20/02/2011

HERMENÊUTICA

O que você entende por Hermenêutica?
Método que visa á interpretação de textos. A ciência da interpretação . Com a hermenêutica descobre-se o exato sentido das palavras no texto em estudo.
Hermenêutica é a “parte da teologia exegética, ou seja, a que trata da reta inteligencia e interpretação das Escrituras bíblicas.O termo vem do grego: hermenevein que significa interpretar.
199-Por que o Brasil ficou séculos prejudicado no estudo da Hermenêutica?
Por ignorar ou mesmo por violar o princípio de que a Bíblia é interpretada por ela mesma é que muitos tem incorrido em funestos erros. Fixando-se em palavras e versículos arrancados de conjunto e não permitindo á Escritura explicar-se a si mesma, encontraram os papistas aparente apoio na Bíblia para o erro do papado e das matanças com ele relacionadas, para não falar da Santa Inquisição e outros erros do mesmo estilo. Ignorantes pretensos doutos, sempre se tem constituído em heresiarcas, desde os falsos profetas da antiguidade até os papistas da era crista.
Infelizmente o catolicismo durante 500 anos, cegou e ainda vem cegando todo o Brasil, de uma maneira muito profunda, com metódicas rezas, usos e costumes pagãos. Religião morta e cega que nunca mostrou a cultura espiritual aos seus fiéis, afetando assim uma boa camada da nossa sociedade.

-Quais as principais leis da hermenêutica?
- 1ª = As palavras devem ser tomadas, tanto quanto possível, em seu sentido usual e comum. Não se tomar as palavras ou as frases ao “pé da letra”.Ex: Gn 6:12, lemos: “Porque toda carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra”. Carne e caminho aqui no sentido literal, Perde o significado por completo. Mas, no sentido comum, como figuras, carne em sentido de pessoas e caminho no sentido de costumes, já tem um significado terminante.
- 2ª = As palavras devem ser tomadas no sentido que indica o conjunto da frase. Na linguagem bíblica, existem palavras que variam muito em seu significado. Ex: Gl 1:23, “Agora prega a fé que outrora procurava destruir”. No conjunto desta frase vimos claramente que a fé, aqui, significa crença, ou seja, a doutrina do evangelho. A palavra fé ordinariamente significa confiança .
- 3ª = É necessário tomar as palavras no sentido indicado no contexto, a saber, os versículos que precedem e seguem ao texto que se estuda. O significado que as palavras que se quer compreender devem ser entendidas os versículos que vem antes e os que vem depois delas. Ex: Jo 3:36, “quem crer no Filho tem a vida eterna”, a palavra crer pela expressão oposta é: “ o que todavia, se mantém rebelde contra o filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.”
- 4ª = É preciso tomar em consideracao objetivo ou desígnio do livro ou passagem em que ocorrem as palavras ou expressões obscuras. O objetivo ou desígnio de um livro ou passagem se adquire, lendo-o e estudando-o com atenção repetidas vezes, tendo em conta a ocasião em que foi escrito e a que pessoas foi dirigido. Ex: Uma pessoa se dirige a Jesus e pergunta-lhe o que fazer para receber a vida eterna (Mt 19:16, Lc18:18), e Jesus lhe responde: “guarda os mandamentos.”  O desígnio de Jesus , neste caso , foi o de usar a lei qual “aio”, para conduzir o pecador á verdadeira fonte de salvação, e eis aqui porque lhe indica os mandamentos. Porque para ser salvo é só ter fé no Salvador Jesus.
- 5ª = Consultar as passagens paralelas. São aquelas que fazem referencia uma á outra; que tenham entre si alguma relação, ou tratem de um modo ou de outro de um mesmo assunto. “Explicando cousas espirituais pelas espirituais” (1Co 2:13). Ex: N a carta aos Gálatas 3:27, diz :”De Cristo vos revestites”. Em que consiste estar revestido de Cristo? Pelas passagens paralelas em Rm 13:13,14 e Cl 3:12,14, tudo se esclarece. O estar revestido de Cristo, por um lado consiste em ter deixado as práticas carnais, e por outro em haver adotado como vestido decoroso a prática de uma vida nova. Assim  é que, consultando os paralelos, aprendemos que o estar revestido de Cristo não consiste em haver ter adotado esta ou aquela túnica ou vestido “sagrado”, mas em adornos espirituais ou morais próprios do Cristianismo simples, santo e puro (1Pe 3:3-6).

Qual o paralelo da lei do uso comum com a lei da linguagem?
A lei do uso comum é sumamente natural e simples, porém de grande importância. Pois, ignorando ou violando-a em muitas partes da Escritura não terá outro sentido que aquele que queira conceder-lhe o capricho humano. Por exemplo, houve quem imaginasse que as ovelhas e os bois que menciona o Salmo 8 eram os  crentes, enquanto as aves e os peixes eram incrédulos, donde se concluía, em conseqüência, que todos os homens, queira ou não, estão submetidos ao poder usual e comum das palavras, não teria caído em semelhante erro.
O propósito da lei da linguagem é destacar que alguma semelhança ou igualdade entre duas coisas, pessoas e fatos justifica a comparacao. Assim ,pois, se houver certa correspondência entre o sentido figurado de uma palavra e seu sentido literal, não é necessário que tudo quanto encerra a figura se encontre no sentido literal, pois isso é mesmo impossível. Quando Cristo chama de ovelhas a seus discípulos, é natural que não apliquemos a eles todas as qualidades que encerra a palavra ovelha. Em caso como este é bastante o sentido comum para determinar os pontos de comparação.

-Explique a lei da referência paralela?
O valor hermenêutico das passagens paralelas, tanto das reais ou verbais, consiste na possibilidade de comparar textos que nos afigurem algo um tanto obscuro com outros que, tratando do mesmo assunto ou empregando certa palavra ou frase cujo sentido procura associar, venha projetar sobre eles uma nova luz.

O que é lei da analogia da Fé?
Há determinadas passagens bíblicas para cujo esclarecimento não são suficientes os paralelos de palavras e idéias, já vistos, a própria Bíblia determina ensinar conforme as Escrituras, de ser anunciada esta ou aquela coisa por boca de todos os profetas, e de usarem os profetas  ou (pregadores) seu dom conforme a medida da fé, isto é, segundo a analogia ou regra da doutrina revelada.(1Co 15:3,14; Rm 12:6).

-O que significa dispensacão?
É o período de tempo durante o qual os homens são provados a respeito da obediência a certa revelação da vontade de Deus.As dispensacoes em que Deus, pouco a pouco vai revelando sua vontade para com a humanidade. Ás vezes, essa revelação é para toda raça humana, outras vezes é só para Israel.
Quais os significados dos números 3,6,7 e 9?
- 3 = No sentido espiritual, o número três representa a trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
No mundo físico “material”, o número três representa a natureza,a chamada “essência dos seres”. Os três reinos: animal, vegetal e mineral. No mundo material o três representa “todas as coisas.”
- Três são os dons da sabedoria: sabedoria, ciência e discernimento.
- Três são o s dons do poder: fé, cura e milagres.
- Três são os dons de expressao vocal(manifestados pela voz): línguas, profecia e interpretação de línguas.
-Tres são os atributos da alma: entendimento, emoção,e sensibilidade.
-Tres são os atributos do espírito: razão,vontade e consciência.
O número três reúne o conceito das experiências da vida, como:
-Princípio, meio e fim
-Pai, mãe e filho
-Nascer, viver e morrer
-Passado, presente e futuro
-Corpo, alma e espírito
- 6 = Seis é o número do homem, tudo que se relaciona com o home, na Bíblia Sagrada é representado pelo número seis.
Significa também as limitações do homem, e o domínio humano. Por mais que o homem se esforce jamais alcancará  o sete (o número de Deus).
O anticristo se apresentará como um super homem, (6,6,6), formando assim 666, tentará imitar a Deus, mas nunca será Deus.
Seis também é um número que representa disciplina, (no sentido de: disciplinar, corrigir).
-Seis foram os dias da criação (Gn1:31)
-O homem foi criado no sexto dia (Gn1:27)
-Seis são os dias da semana para trabalhar (Ex 20:9;23:12;31:15)
-A terra deveria ser semeada durante seis anos, (Lv 25:3)
-Os escravos hebreus deveriam servir seis anos, (Ex 21:1,2)
- 7 = O número sete tem uma das posições mais destacadas entre os números sagrados das Escrituras, e está associado com algo completo, cumprimento, perfeição, totalidade, repouso.
Sete é considerado o número de  Deus, pois nele se resume toda perfeição, tudo se completa nele e nele tudo tem seu cumprimento.
-Deus descansa de sua obra no sétimo dia, (Gn 2:2)
-Deus santificou o sétimo dia, (Gn 2:3).
- 9- O número nove representa o Espírito Santo.
- os nove dons do Espírito Santo (1Co 12).
- O fruto do Espírito possui nove qualidades. (Gl 5:22).
- Existem nove bem-aventurancas na vida dos salvos (Mt 5:1-12).
Existem nove propósitos da vida crista (Cl 3:12).
Em Efésios 1:3-14 o número nove está em acao, mostrando-nos os nove aspectos da Trindade, que também chamamos de propósitos divinos.
- Efésios 1:3-6: os três propósitos de Deus:
- O Pai nos escolheu para a salvação.
- O Pai nos adotou como filhos.
- O Pai nos aceita como seu povo.
- Efésios 1:7-12: Os três propósitos de Jesus Cristo, o Filho:
- Nos comprou com seu sangue;
- Nos ilumina por sua palavra;
- Nos herdará para seu reino.
- Efésios 1:13,14: Os três propósitos do Espírito Santo:
- Nos livrou do pecado;
- Nos sela com o batismo;
- Reclama de nós quando erramos.

Por que os estudos da hermenêutica bíblica são importantes para os nossos dias?
Para que o crente cresça espiritualmente e aprenda o verdadeiro significado da palavra de Deus, buscando encontrar Cristo em toda Escritura . Estudar a Bíblia tem que ter em mente que ela é um livro singular e especial e não se pode compreende-la por meio só da inteligência, mas pela ajuda do Espírito Santo.

SOTERIOLOGIA

Explique a doutrina da Salvação?
A doutrina da Salvação é de suma relevância para todos que se propõem em estudar as Escrituras e percorrer a vida cristã vitoriosa, porque este é assunto é tão significativo ao cristão que quer fundamentar a sua vida em conformidade a vontade divina.
CONCEITUAÇÃO:
1 - A Doutrina da Salvação deriva-se de dois termos gregos: soteria (Soteria)= salvação e logia (Logoj) = estudo, doutrina, tratado.
2 - Podemos dizer portanto, que a Doutrina da Salvação é o estudo sistemático dos processos que envolvem a salvação.
OBJETIVO:
1 - Apresentar os processos que envolvem a Doutrina da Salvação.
2 - Levar a uma atitude correta e consciente referente a salvação.

IMPORTÂNCIA:
1 - Promover uma conscientização de que a salvação é uma garantia de vida eterna.
2 - Capacitar a uma compreensão profunda da Doutrina nos seus diversos aspectos.
I - ASSUNTOS PRELIMINARES
A - Pecado: O grande problema
1 - O que é pecado
a - Errar o alvo.
b - transgredir, (1 Ts 2.14; Rm 5.14; Pv 28.13).
c - Iniqüidade, (1 Jo 5.17).

B - O homem não pode remir-se sozinho (Ef 2.8,9).
1 - Todos pecaram, (Rm 3.23).
2 - O salário do pecado, (Rm 6.23).
3 - O pecado escraviza, (Jo 8.34).

C- A redenção do pecado (Tt 2.14).
1 - Preço da redenção (1 Pe 1.18,19; 1 Co 6.20).
a -  Como ser remido.
b - Pelo Filho, (Jo 8.36).
c - Pela verdade, (Jo 8.32).

D - Um plano em ação: A Salvação
1 - Salvação da parte de Deus, (Jo 3.16; Lc 3.6).
a - Promessa de Deus, (Gn 3.15).
b - O enviado especial, (Hb 2.15,15; 1 Jo 4.14; Rm 5.8).

2 - Salvação da parte do homem.
a - Crerem Jesus, (At 16.31).
b - Arrepender-se, (At 3.19; 17.30).
c- Aceitara Cristo, (Jo 1.12; 14.6; At 4.12).
d – Confessar, (Rm 10.9,10; 1 Jo 4.15; At 19.18).

E - A Salvação em três tempos
1 - Passado - Salvo da culpa e da penalidade do pecado, (Lc 7.50; 1 Co 1.18; 2 Co 2.5-8; 2 Tm 1.9).
2 - Presente - Salvo do hábito e domínio do pecado, (Rm 6.14; 8.2; 2 Co 3.18; Gl 2.12,20; Fp 1.19; 2.12,13; 2 Ts 2.13).
3 - Futuro - Salvo do corpo do pecado, isto é, das fraquezas físicas como resultado do pecado na natureza humana, (Rm 8.18-23; 1 Co 15.42-44; Rm 13.11; Hb 10.36; 1 Pe 1.5; 1 Jo3.2).

F - Resultado da Salvação: Promessa de Deus
1 - Perdão dos pecados, (1 Jo 1.9).
2 - Purificação dos pecados, (1 Jo 1.7).
3 - Certeza de Salvação, (Jr 39.18).
4- Vida transformada, (2 Co 5.17; Gl 2.20).
5- Vida eterna, (1 Jo5.11-13).
6- Adoção de filhos, (Jo 1.12).

II- A ORIGEM DA SALVAÇÃO

A - A soberania de Deus:  A Soberania de Deus relativamente à salvação do homem significa que Deus é quem toma a iniciativa da realização da obra salvífica. A iniciativa está com Deus e não com homem. Se Deus não tomasse a iniciativa na salvação da criatura, ninguém seria salvo. A soberania de Deus, com respeito a salvação do homem, é simplesmente a sua iniciativa, tomada em virtude da sua natureza, com o fim de salvar a humanidade.

B - O sacrifício expiatório de Jesus Cristo:  A salvação somente teve efeito quando o preço estabelecido por Deus foi pago, isto é, foi necessário Jesus Cristo morrer para a Expiação de nossos pecados (1 Pe 1.18,19).

C - A obra restauradora do Espírito Santo:  O Espírito Santo é o agente realizador que transforma e restaura completamente o pecador quando este reconhece o sacrifício expiatório de Cristo, fazendo com que o pecador torne-se uma nova criatura (Jo 3.3,5-8; Tt 3.5).

III- O PROCESSO DA SALVAÇÃO

A - Fé salvadora: é a fé que une a alma com Deus e resulta em salvação
1 - A fé é o elo de ligação entre o crente e Cristo, (Gl 3.26; Jo 1.12; 3.16; At 13.31).
2 - É a causa instrumental da justificação, (Rm 3.1).
3 - Fé é a condição apropriada para a salvação, porque a apreensão intelectual e crença na verdade são necessárias, a fim de nos rendermos a ela e obedecermo-¬lhe.
B - Arrependimento: é o ato de entristecer-se pelos pecados cometidos e não desejá-los.
1 - Arrependimento é o que torna possível o homem voltar-se para Deus.
2 - É o instrumento que leva à conversão, (At 3).
3 - O arrependimento possibilita o homem sentir profunda tristeza pelos seus pecados cometidos contra Deus e tomar a decisão de não querer mais praticá-los, reconhecendo que somente uma mudança promovida por Deus poderá modificá-lo completamente.
C - Conversão: é voltar do pecado para Deus.
Conversão é o lado humano da transação que une a alma a Cristo. Literalmente, conversão é virar às costas a direção que seguia e ir em uma nova direção.
1 - A conversão é o resultado da fé e do arrependimento.
2 - Quando se crer na verdade e arrepender-se do pecado, volta-se, conseqüentemente, para Deus.
3 - A conversão é a tomada de decisão que propicia uma nova vida em Cristo, pelo fato dela ser responsável pela nova direção seguida em favor de Deus.

D - Regeneração: A regeneração é uma mudança radical, operada pelo Espírito Santo na alma humana, por meio do Evangelho, e na qual a disposição moral do homem se torna semelhante à de Deus, tornando-se o homem unido com Jesus Cristo.
1 - É um ato poderoso e criador de Deus.
2 - É absolutamente essencial à salvação, (Jo3.3).
3 - A regeneração é uma doutrina exclusiva do cristianismo.
E - Justificação: É um ato da livre graça de Deus no qual ele perdoa todos os pecados, e nos aceita como justos diante de si, somente somente por causa da justiça de Cristo a nós imputada e recebida pela fé.
1 - É um ato de Deus, em que ele declara o pecador regenerado; não somente livre da condenação, mas também restaurado à graça divina, (Rm 3.24).
2 - A justificação é um ato declarativo de Deus.
3 - A necessidade da justificação é devido ao fato de que:
a- Todos pecaram (Rm 3.23).
b- Todos necessitam da justificação.
c- Deus enviou Jesus para trazer a justificação.
Portanto conclui-se que:
a - Jesus é a base da justificação.
b - A fé é a condição essencial exigida na justificação.
c - A remissão da penalidade traz a paz com Deus.
F - Santificação: É a obra da livre graça divina, pela qual somos renovados no homem interior, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para retidão.
1 - Santificação: Hb. Separação exclusiva; Gr. Separado para posse.
2 - É uma obra experimental feita em nós, mudando nosso caráter.
3 - Santificação quer dizer, então, uma relação especial com Deus e a realização de um caráter de acordo com essa relação.
G - Adoção: É o ato da graça soberana mediante o qual Deus concede todos os direitos, privilégios e obrigações da afiliação àqueles que aceitam a Jesus Cristo. A palavra grega huiothesia,(huioqesia) “adoção”, aparece cinco vezes no Novo Testamento, somente nos escritos de Paulo e sempre no sentido religioso. Deus nos concede privilégios de família mediante a obra salvífica do Seu filho incomparável, daquEle que não se envergonha de nos chamar irmãos, (Hb 2.11, Jo 1.12; Ef 1.4,5; Rm 8.15, 23).
H - Glorificação: É o ato final da salvação. Para ser entendida, é preciso que se tenha uma idéia clara da palavra glória, porque glorificação é a obra divina, no crente, que resulta na glória de Deus. No hebraico esta palavra traz a idéia de ceifa, especialmente a alegria de ceifar,(Rm 8.18,19,30; 1 Co 15.51-58; 1 Jo 3.2).

CONCLUSÃO
Portanto, a análise coerente deste assunto nos orienta a prosseguirmos e permanecermos firmes neste propósito de mantermos a nossa salvação.

O que significa graça de Deus?
O amor de Deus em Cristo Jesus. Transmitidos aos crentes pelo Espírito Santo, e que lhes outorga a misericórdia, perdão, querer e poder para fazer a vontade de Deus.Toda atividade da vida crista, desde o seu início até o fim, depende desta graça divina.
O que significa eleição da Salvação?
A escolha de Deus, de homens para a salvação e privilégios, baseada na escolha que, inicialmente, eles fizeram de Deus. A escolha que Deus fez de Cristo para a tarefa de consumar a salvação, mas também Sua escolha dos que estão “em Cristo” para a salvação.
O que significa chamado e vocação?
- Chamado = Separar-se de tudo quanto possa impedir o propósito divino na vida daquele que quer proclamar o Evangelho de Cristo.
- Vocação = O escolhido, eleito, para viver inteiramente para Deus. Escolhido por Deus para convencer o mundo incrédulo do pecado.
O que é Salvação e livramento?

- Salvação = É o fruto da fé, é o ato ou efeito de salvar-se, tirar do perigo.
O homem não pode fazer nada para merecer a salvação. Sabemos que não é a fé que salva, mas Cristo salva através da fé.
- Livramento = ato ou efeito de livrar-se, dar liberdade. Tirar de embaraço ou posição difícil.
Em Cristo Jesus recebemos livramentos todos os dias das laçadas do adversário.
Qual a diferença de Regeneração e Santificação?

- Regeneração = Transformação espiritual total da pessoa. Obra sobrenatural e instantânea de Deus que concede nova vida ao pecador que aceita a Cristo como seu salvador.
O homem tem vida espiritual. A disposição moral do homem se torna semelhante a Deus através da regeneração
- Santificação = Separação do mundo , tornando o homem santo e o apartando do pecado, a fim de ter ampla comunhão com Deus e serví-Lo com alegria. É a obra da livre graça divina, pela qual o homem renovado no seu interior, segundo a imagem de Deus, habilitado a morrer cada vez mais para o mundo e viver em retidão
Explique arrependimento e fé?
- Arrependimento = O arrependimento torna possível o homem voltar-se para Deus. Sente profunda tristeza pelo pecado e não o deseja.
O arrependimento ocorre quando a pessoas resolve deixar o pecado, reconhecendo que necessita de um salvador.
- Fé = Confianca na lealdade, no saber e na veracidade de alguém. Fé inclui arrependimento.
Fé não é somente uma confissão a respeito de Cristo, mas também uma ação dinâmica, que brota do coração das pessoas que quer seguir a Cristo como Senhor e Salvador.
“A certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não que se não vêem”. (Hb.11:1).
A fé une a alma com Deus e resulta em salvacao, é a causa instrumental da justificação. (Rm.3:1).
 Qual a diferença de união?
A união faz com que as pessoas lutem por uma causa em comum, fiquem em harmonia e concórdia pelo mesmo objetivo.
A Igreja de Cristo deve estar em união pela luta contra o inferno em favor das almas perdidas, tentando arrancá-las das mãos do inimigo e levá-las até Jesus Cristo, o nosso salvador.
Qual a diferença do pecador Salvo e pecador perdido?
- Pecador salvo = Homem que aceita Cristo como seu Senhor e Salvador, seu velho “eu” pecador fora morto mediante a identificação com o Salvador crucificado e que lhe fora concedida vida nova mediante a comunhão com o salvador vivo. (Gl.2:19,20). Homem liberto da escravidão do pecado
- Pecador perdido = Homem escravo do pecado e dos poderes das trevas. Seu pecado o condena á morte, torna-se excluído do céu por causa do seu pecado. Incapaz de viver uma vida perfeita. Todo homem em que pecar está condenado á morte. (Gl.3:13)
Por que o pecado gera a morte?
A natureza pecaminosa é uma herança de Adão , o pecado de Adão introduziu a morte no mundo. O homem está sentenciado á morte. Deus proferiu a sentença para o pecador, portanto terá de julgá-lo. “...a alma que pecar, essa morrerá.” (Ez.18:4).
1 - Todos pecaram, (Rm 3.23).
2 - O salário do pecado, (Rm 6.23).
3 - O pecado escraviza, (Jo 8).
O que é morte espiritual?
A separação do espírito do homem e de Deus. Se o homem estiver espiritualmente morto, praticando o pecado, permanecerá eternamente separado de Deus.






DOUTRINA DE DEUS

Por que se pode crer na existência de Deus?
Para que possamos ter a certeza que Deus existe, tornar-se imprescindível e sumamente importante saber se Ele pode ser conhecido.
A- Declaração bíblica: A Bíblia é o livro no qual está fundamentado o ensinamento sobre Deus. É ela que declara que Deus pode ser conhecido. Confira, então, as seguintes referências: (Is 11.9; Os 6.3; Hc 2.50; Jo 17.3).
B- Distinção Necessária:devemos distinguir entre apreensão e compreensão Podemos saber que Deus existe, sem sabermos tudo que Ele é.
Pelo fato de sermos criaturas á sua semelhança, já podemos crer em sua existência. A Bíblia não procura comprovar que Deus existe, mas ela declara a sua existência através de seus atributos e muitos deles são exclusivos, outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado á imagem de Deus. Sua imagem.

Quais os 5 principais  argumentos para se crer em Deus?
1-Argumento Ontológico – ONTOS (Ontoj) = ENTE, SER E LOGOS (LOGOJ) = ESTUDO: Argumento baseado na Crença universal da existência de um ser supremo.
“Este argumento foi apresentado em várias formas por Anselmo, Descartes, Samuel Clark, e outros, foi apresentado em sua forma mais perfeita por Anselmo. Este argumenta que o Homem tem a idéia de um ser absolutamente perfeito; que existência é atributo de perfeição; e que portanto, um ser absolutamente perfeito tem que existir.” Louis Berkhof.
“O Homem racional tem certas ideias, chamadas inatas, as quais não lhe podem ser consideradas e nem elas as podem aprender essas ideias.Porém suas Faculdades Racionais  ela aprendem. Direta e espontanhamente e sem elas a própria Racionalidade humana cessaria de existir.Há sete dessas idéias inerentes e fundamentais a Saber: 1ª ), Números,    Espaço,  3ª Tempo,  4ª Causa e Efeito, 5ª Personalidade, 6ª Bem e Mal, 7ª Deus.”  David S . Clark.
As Escrituras apresentam bases para esta declaração ,Rm 1.19.20.28; Jó 32.8; At 17.28,29; Rm 2.15; 1.32)
2-  Argumento Cosmológico – Cosmos (Kosmoj) = Universo e Logos (Logoj) = Estudo.  “Argumento baseado na lei da causa e efeito, sendo a causa distinta do efeito. Este argumento também tem aparecido em diversas formas. Em geral apresenta como segue: Cada coisa existente no mundo tem que ter uma causa adequada; sendo assim, o universo tem que ter uma causa adequada; isto é, uma causa indefinidamente grande.”Louis Berkhof.
“O Argumento Cosmológico não somente prova a existência de uma causa Primária, mas uma causa primária inteligente”. David S. Clark.
A Escritura corrobora esta afirmativa no livro de Hebreus (Hb 3:4).
3 – Argumento Teleológico. TELEOS (Teleoj) LOGOS (LOGOJ)= Estudo. Argumento baseado no desígnio, propósito ou adaptação.
“O Argumento Teleológico pode ser enunciado assim: Ordem e Organização útil em um sistema evidenciam inteligência e propósito na causa que o originou; O universo é caracterizado por ordem e organização útil, portanto, o universo tem causa inteligente e livre, Sl 94:9”. Henry Clarence Thienssen.
4 – “Argumento Histórico ou Etnológico.
" Em geral este argumento toma a seguinte forma: Entre todos os povos e tribos da terra há um sentimento religioso que se revela em cultos exteriores. Visto que o fenômeno é universal, deve pertencer á própria natureza do homem. E se a natureza do homem leva naturalmente ao culto religioso, isto só pode achar sua explicação num ser superior que constitui o homem num ser religioso”. Louis Berkhof.
5- Argumento Moral.
“Kant mostra que as provas teóricas não podem nos dar nenhum conhecimento de Deus como um ser moral; para isto, dependemos da razão prática. Ele afirmou que o fato da obrigação e do dever era pelo menos tão garantido como o fato da existência . Com base na consciência, ele argumenta em favor da liberdade e imortalidade de Deus. A Bíblia apela também para o argumento moral para provar a existência de Deus. Rm 1:19,32; 2:14-16.” Henry Clarence Thienssen.
Como que se explica Trindade Divina?
É a união de três pessoas santas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em uma só divindade. As três pessoas são distintas, iguais e por conseqüência coeternos em uma só e individual natureza.
Cada uma dessas pessoas é Deus portanto, só há um Deus.
Deus pai, Deus filho e Deus Espírito Santo, habitam no meio da igreja. Deus pai reside na glória (3º céu), o filho já deixou o mundo e está á destra do Pai e o Espírito Santo subirá aos céus com a Igreja de Jesus.
130-Onde se manifesta a Trindade Santa no Antigo e Novo Testamento?
- Antigo Testamento = Desceu em conjunto e confundiu a língua em Babel (Gn 11:7)
A Trindade Santa está presente na criação do homem. Dando a ele o domínio sobre todo o restante da criação, (Gn.1:26).
- Novo Testamento = As três divinas pessoas da trindade, estão presentes no batismo de Jesus. Esta é a doutrina da Trindade. Expressando a verdade de que dentro da essência una de Deus ( Mc. 1:1).
Subsistem três pessoas distintas, compartilhando uma só natureza divina comum.

Por que Deus tem personalidade e pessoalidade?
Através dos tributos dados a Deus sabemos que Deus é eterno, poderoso, onipotente, onisciente, é criador. Ele entristece, arrepende, sente ciúmes, ira, etc. Todas essas emoções e atitudes são características de uma pessoa.


Como que se explicam as distinções entre Pai, Filho e Espírito Santo?
Pai - É Ele quem origina.
Filho – Eternamente gerado do Pai, é Ele quem revela.
Espírito Santo – Procede eternamente do Pai e do Filho, é Ele quem executa.
Todas as três pessoas são divinas e eternas. Podemos dizer que a criação vem do Pai, através do Filho, pela agencia do Espírito Santo.






HISTÓRIA DE ISRAEL

Quais as duas capitais de Israel?
- Jerusalém = capital interna, onde ficam o parlamento e sede nacional.
- Tel-Aviv = capital internacional, onde ficam as embaixadas.

O que significa livros extraviados?
Dentre todos os livros conhecidos na história humana, nenhum é tão peculiar em sua origem, tão extraordinário em suas afirmações, tão dinâmico em suas promessas, tão abarcante em sua mensagem, como a Bíblia. Na verdade, a Bíblia não é um livro apenas, mas uma coleção de livros – 39 no Antigo Testamento (AT) e 27 no Novo Testamento (NT). Sua composição demandou séculos e sua autoridade perdura por milênios. O primeiro dos 40 autores inspirados (Moisés) está separado do último autor (João) por aproximadamente 1.600 anos. Os escritores provieram de diferentes contextos sociais, e tiveram diferentes níveis de educação, desde os mais baixos até os mais altos. Eles eram diferentes tanto entre si quanto no que faziam. Alguns eram criadores de gado, pastores de ovelhas, soldados e pescadores, enquanto outros eram reis, legisladores, estadistas, cortesãos, sacerdotes, poetas e médicos.Inevitavelmente seus estilos literários refletiram as diferenças entre eles.Alguns escreveram leis, outros, poesia; e outros ainda, história; alguns, prosa lírica; outros, poesia lírica e parábolas e alegorias; outros, biografias ou memórias e diários pessoais; alguns profecia e outros, simplesmente, correspondência pessoal.Com toda essa diversidade, como esses 66 livros vieram a ser considerados suficientemente diferentes e santos, e incluídos no que chamamos de “cânon” das Escrituras?A primeira coisa que precisamos entender é que nenhuma pessoa, ou grupo de pessoas, compilou a Bíblia. A Bíblia simplesmente cresceu. Esse princípio se aplica tanto ao AT quanto ao NT. O princípio unificador que torna a Bíblia santa e diferente, um todo vivente, é Jesus Cristo, o Agente da salvação. Ao considerarmos o processo pelo qual os livros foram escritos e aceitos como inspirados, percebemos que Aquele que foi o princípio unificador, o Agente da salvação, a Fonte de inspiração, também atuou aí de forma marcante.
O Cânon do AT
“Poucos compreendem”, escreveu George Smith, “que a Igreja de Cristo possui uma garantia maior para o cânon do AT do que para o cânon do NT”.1 Essa garantia maior está no relacionamento que Jesus estabeleceu entre Si e o AT. Ele fez citações freqüentes do AT como a fonte de Sua autoridade. Depois da ressurreição Ele disse aos discípulos que a cruz e tudo o que Lhe tinha acontecido não era senão um cumprimento de profecias do AT. Na verdade, as profecias messiânicas estão espalhadas por todo o AT. É claro que o NT não tinha a mesma autoridade derivada do Senhor, simplesmente porque ainda não fora escrito.
A autoridade do AT foi aceita pelas pessoas para quem foi escrito – Israel –, muito tempo antes da chegada do Messias. Um exemplo é suficiente. Durante a purificação do templo no reinado de Josias, o Livro da Lei, por muito tempo negligenciado, foi encontrado. O livro foi entregue ao rei, que o leu. Josias logo compreendeu que o livro havia-se extraviado por causa da negligência de seus antecessores. Anteriormente, o livro fora mantido no tabernáculo, depois no templo, e os sacerdotes o liam com freqüência. O rei obteve uma segunda cópia. A redescoberta do Livro da Lei foi encarada por Josias e os historiadores posteriores como um evento de grande importância. O monarca leu passagens em voz alta perante o povo. As porções lidas eram de Levítico 26 e Deuteronômio 28 e 29. Por isso pode-se concluir que o Livro da Lei consistia nos cinco primeiros livros da Bíblia ou, pelo menos, parte deles. A redescoberta do livro foi usada como um trampolim para a reforma do reino.
Durante os 70 anos do exílio babilônico, as palavras dos profetas então existentes vieram a ser muito valorizadas. Judá, como uma nação, deixara de existir, e com ela sua capital e o templo. Mas, o Livro da Lei e os livros dos profetas continuaram.
O Talmude judaico declara que Esdras, quem liderou o povo no retorno do exílio, coligiu e editou a Lei e os Profetas. Também declara que a “Grande Sinagoga” foi convocada, e durante anos toda a Lei, os Profetas e os Escritos foram discutidos. Além do que foi feito por Esdras, muitos pesquisadores sugerem que durante décadas os membros da Grande Sinagoga continuaram o trabalho de edição.
Os livros do AT são geralmente divididos em quatro seções: o Pentateuco (os livros de Moisés), os livros históricos (Josué a Ester), os cinco livros de poesia e ética (Jó a Cantares de Salomão), e os livros dos profetas (Isaías a Malaquias).
A tarefa de formar o que hoje chamamos de AT começou, graças a Esdras e à Grande Sinagoga, por volta de 450 a.C. É opinião da maioria dos estudiosos que no tempo de Cristo o AT já existia na forma como indicamos acima.
Após a queda de Jerusalém no ano 70 a.D., houve uma grande discussão acerca do cânon bíblico. Um rabino chamado Yochanan ben Zakkai obteve permissão escrita das autoridades romanas para convencer o Concílio de Jamnia a discutir o cânon da Escritura. O debate, porém, se limitou a quatro livros que eram considerados “periféricos”: Provérbios, Eclesiastes, Cantares de Salomão e Ester. Depois que os prós e os contras desses livros foram discutidos, o concílio decidiu incluí-los no cânon, juntamente com os outros livros que hoje fazem parte do AT. Na verdade, o concílio poderia haver feito algo mais; “os livros que eles decidiram reconhecer como canônicos já eram geralmente aceitos, embora houvesse algumas interrogações acerca deles. Os livros que recusaram admitir nunca foram incluídos. Eles não expulsaram do cânon nenhum livro que já houvesse sido previamente admitido.”2
O Concílio de Jamnia não investiu os livros da Bíblia de autoridade ao incluí-los numa espécie de lista sagrada. Eles foram incluídos na lista – o cânon – porque já eram reconhecidos como inspirados por Deus e autoritativos, e isso, na maioria dos casos, já por vários séculos.
Um escritor judeu contemporâneo de Cristo, Filo de Alexandria, aceitava o cânon do AT da forma como o fazemos hoje. O mesmo é verdade acerca de Flávio Josefo, outro escritor judeu do primeiro século. A mais antiga lista cristã conhecida dos livros do AT foi feita por Melito, bispo de Sardes, cerca de 170 a.D., e preservada por Eusébio no quarto volume de sua História Eclesiástica.3
O Cânon do NT
O NT tem três categorias de livros: as narrativas (os quatro evangelhos e Atos), as cartas e o Apocalipse.
Embora o NT levasse cerca de 50 anos para ser escrito, muito mais tempo foi necessário para que ele assumisse a forma que tem hoje. Não foi senão em 367 a.D. que encontramos os livros do NT listados exatamente como os temos hoje. A lista aparece numa carta do bispo cristão Atanásio alusiva à Páscoa.
Nos dois séculos e meio ocorrentes entre a composição do último livro do NT e a carta de Atanásio, houve muita discussão acerca dos livros que deveriam ou não ser incluídos no cânon. O AT era a Escritura dos cristãos primitivos, mas pouco a pouco os escritos cristãos foram sendo colocados em pé de igualdade com o AT, “não por qualquer decreto de um concílio... mas por uma concordância mútua entre os crentes; a instituição espiritual da Igreja veio lentamente a decidir quais dentre os seus escritos deveriam ser considerados como ‘canônicos’”.4
Os livros descartados do cânon do AT foram chamados Apócrifos. Outro grupo de livros erroneamente atribuídos a certas pessoas – chamados de Pseudepígrafos – também foi descartado. Os apócrifos continham histórias e declarações de sabedoria. Os pseudepígrafos continham muita mágica e pouca história. Ao examinarmos o descarte dos livros apócrifos do cânon do NT, sentimos a presença de um guia sobrenatural.
Os livros incluídos foram aqueles aceitos como inspirados por Deus, que provaram sua utilidade em ajudar homens e mulheres, e tornar Cristo conhecido. Eles foram reconhecidos como tendo sido escritos por homens próximos a Jesus e envolvidos na grande aventura do primeiro século, que levou o evangelho cristão aos limites do mundo conhecido da época.
Um escritor grego, contemporâneo de Atanásio, falou do “eco de uma grande alma” e afirmou ouvir esse eco nos livros canônicos do NT. William Barclay, conhecida autoridade em NT, diz: “O som do sublime é encontrado nos livros do NT. Eles levam a grandeza em sua face. Eles são auto-evidentes”.
Quando o tradutor bíblico J. B. Phillips comparou os livros do NT com aqueles que foram excluídos pelos pais da Igreja, não pôde senão “admirar a sabedoria deles”. E continuou: “É provável que a maioria das pessoas nunca teve a oportunidade de ler os ‘evangelhos’ e as ‘epístolas’ apócrifos como os especialistas. Posso apenas dizer que nesses livros vivemos num mundo de mágica e faz-de-conta; de mito e fantasia. Em toda a tarefa de traduzir o NT, nunca, por um único instante, mesmo que provocado e desafiado, senti que estivesse sendo levado para um mundo de fantasmas, bruxarias e poderes mágicos tal como aqueles presentes nos livros rejeitados do NT. Foi aquela fé constante e que toca o coração dos escritores do NT, que me transmitiu o senso inexprimível do genuíno e do autêntico”.5
O ponto “auto-evidente” aparece de forma mais poderosa quando lemos os livros que acabaram fazendo parte do NT. No segundo século, vários livros chamados “evangelhos da infância” foram escritos. Os quatro evangelhos canônicos dão poucas informações acerca das três décadas da vida de Jesus antes do início de Seu ministério público. Os evangelhos da infância se destinavam a “preencher as lacunas”.
O chamado “evangelho de Tomé” contém um suposto registro da infância de Jesus. Enquanto brincava, o menino Jesus é retratado como criando pardais vivos a partir do barro, e fazendo com que um garoto morresse só porque correu e se chocou contra Ele. Jesus, quando ainda aprendiz de carpinteiro, é descrito alongando vigas de madeira como se fossem feitas de material elástico, e exercendo uma variedade de poderes mágicos sem qualquer propósito prático.
Ninguém provavelmente aceitaria isso como Escritura. De fato, a Escritura é auto-evidente. Quando você compara os evangelhos com esses livros, não há dúvida quanto às razões pelas quais eles foram excluídos. A linha de separação é clara o bastante. Não há sequer espaço para discussão.
Muito cuidado foi tomado para garantir que aqueles que escreveram os livros aceitos no cânon tivessem de fato conhecido a Jesus. O selo de qualidade desses homens consistia na preocupação de demonstrar que os atos de Jesus no passado continuam no presente, por meio do Cristo vivo.
No livro de Atos, cada sermão termina com o episódio da ressurreição. Para o NT, Jesus é, acima de tudo, o Cristo vivo. Foi porque os quatro escritores dos evangelhos falaram acerca do Cristo vivo, que eles deram um espaço desproporcional para a última semana da vida de Jesus e Sua ressurreição. O ponto central dos discípulos, do cristianismo, da teologia cristã, é a morte e a ressurreição de Jesus. Os livros em que esse não era o ponto central, foram simplesmente desconsiderados ou deliberadamente excluídos do cânon.
“Podemos acreditar”, declara o Prof. F. F. Bruce, “que aqueles cristãos primitivos agiram com uma sabedoria superior à deles mesmos a esse respeito, não apenas com relação àquilo que aceitaram, mas também àquilo que rejeitaram”, “É particularlemente importante notar que o cânon do NT não foi demarcado por um decreto arbitrário de qualquer concílio eclesiástico. Quando finalmente um concílio eclesiástico – o Sínodo de Hipona, em 393 a.D. – relacionou os 27 livros do NT, não conferiu a esses livros nenhuma autoridade que já não tivessem, mas simplesmente registrou sua canonicidade, a qual já havia sido previamente estabelecida”.6
Em suma, o processo pelo qual os livros do NT vieram a ser aceitos, foi, em todos os principais aspectos, o mesmo do AT. Assim, esses dois livros – a Bíblia dos apóstolos e a Bíblia que os apóstolos escreveram – vieram juntos a compor o que os cristãos aceitam como a Palavra escrita de Deus, da qual o princípio unificador é o próprio Cristo, o Agente da salvação. Desse modo, a Palavra inspirada teve sua origem, autoridade e genuinidade em Cristo, a Palavra encarnada.Qual a diferença entre judeus e não judeus?
Judeus = Vocábulo que originalmente descrevia qualquer habitante de Judá (2Rs 16:6). Pelos tempos neotestamentário, o plural “judeus”, se tornara um termo familiar para incluir todos os israelitas.
Não judeus = Entende-se que aquele que não nasceu em Judá não é judeu. Não pertence á Israel.
O que é literatura judaica e quais as 5 principais?
Literatura rabínica, no seu sentido mais abrangente, pode se referir a todo o espectro de escritos rabínicos ao longo da história do judaísmo. O termo também se refere, mais especificamente, à literatura da era talmúdica, em oposição à literatura rabínicia medieval e moderna, e por isso correponde ao termo hebraico Sifrut Hazal (ספרות חז"ל; "Literatura [de nossos] sábios [de] abençoada memória", onde Hazal normalmente se refere apenas aos sábios da era talmúdica). Este sentido mais específico de "literatura rabínica" — referindo-se aos Talmudim, ao Midrash, e outros escritos relacionados, porém quase nunca a textos posteriores — é como o termo geralmente é utilizado na literatura acadêmica contemporânea. Por outro lado, os termos meforshim e parshanim ("comentários" / "comentaristas") quase sempre se referem a escritores posteriores, pós-talmúdicos, autores de glosas rabínicas sobre os textos bíblicos e talmúdicos.
Este artigo discute a literatura rabínica em ambos os sentidos do termo. Começa com a literatura rabínica clássica da era talmúdica (Sifrut Hazal), e acrescenta um amplo panorama dos escritos rabínicos de períodos posteriores.
1- O que é o tempo?
2-Tudo sobre o Messias
3-Reparos mundiais
4-A tradição oral
5-O povo escolhido
 Quais as 5 principais festas dos judeus?
- Páscoa (ou festa dos Paes Asmos, Lv 23:5), estabelecida para comemorar o livramento histórico da escravidao no Egito (Ex 10:12; 12:8,14). Durante sete dias era comido pão sem fermento e nenhum trabalho servil podia ser efetuado.
- Pentecostes (ou festa da colheita e dia das primícias , Ex 23:16; 34:22). Celebrava cinqüenta dias depois do sábado que começava com a páscoa.
- Tabernáculos (ou festa da colheita, Lv 23:34; 23:39-43).). Durava sete dias. As frutas eram colhidas e o povo habitava em cabanas feitas de ramos e galhos de árvores.
- Festa das Trombetas (ou memorial, Nm 29:1). Sacrfícios eram oferecidos, e o trabalho árduo cessava.
- Dia da expiação( ou dia de convocação santa, Lv 23:26-31). As almas se afligiam e uma expiação anual era efetuada pelo pecado. Era realizado apenas uma vez por ano. (Ex 30:10).
Qual a diferença do calendário judaico com o romano?
- Judaico = O ano judaico continha 354 dias divididos em doze meses de 29 e 30 dias alternadamente, ele era menor que o ano solar cerca de 11 dias e ¼. Havia o ano sagrado e o ano civil . O sagrado iniciava-se em 
marco ou abril conforme a lua, como lembrança do mês que os israelitas saíram do Egito, e os profetas usavam o primeiro, e os que tinham que tratar das coisas civis usavam o último.
O ano era dividido em doze meses lunares, mas de três em três anos tinham treze meses.
Até a volta do cativeiro, esses meses não tinham nomes distintos, a não ser o primeiro que se chamava Abibe ou Nisa.
- Romano = O calendário romano é o que usamos. o Ano contém 365 dias divididos em doze meses de 30 e 31 dias alternadamente, sendo que o segundo mês do ano, fevereiro tem 28 dias normalmente e 29 dias de 4 em 4 anos, ( chamado ano bissexto, este ano tem 366 dias por haver um dia extra em fevereiro).
Qual a diferença entre rabino messiânico e messiânico não?
Judaísmo Messiânico é considerado por seus partidários como a mais recente fase no desenvolvimento histórico do autêntico Judaísmo Bíblico. É a religião de Abraão, Moisés, Davi, e dos profetas, cumprida pela vinda de Yeshua (Jesus) o Messias.
Quanto ao Judaísmo Messiânico, o Judaísmo que acredita em Yeshua (Jesus) como Messias, os fatos são como segue:
A autoridade exclusiva para fé e prática é a Bíblia e consiste do Antigo e Novo Concerto.
O Judaísmo tradicional ensina que o Tanach (Escrituras hebraicas) e o Talmud são a Palavra Eterna de Deus, que ao Novo Testamento falta esta autoridade, e aquele Yeshua não é o Messias. O Judaísmo Messiânico, em contraste, ensina que o Tanach e as Escrituras do Novo Testamento são junto a Palavra Eterna de Deus, que o Talmud não tem esta autoridade, e que Yeshua é o Messias.
 Qual a diferença entre sinagoga e mesquita?
Sinagoga -Na septuaginta é designada a Congregação de Israel, um lugar de reunião e adoração dos judeus.
Nas Escrituras trata-se da reunião de indivíduos de uma localidade com o fim de adorar ou de fazer alguma coisa em comum (Lc 12:11; 21:12). Acabou designando o edifício onde tais reuniões eram efetuadas.
- Mesquita = Templo dos muçulmanos. O segundo templo está em Jerusalém, no monte moriá, chama-se Mesquita de Omar.
O que significa cada uma das lampadas do candelabro?
O candelabro do Tabernáculo continha sete lâmpadas a óleo para alumiar. As lâmpadas acesas representavam a luz de Deus, a Sua presença no meio do arraial. ( Ex 25:31,37).
O que significa Talmude?
Uma compilação das tradições dos judeus. A parte primeira apareceu em 450 a.D. e a segunda em 500 a.D.




SOCIOLOGIA

Por que a estratificação social é uma realidade nas igrejas?
Na luta de estratificação, de acomodação das camadas sociais, que se percebe paralela á revolução da independência, as classes sociais não eram estáticas; não existindo, como em sociedade mais antigas, um critério de nobilitacao, com o nascimento, a pessoa podia mudar de posição na escala social, seja enriquecendo-se e subindo, seja perdendo os bens e descendo, em dura competição. Também eram importantes as irmandades e associações religiosas como expressão de separação social e racial.
Em se tratando da igreja infelizmente não é diferente, pois, sempre houve e haverá separação na classe social onde famílias ricas não gostam de estar em sociedade com as famílias pobres, sempre procuram os do mesmo grupo social. Muitos até esforçam em fazer como Jesus fez, freqüentar a casa dos mais simples, mas é um esforço muito grande.
112-O que é ciência da sociologia?

A ciência que estuda relações entre pessoas que vivem em uma comunidade ou em um grupo social ou entre grupos sociais diversos.
A ação social (incluindo tolerância ou omissão) se orienta pelas ações dosoutros, as quais podem ser: passadas, presentes ou esperadas como futuras.
Os "outros" podem ser individualizados e conhecidos, ou uma pluralidade de
indivíduos indeterminados e completamente desconhecidos.
Toda classe de contato entre os homens não tem, necessariamente, caráter
social; mas apenas uma ação com sentido próprio, dirigida à ação dos outros.
A ação social não é idêntica nem a uma ação homogênea de muitos e
nem à ação de alguém influenciado pela conduta de outros.
A sociologia, não tem a ver somente com a ação social;
entretanto, esta constitui o dado central, aquele que para ela, por assim dizer, éconstitutivo.
- Os tipos de Ação Social
A ação social pode ser: racional conforme fins determinados, racional
conforme valores, afetiva e tradicional.
Raramente a ação, especialmente a ação social, está exclusivamente
orientada por um ou outro destes tipos. Estas formas de orientação devem ser
consideradas como puros tipos conceituais, construídos para fins de investigação sociológica.

113-O que estuda a sociologia?
Estuda a estrutura e a função da sociedade. Estuda a forma em que as estruturas sociais, as instituições e os problemas sociais que influem na  sociedade.
A sociologia é uma ciência que pretende entender, interpretando-a, a ação
social para, desta maneira, explica-la causalmente em seu desenvolvimento e
efeitos. A “ação social” é o sentido indicado por seu sujeito, ou sujeitos, refere-se á
conduta de outros, orientando-se por estar em se desenvolvimento.
Toda a interpretação,como toda a ciência, tende à evidência, que pode ser
racional ou empática.E toda interpretação de uma ação de acordo com os fins
determinados, orientada racionalmente desta forma, possui o grau máximo de
evidência.
O método científico consiste na construção de tipos, investiga e expõe
todas as conexões de sentido irracionais e racionais.A construção de uma ação
racional com fins determinados s erve à sociologia.
A captação interpretativa do sentido ou conexão de sentido equivale a
compreenção, que pode ser racional(quando compreendemos o que ouvimos ou
lemos), irracional(manifestada por gestos; interjeições) ou explicativa(demostração
científica.
A interpretação por mais que seja evidente vai ser sempre uma hipótese
causal.e, como em toda hipótese, é indispensável o controle da interpretação
compreensiva dos sentidos pelos resultados.
Em relação a causalidade, pode-se dizer que, de acordo com uma
determinada regra de probabilidade a um determinado processo observado seguese
outro processo determinado. A mais evidente adequação de sentido somente
poderá ser considerada como uma proposição causal correta, na medida em que
se prove a existência de uma probabilidade de que a ação concreta tomará fato.
As leis são determinadas probabilidades típicas, confirmadas pela
observação, de que, em dadas e determinadas situações de fato, transcorram de
forma esperada, certas ações sociais que são compreensíveis por motivos típicos
e pelo sentido típico indicados pelo sujeito da ação.
A construção conceitual da sociedade encontra seu material paragmético,
de forma muito essencial, ainda que não exclusivamente, nas realidades da ação
consideradas também importantes do ponto de vista da história. Controe também
suas concepções e busca suas leis com o propósito, antes de tudo, de poder
prestar algum serviço à imputação causal histórica dos fenômenos culturalmente
importantes.
A sociologia busca ta mbém aprender, mediante conceitos teóricos e
adequados por seu sentido, os fenômenos irracionais. Em todos os casos,
racionais como irracionais, ela se distância da realidade,servindo para o
conhecimento desta na medida, mediante a indicação do grau de aproximação de
um fenômeno histórico, em relação a um ou vários destes conceitos, tais
fenômenos são ordenados conceitualmente.

FILOSOFIA

114-Qual a ideologia dos 3 maiores filósofos gregos?
- Sócrates = O auto conhecimento do ser humano era um dos pontos fundamentais da filosofia socrática. Desenvolvia diálogos críticos com seus interlocutores. Não vendia seus ensinamentos, era nas praças publicas, conversando com os jovens sempre dando demonstrações de que era preciso unir a vida ao pensamento .
“Conhece-te a ti mesmo”.
- Platao = Um dos aspectos mais importantes da filosofia de Platao e  sua teoria das idéias, procura explicar como se desenvolve o conhecimento humano. Para ele o conhecimento sensível (crença e opinião ) alcança mera aparência das coisas, enquanto que o conhecimento intelectual ( raciocínio  e intuição intelectual) alcança a essência das coisas, as idéias.
- Aristóteles = Para ele, o conhecimento vai sendo formado e enriquecido por acumulação das informações. Definia o ser humano como o ser racional e considerava a atividade racional, o ato de pensar ou de conhecer, como a essência da natureza humana. Para ser feliz, o ser humano deveria viver se acordo com sua razão, sua essência.
“O ser enquanto ser.”
115-O que entende por filosofia da religião?
Analisar, verificar e criticar os fundamentos da fé buscando a verdade sobre Deus, mal, fé e razão. Despertar o homem para consciência do mundo e da sua religião.
Palavras de alguns filósofos sobre religião:
- Karl Marx = Nega a existência de Deus. “Religiao é um invencionismo.”
- Nietzsche = A religiao  era uma invenção das pessoas fracas para obter proteção contra os fortes. “Deus estava morto. Nós matamos Deus.”
- Hobes, Hume, Voltaire = A religiao era resposta do povo ao medo que sentiam ao futuro, á insegurança, ás tragédias.
- Freud = A religião deve desaparecer. Ela expressa desejos que não tem apoio na realidade.”
- Hegel = A religiao poderia surgir também através da revelação.
- Feurbach = O homem criou Deus. Religiao são poemas.
- Neopositivistas = Deus é apenas um lindo e triste poema, Ele não tem sentido.
- Kierkegard = Um filosofo que acreditava muito em Deus.

116-Qual a diferença de filosofia e ideologia?
- Filosofia = É a busca incessante do saber, é a procura da verdade e o ponto de partida para a compreensão reflexiva do universo.
- Ideologia = Pensamento teórico que pretende desenvolver-se sobre seus próprios princípios abstratos, mas que na realidade é expressão dos fatos, principalmente sociais e econômicos que não são levados em conta ou não como determinantes daqueles pensamentos são expressamente reconhecidos.

PSICOLOGIA PASTORAL

O que estuda a psicologia?
Estudo científico do comportamento e da experiência dos seres humanos e dos animais. Como se sentem e o que pensam em relação ao meio ao qual se adaptam.
106-Dentro da psicologia o que significa estruturalismo e funcionalismo?
- Estruturalismo = Para a escola estruturalista o importante é determinar os dados imediatos da consciência , as características principais e específicas dos processos de consciência e seus elementos fundamentais.
- Funcionalismo = Privilegia o estudo das funções mentais, em detrimentos de sua morfologia e estrutura. Em vez de investigar somente “o que é”, o psicológico estudará “para que serve” e “como se efetua” o processo psíquico.
107-O que é mente psicológica?
O líder tem que, pelo bom senso, captar o ambiente diversificado da igreja, empresa, etc, e ter um reflexo de pensamento rápido, quando estiver diante de um grupo com várias culturas e idades.Tem que ser muito psicológico, ou seja , “vivo”, esperto e sábio, perceber as coisas no ar, ler e compreender os reflexos dos olhos e das faces dos liderados.
108-Na psicologia como diferencia alma do espírito?
Psicologia é o estudo da Psyché ou alma. Sabemos, porém que a alma não pode ser encontrada na ponta de um bisturi ou num tubo de ensaio, pois esta intimamente ligada, unidas à matéria como principio vivificante. Quem vê matéria viva, vê corpo e alma unida para formar um único principia substancial ou uma única natureza (a natureza vegetal (vegetativa) na rosa e no cravo; a natureza animal no cão e no pássaro; e a natureza racional no homem). Assim sendo, por isso, não podemos prescindir da experimentação ou da observação dos fenômenos psíquicos. Assim nossa atenção no estudo da Psicologia Filosófica estará versando diretamente sobre a Alma Humana, que é simultaneamente intelectiva, sensitiva e vegetativa.
Preliminamente haveremos de recordar algumas noções.
1) A palavra alma vem do latim anima; que significa o principio vital ou o principio animador (vivificador) de um corpo organizado o que significa dizer ou afirmar que:
2) Todo ser humano tem alma;
3) Distinguem-se tantos tipos de alma quantos são os tipos de vida; ora, mas há três tipos de vida:
a) A vida Vegetativa cujas funções são:
Nutrição, isto é: a faculdade de assimilar e incorporar ao próprio organismo determinadas substâncias. (essa incorporação pode. (No homem) ter reflexos na vida intelectiva? Sim, pode)
Crescimento: a capacidade de desenvolvimento homogêneo das partes do organismo, segundo um modelo impregnado na natureza (genética) mesma desse organismo. (Pode alterações genéticas, venenosas, tóxicas, inadequações comportamentais durante o desenvolvimento, alterar a vida intelectiva? Sim podem.)
Reprodução: faculdade de gerar outros viventes da espécie dos genitores (pode alterações do meio químico durante a concepção, as condições psicológicas de concepção, as tentativas de aborto químico, o uso de alguns medicamentos, causarem danos à vida intelectiva? Sim podem.
Irritabilidade: capacidade de reagir a lesões, restaurando os tecidos prejudicados em conformidade com o Modelo impregnado no vivente. (a capacidade regenerativa pode ser superada por circunstancias químicas, físicas, calóricas e psicológicas? Sim é possível.)
b) A vida Sensitiva: cujas funções são as da vida vegetativa, acrescida da capacidade de reagir a seres concretos e singulares mediante os sentidos externos ( visão, tacto, audição... etc.) e os Sentidos internos: estimativa, cinestesia, memória sensitiva e sinestesia, fantasia,... etc.) (Podem alterações do sentidos, independente de suas causas alterar a vida intelectiva? Sim podem.)
c) A Vida Intelectiva: que realiza as tarefas da vida vegetativa e da sensitiva e ainda e dotada do conhecimento de noções universais, abstratas, distinguindo o essencial e o acidental, para chegar a definições tão precisas quanto possível (a deformação da vida intelectiva, por sua vez, pelo mecanismo de reciprocidade, pode deformar radical ou singularmente as funções vegetativas e sensitivas? Sim podem).
Em conseqüência distinguem-se:
A Alma vegetativa (o principio vital de um organismo de vida vegetativa) que se encontra nas plantas.
A Alma sensitiva (o principio vital de um organismo de vida sensitiva) que se encontra nos animais irracionais (que também possuem funções vegetativas).
(A Alma intelectiva (o princípio vital de um organismo de vida intelectiva) que ocorre nos viventes racionais ou intelectivos, ou seja, nos seres humanos).
4) A Palavra Psique vem do grego psyquè e é geralmente tida como equivalente a anima (alma). Verdade é que as escolas filosóficas e psicológicas atribuem matizes diversos ao sentido original do vocábulo psique, matizes que nós (do G 23) estamos tentando criticar nos diversos textos do “Psicologia do Cabo ao Rabo”. Assim a Psicologia se nos apresenta como o estudo do principio vital em geral ou, segundo a acepção mais comum, é tão somente o estudo da vida consciente do homem, e dos demais princípios vitais enquanto interferentes (determinantes ou determinados) na vida consciente do homem. (Cabe perguntar: a síntese e ou, o Modelo impregnado no “coração do Homem”, é o Valor; então pode o conjunto de valores do homem provocar alterações nos princípios vitais? Sim podem.)
5) O espírito: é o ser real que não tem corpo, isto é, carece de extensão, quantidade peso tamanho... Mas é dotado de inteligência e vontade. Vê-se assim, que o conceito tem aplicação mais ampla do que o vocábulo alma e a contém (podemos falar em Espírito de Deus, e em Alma de Deus filho, por exemplo.). A chave abaixo exprime a diferença:
a) Espírito incriado, não unido a matéria: Deus.
b) Espírito criado, não unido a matéria (inteligências e vontades livres)
c) Espírito criado e unido a matéria, para nela, servir amar e reverenciar a Deus.
Assim o espírito intelectivo que é o principio vital do organismo humano no que lhe é próprio de humano, é chamado de alma humana. Esta é, portanto, espiritual ou não material (donde Deus não se confunde com as coisas criadas, além de seu FILHO ÚNICO). Se a alma humana (no que lhe é propriamente humano, é alma intelectiva) e é espiritual (vontade e inteligência livres, embora não licenciosa), também é imortal, pois a imortalidade é a propriedade de todo espírito. (pode-se desenvolver semelhante raciocínio sobre a vida: Deus criou o homem do barro e lhe soprou as narinas com a alma vivificante, todavia se o sopro da vida nos animais os vivifica, a alma deles não é livre na vontade e na inteligência. A deferência do Sopro Divino (que não soprou aos animais) haveria de ter, enquanto sopro divino, um “privilégio”, um dom, o privilégio da alma intelectiva. Para a Filosofia o ser e o agir de determinada realidade devem ter alguma correlação entre si (finalidade dos seres vivos intelectivos). Se a alma humana restringe-se às propriedades da matéria, ela haverá de ser material, porém pelo contrário, se ultrapassa em seu agir as “virtualidades” próprias da matéria concluo que a alma não é material, é espiritual.
109-Como que incentiva a cura por meio psicológico?
A medicina psicossomática tem se preocupado cada vez mais com as relações entre os aspectos biológicos e psicológicos da saúde. Existe uma interdependência entre corpo, mente e emoções em todos os estágios de doença e de saúde. Não há distúrbio que tenha causa puramente psicológica, assim como não existe doença puramente orgânica, sem qualquer componente psicológico.
Fritjofre Capra em O ponto de Mutação diz: Pesquisas mostram que todos os distúrbios são psicossomáticos, ou seja, envolvem uma interação contínua de corpo e mente em sua origem, desenvolvimento e cura.
A principal preocupação do terapeuta é a cura do paciente e todo o seu procedimento direcionado para essa cura.
Sendo assim a atitude do profissional deve, em primeiro lugar iniciar o processo de cura ajudando o paciente a ficar num estado em que suas forças curativas se tornem ativas, isto é, que seus heróis sejam mobilizados.
Doença é a estagnação, o bloqueio da energia vital, surgindo então os sintomas.
A psicologia tem desenvolvido muitas técnicas para mobilização da energia bloqueada transformando os sintomas em experiências. Não que devamos ficar presos as técnicas; elas são recursos a serem utilizados quando necessário. Porém o mais importante é saber ouvir. Ouvir com todos os órgãos do sentido. E mais do que isso ainda, permitir ao paciente que se ouça, pois é ele quem promove a cura.
110-Por que é importante um pastor e demais obreiros fazer psicologia pastoral?
Aparece todo tipo de problemas para o pastor e os obreiros resolverem, tanto sócio-cultural como afetivos. O ser humano é carente, sempre procurando amor e afeto. O pastor, principalmente nesses últimos dias do fim, de tribulação e de muitos problemas, tem então um campo muito grande para atuar e arrastar inúmeros para a fé.
É necessário que os líderes estejam preparados na área de aconselhamento, como sabemos o ser humano é uma somatória de motivos ocultos e inconscientes. Se não houver uma preparação o pastor ou o obreiro não saberá ajudar determinada pessoa sair de seus problemas e se tornar um feliz servo de Deus.

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