mostra os diversos tipos de atitude do povo para com Davi. Um rico fazendeiro chamado Nabal (heb.: “insensato”), por exemplo, olhava para Davi com certo ódio e muito desprezo (25.10,11). Já sua mulher, a “inteligente e bonita” Abigail (25.3), demonstrou perceber que cedo ou tarde Davi ocuparia o trono de Israel (25.30). Após a morte de Nabal (25.37,38), Davi pediu Abigail em casamento, e ela aceitou (25.40-42).

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