01/11/2020

Biografia de Jefté

Jefté pertencia à tribo de Manassés e era o filho primogênito de Gileade. Em hebraico, a palavra “Jefté” significa “Que Deus abra!”. Em aramaico significa “Deus abriu!”. Ele foi o 11º juiz de Israel (Números 26.19; Juízes 11.1).

Jefté foi juiz de Israel durante seis anos, ou seja, de 1.173 a 1.167 AC, no período em que Eli era o sacerdote de Israel e que o jovem Samuel se preparava para ser o próximo profeta daquele reino (Juízes 11.26; 12.7).

Antes de casar-se com Gileade, a mãe de Jefté fora prostituta em Israel. Casada, deixou a prostituição e passou a ser a segunda esposa de Gileade. Foi quando Jefté nasceu.

Quando Gileade morreu, os meios-irmãos de Jefté, filhos da esposa primária do Gileade, o expulsaram da tribo, temendo que ele viesse a herdar tudo o que o pai deixara, em razão dele ser o primogênito (Deuteronômio 21.15-17).

Quando Jefté foi expulso por seus meios-irmãos, passou a morar na terra de Tobe, região ao leste de sua tribo, fora dos limites de Israel. Nessa fronteira, Jefté ficou vulnerável aos ataques dos amonitas, povo inimigo de Israel, liderado pelo rei Amom. Mas, de tanto repelir esses ataques, Jefté tornou-se um grande guerreiro.
Não demorou muito e se juntaram a Jefté homens tornados ociosos e desempregados pelos ataques dos amonitas, formando assim um exército de mercenários, tendo Jefté como líder (Juízes 11.3).
As famílias que viviam no território ao leste do rio Jordão, em especial as pertencentes às tribos de Rubem, de Gade e de Manassés eram formadas por criadores de gado. E, por essa razão, os ataques dos amonitas haviam tirado os bens e o meio de vida dessas famílias (Juízes 10.6-10).
Enquanto a nação de Israel se enfraquecia, os amonitas e as outras nações circunvizinhas se fortaleciam. Por 18 anos Israel foi explorada pelas nações estrangeiras. O povo de Israel se voltou para a idolatria, adorando falsos deuses e ídolos pagãos, incorrendo assim na ira do Senhor Deus. Até que o rei Amom decidiu subjugar de vez o povo de Israel e preparou-se para uma invasão em grande escala (Juízes 10.7-17; 11.4).
Com isso, Israel congregou-se na região de Mispá. Os meios-irmãos de Jefté eram os líderes de suas famílias, e precisavam de um comandante experiente e de uma liderança abalizada. Então, resolveram apelar para que Jefté se tornasse o general das tropas israelitas, pois ele já era conhecido pela sua bravura e pela sua sagacidade como comandante militar. Jefté aceitou o convite, com a condição de que seria o governante maior de Israel quando terminasse o conflito. Assim, tornou-se o principal líder militar da nação (Juízes 11.1-31).
A fim de garantir a sua vitória contra os amonitas, Jefté fez um voto a Deus, que está registrado no texto de Juízes 11.30-40. Porém esse voto de Jefté demonstrou ser um voto apressado, senão totalmente desastrado. No entanto, foi um voto sacrificial e teria que ser cumprido. Nesse caso, Jefté votou (prometeu) que se Deus lhe desse a vitória total sobre os exércitos amonitas, ele ofereceria em holocausto a Deus a primeira pessoa (ou animal) que lhe viesse ao encontro na sua volta para casa
E quem lhe veio ao encontro da sua volta para casa? A sua filha única, com adufes e danças. E, Jefté muito se arrependeu de seu voto apressado..
Vencidos os amonitas, Jefté tornou-se o governante maior de toda a Israel. No entanto, os efraimitas (da tribo de Efraim), que se consideravam os dominantes de toda a região norte de Israel, recusaram-se orgulhosamente de reconhecer Jefté como o líder principal, e procuraram justificar-se, inventando uma acusação falsa de que Jefté não os havia convocado para a guerra contra os amonitas. E, por essa razão, diziam-se ofendidos com ele. Então, ameaçaram queimar a casa de Jefté, com todos os seus familiares dentro (Juízes 12.1).

Como se não bastasse, os efraimitas ainda zombavam de Jefté, relembrando a sua expulsão de casa pelos seus meios-irmãos, quando da morte de seu pai (Juízes 12.2-4).

Na luta que se seguiu, os efraimitas foram derrotados e desbaratados pelas tropas de Jefté, que cercaram toda a região norte de Israel, onde moravam os efraimitas.

Para evitar que os efraimitas fugissem ao cerco ou se infiltrassem entre os soldados de Jefté, foi criada uma senha, ou palavra de passe, que deveria ser corretamente pronunciada quando solicitada. A palavra era “Schimbolet” em hebraico ou “Ximbolete” em aramaico. Assim, quando alguém tentava atravessar o rio Jordão ou passar pelas suas margens, e não era reconhecido pelos soldados de Jefté, lhe era cobrada a senha. Se não soubesse pronunciar corretamente a senha, era considerado espião e degolado em seguida.

Assim, os efraimitas em fuga, durante seu conflito com Jefté, traíam-se às sentinelas do exército de Jefté, nos vaus do rio Jordão, por não pronunciarem corretamente o som inicial de “sch” ou “xi” desta senha. Eles diziam “Simbolete” ou “Quimbolete” (Juízes 12.4-6). 

Assim, tornou-se evidente que havia alguma variação de pronúncia entre as tribos, assim como também em tempos posteriores, os da Galiléia tinham um sotaque diferente dos da Judéia (Mateus 26.73; Lucas 22.59). E, assim por diante.

A palavra “Ximbolete” significa “espiga”, em aramaico. Em hebraico, “Schimbolet” significa “curso d’água”. 

Débora, juíza e profetisa de Israel

Débora ocupa um lugar de destaque nas Escrituras. Foi uma profetisa -- também era mulher casada com Lapidote e juíza em Israel. Ela foi uma exceção à regra, mas a exceção comprova a regra. Seu “Tribunal” ficava debaixo de uma palmeira, entre Rama e Betel no território de Efraim, a tribo líder do norte. Os juízes antigos julgavam as questões do povo junto às portas das cidades, ou num lugar público e determinado, e todos iam ali levar as suas queixas e receber as decisões, que eram inapeláveis. Não havia os rigores modernos de uma judicatura pomposa e custosa. Tudo era muito simples. De qualquer maneira temos agora uma mulher feita juíza em Israel.

O Cântico de Débora (5.1-32).
É a peça literária mais antiga e a mais famosa que nos veio dos velhos tempos. A juíza e profetisa era também poetisa. Mulher admirável. Os críticos da Bíblia param junto deste monumento literário, para render suas homenagens a uma mulher israelita. Este cântico, escrito sem dúvida por ela mesma, foi preservado integralmente, até ao tempo quando foi redigido o livro de Juízes e foi incorporado ao mesmo. Além de reter um dos períodos mais críticos da experiência israelita, dá-nos a medida da cultura de uma época tida como Idade Média dos Judeus.
Débora nos ensina que devemos despertar do sono da indolência e do conformismo.
“Desperta, desperta, Débora, desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te Baraque, e leva presos os teus cativos, tu, filho de Abinoão” (Jz 5.12).
Jabim, rei de Canaã, oprimia os israelitas por 20 anos. Eles eram temidos por suas 900 carruagens de ferro (Israel deveria ter destruído esse povo no passado). Somente depois de 20 anos de opressão, foi que o povo de Israel resolveu clamar ao Senhor. Eles não confiavam no Senhor e sim em suas próprias forças.
A confiança no homem era tão grande que Baraque disse para Débora: “Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei” (v.8).
Mas, Débora confiava na força divina e não na humana: “Por ventura o Senhor Deus de Israel não deu ordens?” (v.6)
Precisamos sair do estado de inércia, apatia, indiferença, inatividade para começarmos agir. O despertar na Bíblia tem o sentido de readquirir força. Despertar é agir na força do Senhor!
Elias em seu desânimo disse: “Ó Senhor, toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (…) “O anjo tocou-o e disse: Levanta-te e come (…) porque te será muito longo o caminho” (v.7). (…) com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites (v.8).
“Levantai-vos, e andai porque não será aqui o vosso descanso, por causa da corrupção que destrói” (Mq 2.10).
“Já é hora de despertarmos do sono!” “A noite é passada’. É de noite que se dorme. “E o dia é chegado” – É hora de acordar!

QUAL O CONTEXTO HISTÓRICO E RELIGIOSO DESSA ÉPOCA:
Período de incerteza, por causa da rebeldia do povo que já estava em um ciclo vicioso (serviam a Deus – caíam na idolatria – eram escravizados – clamavam a Deus – eram libertos – serviam a Deus – recaíam na idolatria…).Este período nos revela o declínio espiritual e moral das tribos, após se estabelecerem na terra prometida, nos deixando claro as desavenças que o povo de Israel sofria quando se esquecia do concerto do Senhor, procurando servir a outros deuses.


AS CARACTERÍSTICAS DO CARÁTER DE DÉBORA:
1. Possuía habilidades especiais como mediadora, conselheira e consultora (Jz 4:4)
2. Chamada para liderar, dispôs-se a planejar, dirigir e delegar (Jz 4:9,14)
3. Determinada e audaciosa (Jz 4:6,9)
4. Era sensível à voz do Senhor e mantinha íntima comunhão com Ele (Jz 4:6,14)
5. Possuía amor altruísta pelos seus irmãos e compatriotas (Jz 5:7)
6. Reconhecia a Deus como o segredo de suas conquistas (Jz 5: 12, 13).

A vida de Débora nos ensina grandes lições, mostrando- nos que devemos estar sempre disponíveis ao serviço do Senhor e do nosso próximo, excluindo de nossa vida o individualismo que tanto impede a comunhão entre os irmãos, a confiar no Senhor sem reservas, dando o melhor de nós na sua causa, mantendo acima de tudo uma íntima comunhão com Deus que era o segredo mais profundo do sucesso de Débora.


CLASSIFICAÇÃO DAS CARTAS PAULINAS

As Cartas Perdidas de Paulo — Em uma das mais antigas cartas de Paulo, ele escreveu acerca de seu hábito de escrever (II Tess. 3:17). A não ser que este item de informação se refira somente a Gálatas e I Tessalonicenses, todas as cartas anteriores, de Paulo, sejam lá quantas tenham sido, perderam-se para nós. De I Coríntios 5:9, sabe-se que Paulo escrevera a carta mais antiga àquela igreja. Talvez uma parte dessa “carta perdida” esteja preservada em II Coríntios 6:14-7:1, embora nem todos os estudiosos estejam de acordo com esta idéia. Também se sabe de II Coríntios 2:4 e 7:8 que Paulo escrevera ainda outra carta a Corinto. Alguns estudiosos sentem que II Coríntios 10-13 é uma parte dessa “carta angustiosa”. Paulo também menciona em Colossenses 4:16 uma carta aos laodicenses. Alguns acham que a Efésios Canônica é essa carta; outros crêem que ela seja Filemom. A maioria, contudo, crê que a carta à igreja em Laodicéia está perdida. O que é certo é que Paulo escreveu muito mais do que está preservado no Novo Testamento.

As Cartas Existentes de Paulo — Na maioria das traduções modernas, quatorze, das vinte e uma cartas, são atribuídas a Paulo. Os nomes e ordem são: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemom e Hebreus. Os textos gregos modernos têm como título, para estas quatorze cartas, somente a preposição “a”, seguida pelo nome do receptor. Os problemas críticos de cada carta serão discutidos no capítulo respecti¬vo que trata de cada uma.

A Ordem de Composição — Ê lamentável que a ordem canônica das cartas de Paulo não seja cronológica. A presente ordem é basicamente a de extensão e se é escrita a uma igreja ou a um indivíduo. Romanos é a mais extensa e Filemom a mais curta. As nove primeiras são dirigidas a sete igrejas diferentes, e as quatro últimas, a três indivíduos diferentes. Por causa de problemas críticos, Hebreus é colocada por último no corpus paulino, embora alguns dos manuscritos gregos mais antigos a tenham entre Romanos e I Coríntios. Uma ordem cronológica talvez mostrasse mais claramente os problemas encontrados por uma igreja que emergia e indicaria o padrão teológico em desenvolvimento, de Paulo e da Igreja. O método a seguir, de agrupamento das cartas, é baseado na narrativa contida em Atos e em informação colhida das próprias cartas. Este agrupamento não é conclusivo, mas é usado para mostrar o acordo geral entre os estudiosos do Novo Testamento, numa aproximação ao estudo do Novo Testamento.

1. Epístolas escritas durante a Segunda Viagem Missionária (49:52 d.C): I e II Tessalonicenses, de Corinto.

2. Epístolas escritas durante a Terceira Viagem Missionária (52-56 d.C): I Coríntios, de Éfeso; II Coríntios, da Macedônia; Gálatas e Romanos, de Corinto.

3. Epístolas escritas de Roma durante o primeiro aprisionamento romano (58-60 d.C): Efésios, Filipenses, Colossenses, Filemom.

4. As Epístolas Pastorais (62-65 d.C): I Timóteo, da Macedônia; Tito, da Macedônia ou de Corinto; II Timóteo, de Roma, pouco antes da morte de Paulo.

Outra maneira de classificação é ver-se a ordem cronológica como representando ênfases teológicas especiais. A correspondência tessalonicense lida com escatologia; as cartas da Terceira Viagem Missionária tratam, primariamente da soteriologia; as cartas da prisão acentuam a cristologia; as pastorais têm a eclesiologia como a ênfase dominante. Este agrupamento teológico não é conclusivo, porque muitas das cartas contêm todas estas doutrinas; mas a ênfase teológica principal de cada uma é observada.

Deve-se ressaltar, todavia, que muitos estudiosos do Novo Testamento, incluindo este escritor, crêem que Gálatas foi escrita de Antioquia da Síria, antes da Segunda Viagem Missionária. Outros sentem que Efésios foi escrita muito mais tarde, por um discípulo de Paulo, como introdução a uma coleção das cartas de Paulo. Alguns acham que, de algum modo, Paulo está por trás da Epístola aos Hebreus como autor, dando ao amanuense completa liberdade em sua composição e publicação, esta última tendo ocorrido após a morte de Paulo e antes da destruição de Jerusalém em 70 d.C.

A Preservação e Coleção das Cartas de Paulo — Num estudo em profundidade, das cartas de Paulo, conclui-se que ele escreveu tanto como pastor quanto como “mestre dos gentios” (I Tim. 2:7). A maioria de suas cartas existentes foi escrita para situações específicas; contudo, Paulo foi capaz de distinguir entre a ordem do Senhor e seu próprio conselho pessoal (I Cor. 7:6, 25, 40). Algumas de suas cartas parecem ser dirigidas a uma audiência mais ampla, ao invés de a um grupo específico. A Epístola aos Efésios é basicamente deste tipo. Contudo, mesmo nesta, ele escreveu com a consciência de sua chamada como apóstolo. Paulo cria possuir autoridade, e que sua palavra era de importância, quer para situações locais quer para uma audiência mais universal. Nem todas as suas cartas, todavia, foram suficientemente universais em sua aplicação, e muitas deixaram que se perdessem. A referência em Apocalipse 3:16 à apostasia da igreja em Laodicéia pode indicar que a carta a essa igreja, referida em Colossenses 4:16, não foi preservada por essa razão. Pela época de II Pedro (68 d.C), contudo, “todas as cartas de Paulo" estavam sendo aceitas em paridade com "outras escrituras”. Seria de grande interesse e importância saber-se o que “todas as cartas de Paulo” e as “outras escrituras” abrangem, mas seria apenas conjetura, a esta altura, na pesquisa bíblica.

Embora Clemente de Roma e Inácio de Antioquia conhecessem algumas das cartas de Paulo, a coleção concreta e existente mais antiga é o Cânon de Marcião, de cerca de 140-150 d.C. Esta lista inclui uma coleção editada de dez cartas de Paulo (em ordem: Gálatas, I e II Coríntios, Romanos, I e II Tessalonicenses, Laodicenses (Efésios), Colossenses, Filipenses e Filemom). As Pastorais foram, provavelmente, rejeitadas pelo fato de Marcião ter sido um gnóstico. O Fragmento Muratoriano (cerca de 180 d.C.) inclui as Pastorais nas treze epístolas de Paulo, Hebreus não estando na coleção. O mais antigo manuscrito grego (P 46 ) das epístolas de Paulo que foi preservado data de cerca do fim do segundo século. Este manuscrito, pelo fato de colocar Hebreus entre Romanos e I Coríntios, indica Paulo como sendo o autor de Hebreus. II Tessalonicenses, Filemom e as Pastorais estão ausentes do manuscrito preserva¬do, mas a ausência poderia ser devida à possível perda das últimas folhas, que conteriam estas cinco cartas.

É impossível fixar-se uma data para a primeira coleção completa das epístolas de Paulo. O que é certo, contudo, é que há ampla evidência, do final do primeiro século e início do segundo, de que as cartas de Paulo circulavam largamente e eram estimadas como autoridade em doutrina. A história da preservação e colecionamento destas cartas perdeu-se para nós. Contudo, o processo deve ter-se iniciado cedo conforme está evidente na declaração contida em II Pedro 3:15,16, e porque a coleção foi aceita pelo final do segundo século.

05/08/2019

Como Pregar Sermões Expositivos a Ouvintes que não Foram Educados para Ouvi-los?

Toda pregação cristã verdadeira é expositiva”, escreveu John Stott. Embora algumas pessoas considerem a pregação expositiva um método antiquado, sua capacidade de tornar-se um porta-voz do texto bíblico assegura relevância constante. Desde que a responsabilidade do pastor é pregar a palavra, ele deve se esforçar para compreender o texto bíblico e comunicá-lo eficaz e apaixonadamente a sua congregação (2Tm 4.2). A abordagem expositiva almeja deixar que o texto bíblico trate das diversas necessidades de uma congregação, independente do nível educacional da igreja. J. W. Alexander expressou bem isso: “O método expositivo é apropriado para assegurar ao pregador e aos seus ouvintes a maior quantidade de conhecimento sobre as Escrituras”.
Tanto o pregador quanto os ouvintes podem ser auxiliados na pregação expositiva ao lembrar sempre de algumas coisas.
Tanto o pregador quanto os ouvintes podem ser auxiliados na pregação expositiva ao lembrar sempre de algumas coisas.
O pregador e a pregação expositiva:
1. Reconheça que o método expositivo pode ser estranho aos seus ouvintes, então, faça todos os anos uma pregação sobre o motivo de você pregar expositivamente. Nessa mensagem você precisa explicar por que o método expositivo é necessário, o que você procura realizar, e a forma como o sermão deve ser ouvido.
2. Ao preparar o sermão, certifique-se de trabalhar o seu vocabulário de forma que este se iguale à compreensão dos ouvintes. Além disso, nunca presuma que seus ouvintes entendem termos que, para você, são comuns. Por exemplo: justificação santificação e eclesiologia. Uma simples explicação dos termos oferecendo exemplos pode incrementar o entendimento da congregação.
3. Ofereça resumos dos sermões para ajudar as pessoas no momento de ouvi-los. Você também pode pensar na possibilidade de imprimir a mensagem que você escreveu e disponibilizá-la antes do culto, para ajudar os ouvintes a ouvir e compreender. Isso acaba tornando-se uma boa ferramenta para seu povo lembrar do sermão e seguir com o estudo do tema.
4. Encoraje sua congregação a desenvolver a capacidade de pensar e compreender oferecendo um material de leitura adicional para complementar a sua pregação. Para começar, esse material pode composto por artigos ou sermões curtos, livretes e, depois, vocês podem prosseguir com a leitura de livros maiores. Providencie guias de leitura da Bíblia inteira a fim de desafiar a congregação nessa disciplina espiritual. Comece aos poucos para não sobrecarregar aqueles que não estão acostumados a ler com regularidade.
5. Tenha momentos de diálogo a fim de que as pessoas possam fazer perguntas relacionadas ao sermão sem medo de embaraços. É importante que você evite uma postura defensiva com relação a perguntas ou comentários. Isso pode ser feito após o culto da noite ou durante os cultos semanais. Cuidadosa e humildemente responda as perguntas direcionando as pessoas ao texto bíblico e usando a oportunidade para fazer algumas sugestões sobre ser feito após o culto da noite ou durante os cultos semanais. Cuidadosa e humildemente responda as perguntas direcionando as pessoas ao texto bíblico e usando a oportunidade para fazer algumas sugestões sobre como interpretar as Escrituras.
6. Pense numa “pessoa-alvo” quando estiver preparando o sermão. Essa pessoa seria um representante do nível comum de compreensão na igreja. Visualize a comunicação com essa pessoa conforme você desenvolve seu esboço, suas explicações, ilustrações e aplicações do texto. Busque ocasiões para conversar sobre o sermão com a “pessoa-alvo”. Pergunte francamente quão bem ele ou ela está compreendendo os sermões; pergunte como você pode ser mais claro, o que foi mais proveitoso no sermão, e identifique qualquer coisa que possa ter impedido a compreensão.
Os ouvintes e a pregação expositiva:
Regularmente desafie seus ouvintes a tirar o máximo de proveito de cada sermão considerando o seguinte:
1. Reconheça a autoridade das Escrituras Sagradas e sua primazia na adoração pública. Durante a semana prepare-se para ouvir a Palavra lendo as Escrituras regular e sistematicamente.
. Peça que o Senhor lhe dê ouvidos que ouçam a Palavra e um coração obediente – lembre a congregação que eles têm a responsabilidade de se preparar para ouvir tanto quanto você tem a responsabilidade de se preparar para pregar.
3. Examine as Escrituras como os bereanos para ver se as coisas expostas são fiéis à Palavra de Deus (At 17).
. Faça perguntas no sentido de oferecer uma resposta à exposição das Escrituras:
• Agora estou convicto, por meio da Palavra, de que existe uma área de minha vida, de meus pensamentos, de minhas ações e do meu comportamento que precisa ser mudada?
• Existe um pecado, uma desobediência, uma atitude errada ou alguma desculpa que foi repreendida pela verdade das Escrituras e que agora preciso confessar e dos quais preciso me arrepender


Sinais da Volta de Cristo


Sinais da Volta de Cristo


Estando com os discípulos no monte das Oliveiras, Jesus ouviu deles a seguinte pergunta: 
“Que sinal, haverá da Tua vinda e da consumação do século?” (Mt 24:3). 

O Mestre, então, enumerou vários sinais indicadores do Seu retorno à Terra. Alguns dos sinais apresentados tiveram cumprimento inicialmente em Jerusalém, e serviram como “maquete” ilustrativa dos acontecimentos do fim.

Você conhece a relação entre a árvore, a grávida e o ladrão? 

Bíblia explica facilmente:


• A figueira: Aponta para a proximidade da volta de Cristo: “Aprendei, pois, esta parábola da figueira: quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está próximo, às portas” (Mateus 24:32, 33).

• Mulher grávida: Indica que os sinais se intensificam, ficam mais frequentes e garantem a certeza do acontecimento: “como as dores de parto àquela que está grávida; de modo nenhum escaparão” (1 Tessalonicenses 5:2-4).

• O ladrão: Aos despreparados, Jesus virá de modo repentino: “Porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite. Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então, lhes sobrevirá repentina destruição” (1 Tessalonicenses 5:2-4).

Quais são os sinais da volta de Cristo? Eles se apresentam nas seguintes áreas:


POLÍTICA


• Guerras e terrorismo (Mateus 24:6, 7).
• Corrupção e ganância (Tiago 5:1-4).

NATUREZA


• Terremotos (Mateus 24:7).
• Escurecimento do Sol e Lua “em sangue” - 19/05/1780 (Mateus 24:29; Apocalipse 6:12).
• Queda das estrelas - 13/11/1833 (Mateus 24:29; Apocalipse 6:13).
• Grandes calamidades (Lucas 21:10, 11).

SOCIEDADE


• Fome e epidemias (Lucas 21:11).
• Maldade no coração e nas ações do ser humano (2 Timóteo 3:1-4).

TERREMOTOS


Fazendo um breve comparativo: no século 19 ocorreram 41 grandes terremotos, diferentemente do século 20, quando houve mais de 100 grandes terremotos. Em janeiro de 2010, um terremoto no Haiti matou cerca de 200 mil pessoas, mesmo número estimado pelo tsunami causado por um terremoto nas redondezas da Indonésia em dezembro de 2004.

GUERRAS 


Calcula-se que cerca de 60 milhões de pessoas
entre militares e civis, morreram nas duas grandes guerras mundiais, número absurdamente maior que no século anterior, o século XIX.

FOME 


Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), existe hoje quase um bilhão de pessoas cronicamente desnutridas no mundo.

CRISE DA “FÉ” 


Embora a Bíblia ensine sobre a existência de apenas dois caminhos - o certo e o errado, hoje existem cerca de 35.000 religiões cristãs pregam coisas discrepantes da Palavra de Deus.

6 Enganos fim do mundo

MALDADE


Segundo um estudo, no Brasil, nos últimos 25 anos, ocorreram 794 mil homicídios, o que representa um crescimento de 5,6% nesse mesmo período. A tendência é que esses números aumentem a cada dia.

PERGUNTAS PRÁTICAS


1. Que sinais seriam vistos no MUNDO SOCIAL antes da volta de Cristo?


Mateus 24:6, 7, 10; 2 Timóteo 3:1-4

Ouvireis falar de _____________________ e ____________________ de__________, nação contra , e haverá _______________________ em vários lugares.

2. Que três grandes sinais no MUNDO NATURAL indicam a proximidade da volta de Jesus? Mateus 24:7, 29 

Terremotos,
2) escurecimento do Sol e da Lua (19/05/1780),
3) queda de ____________________ (13/11/1833). 

Os sinais que matam pessoas indicam que Satanás está agindo na natureza.

3. Que sinais seriam vistos no MUNDO RELIGIOSO antes da volta de Cristo? Mateus 24:4, 5, 11, 24


Haverá falsos ____________________ e falsos_________. O engano será baseado em sinais e___________. A iniquidade será multiplicada (Mt 24:11; 1J0 3:4).
falsos_________. O engano será baseado em sinais e___________. A iniquidade será multiplicada (Mt 24:11; 1J0 3:4).

a) Qual é a motivação dos falsos profetas, ao pregarem a Bíblia? 2Pe 2:1-3


( ) Amor ao próximo. ( ) Avareza. ( ) Amor a Deus.


 Além desses, que importante sinal foi mencionado por Cristo? Mateus 24:14



A pregação do evangelho verdadeiro em ______________ o

5. Paulo fala de “outro evangelho” que está sendo pregado (Gálatas 1:6). O que fazer para não ser enganado? 2 João 4:1


Devo ___________________ se o ensino está de acordo com a Palavra de

6 Tempos dificeis

Como elaborar esboços de sermões

Como elaborar esboços de sermões
 Os esboços de pregação não têm uma forma rígida. Podem variar muito, mas aqui vão algumas dicas que podem servir como base para sua elaboração. A estrutura do esboço é a mesma da pregação. O esboço será então um roteiro para o pregador não se perder durante a pregação, ou mesmo para não se esquecer dos pontos mais importantes da mensagem. Em outras palavras, é um mapa com alguns pontos de referência. Em resumo, o esboço PODERÁ ter: 1- Tema da mensagem 2- Texto base 3- Introdução 4- Tópico 1 5- Tópico 2 6- Tópico 3 - Ilustração (?) 7- Conclusão Vamos analisar cada parte. Tema da mensagem - É o titulo do assunto a ser tratado, ou o “nome da mensagem”. Em alguns casos pode-se falar o titulo na hora da pregação, outras vezes não é necessário. Mas, no esboço a gente coloca. É bom para se ter um rumo determinado na mensagem e também facilitar depois a escolha de um esboço entre muitos que se tem guardado. Quem vai pregar deve ter claro o assunto que vai ser tratado. Não basta escolher um versículo e subir ao púlpito. Isso pode até acontecer, e Deus pode usar, mas não deve ser a regra. Pode ser que o pregador comece a falar sobre um assunto e dali mude para outro e para outro, e, no fim, não passou nada de consistente. Então, vamos escolher um tema definido. Por exemplo: "A vinda de Cristo ao mundo" é o titulo de uma mensagem evangelística. Texto base: Toda pregação precisa ter um texto bíblico como base. Este é o fundamento que vai dar autoridade a toda a mensagem. Normalmente, o texto é pequeno: 1 versículo ou 2, ou 3. Raramente se deve utilizar um capitulo todo. Só quando o capitulo estiver todo relacionado ao mesmo assunto. Se eu for falar sobre a oração do Pai Nosso, não preciso ler todo o capitulo 6 de Mateus. No caso do nosso exemplo (A vinda de Cristo ao mundo), usaremos o texto de I Timóteo 1.15: "Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." A Introdução: É o início da pregação. Existem inúmeras maneiras de se começar uma pregação. Por exemplo: "Nesta noite, eu gostaria de compartilhar com os irmãos a respeito do assunto tal..." ou "No texto que acabamos de ler, temos as palavras de Paulo a respeito da vinda de Cristo ao mundo." Para muitas pessoas, a primeira frase é a mais difícil. Apesar de muitas alternativas, o ideal é que a introdução seja algo que prenda logo a atenção dos ouvintes, despertando-lhes o interesse para todo o restante da mensagem. Pode-se então começar com uma ilustração, um relato interessante sobre algo que esteja relacionado com o assunto da pregação. Um outro recurso muito bom é começar com uma pergunta para o auditório, cuja resposta será dada pelo pregador durante a mensagem. Se for uma pergunta interessante, a atenção do povo estará garantida até o final da palestra. Voltando ao nosso exemplo, poderíamos começar a mensagem perguntando: "Você sabe para quê Jesus veio ao mundo? Nossa mensagem desta noite pretende responder a essa pergunta tão importante para todos nós." Tópicos - Os tópicos são as divisões lógicas do assunto, ou a divisão mais lógica possível. Por exemplo, se o titulo da minha mensagem for "O Maior Problema da Humanidade", eu poderia ter os seguintes tópicos: 1- a corrupção da humanidade; 2 - as conseqüências do pecado; 3 - a solução divina para o homem. A divisão em três tópicos é aconselhável por ser um número pequeno, de modo que o povo tenha facilidade de acompanhar o raciocínio do pregador, sem perder o “fio da meada”. Podemos até mudar esse número, mas o resultado pode ser uma mensagem complexa. Os tópicos devem ser organizados numa ordem que demonstre o desenvolvimento natural do tema, de modo que os ouvintes vão sendo levados a compreender gradualmente o assunto até a conclusão. Em algumas mensagens, os tópicos podem ser argumentos a favor de uma idéia que se quer defender com o sermão. Será bom se eles estiverem organizados de maneira que os mais interessantes ou mais importantes sejam deixados por último, de modo que, a mensagem vai se tornando cada vez mais significativa, mais consistente e mais interessante a cada momento até chegar à conclusão. Se você usar seu melhor argumento logo no início, sua mensagem ficará fraca no final. Em alguns casos, o próprio texto bíblico já tem sua própria divisão, que usaremos para formar nossos tópicos. O texto de I Timóteo 1.15 é assim. Dele tiramos os seguintes tópicos: 1 - Jesus veio ao mundo - Falar sobre a aceitação geral da vinda de Jesus. Todos crêem que ele veio. 2 - Para salvar os pecadores - Falar sobre diversas idéias que as pessoas têm sobre o objetivo da vinda de Cristo, e qual foi sua real missão. 3 - Dos quais eu sou o principal - Falar sobre a importância do reconhecimento do pecador para que a obra de Cristo tenha eficácia em sua vida. Um outro exemplo de divisão natural é João 3.16: 1 - Deus amou o mundo. Falar sobre o amor de forma geral e sobre o amor de Deus. 2 - Deu o seu Filho Unigênito - O amor de Deus em ação. Deus não ficou na teoria. 3 - Para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna - O objetivo da ação de Deus. Esse versículo é riquíssimo. Podemos elaborar várias mensagens dentro dele. É importante prestarmos atenção a esse detalhe. Se tivermos um entendimento muito profundo a respeito de um versículo, é melhor elaborar mais de um sermão do que tentar colocar tudo em um só, fazendo uma mensagem muito longa ou complexa, principalmente quando o texto permitir vários ângulos de abordagem, ou contiver mais de um assunto. Só para termos alguns parâmetros, sugerimos a duração de trinta ou quarenta minutos para um sermão. Já um estudo bíblico pode durar uma hora aproximadamente. É claro que o Espírito Santo pode quebrar esses limites, mas precisamos ter certeza de que é ele mesmo quem está fazendo isso. Ilustrações - Ilustrações são ditados, provérbios (não necessariamente os de Salomão) ou pequenas histórias que exemplificam o assunto da mensagem ou reforçam sua importância. Como alguém já disse, as ilustrações são as "janelas" do sermão. Por elas entra a luz, que faz com que a mensagem se torne mais clara, mais compreensível. Muitas vezes, os argumentos que usamos podem ser difíceis, ou obscuros, mas, quando colocamos uma ilustração, tudo se torna mais fácil para o ouvinte. Existem muitas “historinhas” por aí que não aconteceram de fato e são usadas para ilustrar mensagens. Não há problema em usá-las. Podem ser comparadas às parábolas bíblicas. Entretanto, é importante que o pregador diga que aquilo é apenas uma ilustração. As ilustrações são muito importantes, porque despertam o interesse dos ouvintes, eliminam as distrações e ficam gravadas na memória. Pode ser que, na segunda-feira, os irmãos não se lembrem de muita coisa do sermão de domingo, mas será bem mais fácil lembrar das ilustrações, dos casos contados como exemplo, e, juntamente com essa lembrança, será também lembrado um importante ensinamento. No exemplo da mensagem de I Timóteo, poderíamos usar uma ilustração no tópico 3, mencionando que um doente precisa reconhecer sua doença para ser curado, ou contando um curta história sobre um doente que reconheceu ou não sua doença. Não é obrigatório o uso de ilustrações no sermão. Se não tiver nenhuma, paciência. Normalmente, os próprios relatos bíblicos já ilustram muito bem os assuntos que abordamos. Outro detalhe a se observar: não é bom usar muitas ilustrações na mesma mensagem, pois a mesma perderia sua consistência e seria mais uma coleção de contos. Como dissemos, ilustração é luz, e luz demais pode ofuscar a visão. Conclusão - A conclusão será o ápice da mensagem, o fechamento. Não basta fazer como aquele pregador que disse: "Pronto! Terminei." A conclusão é a idéia ou conjunto de idéias construídas a partir dos argumentos apresentados no decorrer da mensagem. Nesse momento pode-se fazer uma rápida citação dos tópicos, dando-lhes uma "amarração" final. Nessa parte, normalmente se convida para o posicionamento dos ouvintes em relação ao tema. Ainda não é o apelo. O pregador incentiva as pessoas a tomarem determinada decisão em relação ao assunto pregado. Depois desse incentivo, dessa proposta, o assunto está encerrado e pode-se fazer o apelo, se for o caso, e/ou uma oração final. No caso do nosso exemplo (A vinda de Cristo ao mundo), poderíamos concluir convidando os ouvintes a reconhecerem sua condição de pecadores, para que o objetivo da primeira vinda de Cristo se concretize na vida de cada um. Para fechar bem podemos encerrar dizendo que Cristo virá outra vez a este mundo para buscar aqueles que tiverem se rendido ao evangelho. O esboço deve ser o menor possível. Pode-se, por exemplo, usar uma frase para cada parte. Pode haver determinado tópico representado por uma única palavra. O esboço é o "esqueleto" da mensagem. Coloca-se o que for suficiente para lembrar ao pregador o conteúdo de cada divisão. Se uma palavra ou uma frase não forem suficientes, pode-se colocar mais, mas com o cuidado de não se elaborar um esboço muito grande, de modo que o pregador poderia ficar perdido no próprio esboço na hora de pregar. Então, o recurso que deveria ser útil torna-se um problema. Opcionalmente, o pregador pode fazer o esboço, bem pequeno e, em outro papel, fazer um resumo da mensagem. No púlpito, só o esboço será usado. O destino do resumo será o arquivamento. Em outra ocasião, quando o pregador for usar o mesmo sermão, o resumo será muito útil. Se ele tiver guardado apenas um esboço muito curto, este poderá não ser suficiente para lembrá-lo de todo o conteúdo de sua mensagem. Eis aqui o esboço que construímos durante essa explicação: Introdução : Você sabe para quê Jesus Cristo veio ao mundo? Tópico 1 - "Jesus veio ao mundo" - Falar sobre a aceitação geral da vinda de Jesus. Todos crêem que ele veio (até os ímpios). Tópico 2 - "Para salvar os pecadores" - Falar sobre diversas idéias que as pessoas têm sobre o objetivo da vinda de Cristo. Fundar uma religião? Dar um golpe de estado? Ensinar uma nova filosofia de vida? Qual foi sua real missão? Salvar os pecadores. Tópico 3 - "Dos quais eu sou o principal" - Falar sobre a importância do reconhecimento do pecador para que a obra de Cristo tenha eficácia em sua vida. Ilustração: O doente precisa reconhecer sua doença. Conclusão : Uma idéia clara sobre o objetivo da vinda de Cristo. Um reconhecimento pessoal da condição de pecado. Aceitação de Cristo como Salvador. Bons estudos e boas mensagens! APÊNDICE A PREGAÇÃO É aconselhável que o pregador faça um curso de oratória. Entretanto, mesmo não se podendo fazê-lo, o talento e a prática podem desenvolver bastante as habilidades de quem fala em público. A observação de outros pregadores, as críticas construtivas dos ouvintes e algumas dicas de pessoas experientes no assunto poderão ser muito úteis. Vão aqui algumas considerações sobre a pregação: 1 - O domínio do assunto a ser falado é o princípio da segurança do orador. Portanto, estude bem o assunto com antecedência. 2 - Ao falar, evite ficar andando de um lado para outro. Isso cansa as pessoas. O orador pode andar mas não o tempo todo. 3 - Evite repetições excessivas de frases ou palavras. Por exemplo, algumas pessoas falam o "né" no fim de cada frase. Isso cansa e desvia a atenção de quem ouve. 4 - Para não se perder, use um esboço com algumas frases ou palavras que vão ajudá-lo na seqüência da palestra ou pregação. Porém, não é aconselhável que se escreva toda a mensagem para se ler na hora. Isso torna a palestra monótona. Escreva apenas algumas frases norteadoras. 5 - Ao falar não fique olhando apenas em uma direção ou apenas para uma pessoa. Procure ir dirigindo seu olhar para as várias pessoas no auditório. 6 - Falar corretamente é fundamental. Se houver algum problema nesse caso, procure fazer um curso de língua portuguesa. Os termos chulos e as gírias não são admitidos na pregação. 7 - O outro extremo também é problemático. Procure não utilizar palavras muito difíceis, a não ser que esteja disposto a também explicar o significado. O uso de termos complexos ou estrangeiros demonstra erudição do orador mas pode inutilizar a mensagem se os ouvintes não forem capazes de compreendê-la. 8 - O uso de gestos é bom mas deve ser praticado com moderação e cuidado. Não use gestos ofensivos. Não use gestos que não combinem com o assunto. Imagine que alguém esteja falando sobre a ceia do Senhor e ao mesmo tempo pulando ou batendo palmas. Não combina. 9 - O tom de voz também é importante. É bom que seja variado. Se você falar o tempo todo com voz suave, o povo poderá dormir. Se você gritar o tempo todo, talvez as pessoas não vão querer ouvi-lo novamente. O tom de voz deve acompanhar o desenvolvimento do assunto, apresentando ênfase e volume nos pontos mais importantes, nos apelos ou nas conclusões que se quer destacar. O falar suave e o falar alto e enfático devem ocorrer alternadamente para não cansar o ouvido do público. 10 - Em se tratando de sermões sobre temas bíblicos, é fundamental que o pregador tenha orado antes de falar e que também esteja se consagrando ao Senhor para falar com unção e autoridade. 11 - O nervosismo e a timidez devem ser tratados com a prática. O início é mesmo difícil, mas com o tempo e a perseverança, a segurança vem. Algumas pessoas aconselham a começar falando sozinho diante do espelho para treinar. Não sei se isso resolve. O certo é que começar com uma platéia pequena é mais aconselhável. O nervosismo será menor. Antes de falar no templo, será melhor começar nos cultos domésticos. É certo que o Espírito Santo pode dar ao prgador uma ousadia que não lhe seja característica, mas é nosso dever trabalhar para resolver nossas dificuldades para falar em público. 12 - Outro detalhe importante é a duração da palestra. Sugerimos um tempo de 30 a 40 minutos para os sermões. Estudos bíblicos podem durar 1 hora aproximadamente. Em acampamentos esse tempo pode até se estender um pouco mais. Não existem regras para isso, mas apenas percepções práticas. Esses limites podem variar dependendo do lugar, do propósito, do auditório, e de muitos outros fatores. Mas, de forma geral, esses tempos sugeridos são razoáveis. Se quisermos ir muito além, poderemos cansar muito o auditório e o que passar do limite não será mais captado nem aproveitado pelos ouvintes. 

Postagem em destaque

Estudo bíblico Juizes Cap. 11

: JUÍZES – 11 01. ERA então Jefté, o gileadita, homem valoroso, porém filho de uma prostituta; mas Gileade gerara a Jefté. 02. Também a mul...